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TERÇA-FEIRA – 25/FEVEREIRO/2014

TERÇA-FEIRA – 25/FEVEREIRO/2014

SaoLuisVersigliaESaoCalistoCaravarioSTOS. LUIS VERSIGLIA (1873-1930) e CALISTO CARAVÁRIO (1903-30). Bispo e sacerdote salesianos. Expulsos de Macau em 1910 quando da implantação da República os salesianos foram para Shiu Chow, 220 Kms a norte de Cantão, China, onde abriram escolas e seminários. Numa visita pastoral, Versíglia e Caravário, foram mortos por piratas quando defendiam 3 raparigas que levavam a casa. Beatificados (1983) e canonizados (2000) por João-Paulo II num grupo de 120 mártires da China, dizendo : “Este martírio realiza a visão profética de S. João Bosco que, ao sonhar com predilecção no Extremo Oriente para os seus filhos, falava de “cálices cheios de sangue” e anunciava frutos maravilhosos”.

SantoEtelbertoSTO. ETELBERTO (552-616). Santo Etelberto, rei de Kent, foi o primeiro monarca britânico cristão. Pagão, converteu-se graças à mulher, Berta, que era cristã apaixonada. Assim, quando STOAgostinho, futuro arcebispo de Cantuária, chegou à Britânia para a evangelizar, o coração do rei estava preparado para receber Cristo. Teve papel decisivo na propagação do cristianismo entre os saxões e na promulgação de leis mais justas e na fundação de catedrais e mosteiros, e, apesar de muitos territórios terem depois voltado ao paganismo, a sua influência permaneceu.

Tiago 4,1-10 ; Sal 54, 7-10a.10b-12a. 23 ; Marcos 9, 30-37

JesusEACrianca_CarlBlochHOSTILIDADE CONTRA DEUS (Tiago 4,1-10).  Somos tentados a ler nesta epístola uma oposição radical entre o mundo e Deus.  Porém, será errado interpretar o texto asim e ver nele a condenação do mundo como irremediavelmente mau, porque é este mundo que precisamente Deus ama e quer salvar. A atitude interior é que de facto molda a relação de cada um de nós com os outros. São as nossas divisões interiores e desejos desordenados que nos levam a invejar, a odiar, a combater e a matar. Deus, pelo contrário, vigia com O Espírito que nos dá, Espírito de humildade e mansidão, de acolhimento e de perdão.   Então nós vemos de outra maneira as realidades do mundo, não já como objecto se cobiça e de poder, mas como dons a acolher, a respeitar e a partilhar.

“DISCUTIAM ENTRE SI PARA SABER QUEM SERIA O MAIOR ” (Marc.9,30-37).  Não nos escandalizemos depressa demais !  As ciências da psicologia ensinam-nos que a procura do prestígio e da boa fama é uma das mais fortes motivações do homem. Os discípulos comportavam-se pois como toda a gente, certamente como nós próprios.   Todavia, Jesus não os repreende em nada, pelo contrário, indica-lhes o caminho que conduz ao primeiro lugar.  Esse caminho é Ele.   Ele é, na verdade, “O maior”, porque é Deus, e fez-Se O mais pequenino, como a criança a quem abraça e apresenta como exemplo ; não só “O mais pequeno” mas até “O último” – servo sofredor – morto na abjecção da cruz para nos salvar. Por isso, não é vergonhoso desejar ser o primeiro, se for para ser o primeiro servo dos irmãos ; será mesmo desejável e bom termos a ambição de também conseguirmos ser grandes, à imitação de Jesus. Senhor, que a minha vida se torne serviço dos outros, de tal modo que, sendo sempre eu, seja já outro : servo, cheio de amor , santo.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris)

 

SEGUNDA-FEIRA – 24/FEVEREIRO/2014

SEGUNDA-FEIRA – 24/FEVEREIRO/2014

Tiago 3,13-18 ; Sal 18, 8-10.15 ; Marcos 9,14-29

JesusCuraORapazEpilepticoAJUDA A MINHA POUCA FÉ (Marc.9,14-29). Falta de fé e impotência. Os discípulos tentam curar um doente e não conseguem fazê-lo. Então Jesus impacienta-Se: “Geração incrédula, até quando terei que vos suportar ?” O pai da criança também começa timidamente a dizer: “Se podes fazer alguma coisa ?…” Como a sua fé é frágil! Jesus provavelmente não teria curado o filho deste homem se ele não tivesse insistido, a exclamar : “Sim ! Senhor eu creio, mas ajuda a minha pouca fé !” Então dá-se o milagre, porque “tudo é possível àquele que crê”. Sejamos totalmente sinceros e reconheçamos que nos assemelhamos a estes discípulos e a este pai, com a nossa fé titubeante. Será que acredito ? Será que acredito que tudo é possível a quem tem fé ? Será que rezo com confiança, certo que“Deus faz tudo concorrer para o bem daqueles que O amam ?” Será que apoio a minha vida na fé dO Filho de Deus, com a qual tudo é possível ? Felizmente, com a minha fé frágil, se ela for verdadeira e humilde, posso sempre repetir a magnífica oração que agrada a Deus: “Senhor eu creio, mas ajuda a minha pouca fé !”

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris)

VII DOMINGO DO TEMPO COMUM – 23/FEVEREIRO/2014

VII DOMINGO DO TEMPO COMUM – 23/FEVEREIRO/2014

DIRECTO 11h, Angelus Domini:

DIRECTO 8h50, Santa Missa com os novos cardeais:

S.POLICARPO, BISPO DE ESMIRNA (70-166). São Policarpo morreu com 96 anos, em Roma, mártir na fogueira.  Na época era conhecido como “pai dos cristãos”, inclusivé por aqueles que o não eram ; gozava de particular veneração por ter sido discípulo de S.João Evangelista.  Conta-nos STO. Eusébio que, três dias antes de o prenderem, teve a visão de uma almofada do seu leito a ser consumida pelas chamas.  Por isso, séculos mais tarde, passou a ser invocado nas dores de ouvidos. Depois da morte, seu corpo apresentava a cor de pão cozido e exalava um aroma de incenso e mirra.

Levítico19,1-2.17-18 ; Sal 102,1-4.10.12-13 ; 1Cor.3,16-23 ; Mat.5, 38-48

“TORNAR-SE LOUCO PARA SER SÁBlO…” (1 Coríntios 3,18).  Esta ordem expressa e formal de S.Paulo resume bem o ensino que Jesus nos dá hoje no evangelho, onde se substitui a lógica da razão pela loucura do amor, que nada tem de arbitrário e se justifica pela proximidade do reino de Deus e a sub-versão que esta vinda implica.  O sermão da montanha está marcado pela urgência.  A conversão não pode ser indefinidamente adiada porque chegaram os últimos tempos e Deus está prestes a instaurar o Seu reino, convicção que Jesus partilha com alguns dos contemporâneos. Neste contexto, Cristo, na linha dos profetas, afirma a preeminência da atenção ao outro sobre a prática cultual, como testemu-nham as Suas curas em dia de sábado ou o facto de Ele tocar um leproso em vez de Se proteger. Mas Jesus vai ainda mais longe do que os seus predecessores ao alargar a noção de “próximo” ao agressor, ao perseguidor, ao inimigo. Uma forma de dizer que o amor ou é incondicional ou não é amor. Ser perfeito ou “dar cumprimento” supõe pois abraçar o mistério pascal, morrer com Cristo para ressuscitar com Ele. É verdadade que não somos confrontados todos os dias com os inimigos, mas podemos consentir abrir-nos pouco a pouco à lógica do amor sem medida.  Mais do que obstinar-nos como  o profeta Jonas, certo de ter razão em irritar-se (Jonas 4), podemos tentar escutar o que Deus quer dizer-nos nesta ou naquela situação, já que a resposta à agressão nos vem expontâneamente.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris)

SÁBADO – 22/FEVEREIRO/2014

SÁBADO – 22/FEVEREIRO/2014

CADEIRA DE S.PEDRO, APÓSTOLO

Em directo, 9h55: Consistório da criação de 19 novos cardeais.

1 Pedro 5,1-4 ; Sal 22,1-6 ; Mateus 16,13-19

“TU ÉS O CRISTO ! ”  Hoje Simão é escolhido para ser a rocha, fundamento sólido de todo o edifício, “pedreira” donde serão extraídas as “pedras vivas” para a construção da Igreja que nós somos.   Mais ainda, neste dia, Deus deu-lhe as chaves dO Reino.
Ele e todos os sacerdotes que lhe sucederem, recebem o poder de perdoar, de abrir e fechar as portas do céu. Sim, este pequeno pes-cador da Galileia foi investido dum imenso poder sobre a vida e a morte.  Que missão !  Sobre o quê se baseou Deus, para lhe conferir tamanha tarefa ?   Não certamente nas suas origens ou santidade : tratava-se dum pobre.     Foi só por causa da sua profissão de fé. Simão, movido pelO Pai e iluminado pelO Espírito, reconheceu em Jesus O Filho de Deus.  Tudo advém daí : Jesus é Deus, e Pedro foi o primeiro a confessá-lo. Para mim quem é Jesus? Será verdadeiro Deus, igual aO Pai e aO Espírito?  Se responder sim tudo na minha vida tem sentido, se disser não a minha fé é vã e não creio verdadeiramente na salvação.“Senhor, eu creio, mas aumenta a minha fé !”.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris)