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SEXTA-FEIRA – 21/FEVEREIRO/2014

SEXTA-FEIRA – 21/FEVEREIRO/2014

S.PEDRO DAMIÃO (988-1072). Pedro Damião, nascido em Ravena, Itália, abraçou a vida monástica beneditina e aproveitou a solidão para estudar, tendo alcançado tal sabedoria que foi nomeado superior da Ordem. Inculcava nos companheiros os valores da caridade, da humildade e da solidão.  Denunciou violentamente os pecados dos seus contemporâneos, começando pelos da própria Igreja. Em 1506 o papa nomeou-o, contra sua vontade, cardeal de Óstia. Teve então que se envolver nos problemas da política eclesiástica, viajar muito, pregar, ser conselheiro de reis e escrever sobre vários temas, mas sonhava regressar à sua cela. Ele próprio escreveu, numa ocasião : “Que me importam os reis e os concílios ?”.  Adoeceu e morreu em viagem, ao serviço da Igreja, no mosteiro de STA. Maria dos Anjos.

Tiago 2,14-24. 26 ; Sal 111, 1-6 ; Marcos 8, 34 – 9,1

Em poucas palavras, Jesus vai ao essencial : uma vida que não se dá é uma vida perdida. Talvez fiquemos chocados por estas palavras e as consideremos até fanáticas. Mas Jesus quer levar-nos a tomar uma decisão fundamental : “Quem quiser salvar a sua vida há-de perdê-la, mas aquele que perder a sua vida por Mim há-de salvá-la”. Há pois que escolher, de forma radical, entre o contentar-se com as alegrias terrestres, reais mas passageiras, e a abertura a Deus e a sua felicidade absoluta, eterna.  Escolher entre determinar sózinho o sentido e decurso da minha vida ou, pelo contrário, pôr nas Suas mãos a minha existência por inteiro. Escolher entre mim e Ele. Se procurar onde, como e com quê dar-lhe esta vida que Ele me pede, estarei já a dar uma resposta à sua Palavra. E há tantas formas de, no quotidiano, se dar a vida !   Por vezes será com decisões difíceis, que na linguagem corrente chamamos de “cruciais”, cuja raíz significa “empenhamento doloroso”, “de cruz”.  E tudo isto com um sorriso, com discrição de gestos e de palavras que podem até passar despercebidos, mas tomam, aos olhos de Deus, um valor de eternidade.   Senhor, porque é tão fácil e tão difícil ser-se santo ?

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris)     

Consistório – A família

A FAMÍLIA É UM DOGMA

Amanhã [dia 20 de Fevereiro, nota do tradutor] abre-se o consistório extraordinário sobre a família, primeira etapa em direcção ao Sínodo extraordinário de Outubro. Dois dias de reuniões entre o Papa e os Cardeais presentes em Roma, com a conferência introdutória confiada ao Cardeal Walter Kasper, teólogo e presidente emérito do Pontifício conselho para a promoção da Unidade dos cristãos. Na véspera deste evento, o Foglio entrevistou o Padre João José Perez Soba, professor ordinário de teologia pastoral no Pontifício Instituto João Paulo II para os estudos sobre o matrimónio e a família na Universidade Lateranense.

Algumas conferências episcopais europeias divulgaram os relatórios sobre as respostas ao questionário sobre a família e o matrimónio enviado às dioceses no passado mês de novembro, em vista do sínodo do próximo mês de Outubro. A partir dos primeiros dados emerge uma clara distância entre o ensinamento da Igreja Católica e a práxis seguida pelos fiéis acerca da pastoral familiar. A seu juízo, é necessária uma actualização da Familiaris Consortio do Papa João Paulo II ou o texto permanece ainda central?

João José Perez Soba. «Devemos ter um olhar amplo. É uma questão cultural. Devemos ver as coisas em série, como três etapas. O concilio Vaticano II é a primeira destas etapas, é o acontecimento que considerou a família como grande realidade da actualidade. Imediatamente depois do Concílio, deu-se a grande revolução sexual dos anos Sessenta e este é o fenómeno cultural de que devemos estar conscientes. A segunda etapa é a Familiaris Consortio, que deve ser considerada não somente como uma simples resposta aos problemas, mas também como obra de evangelização. Não devemos, de facto apenas responder aos problemas que se multiplicam, mas devemos fazer da família um evangelho. Esta é a Familiaris Consortio. O problema é que em tantas coisas este texto não foi acolhido: por exemlo, ele recomenda a criação de directores de pastoral familiar. Mas só Espanha e Itália actuaram este pedido. As conferências episcopais que mais falam em vista do Sínodo não fizeram nada no sentido da pastoral global. Concentraram-se somente na resolução de problemas técnicos, não com a proclamação do Evangelho. A Igreja não tem, hoje, uma pastoral familiar própria. E isto é incrível. Fazer uma crítica à Familiaris Consortio neste sentido é ver as coisas simplesmente como problemas aos quais dar resposta. É uma visão em que a Igreja vai atrás do mundo. O mundo vai e a Igreja está sempre atrás. Mas não pode ser esta a posição da Igreja. Ela é luz do mundo! Deve propor algo que salve o mundo. E esta proposta é exactamente contida na Familiaris Consortio. A terceira etapa é a Caritas in Veritate de Bento XVI. A grande mudança cultural depois do documento de João Paulo II, de facto, é a ideologia de género. Não tanto como realidade, porque já estava presente na revolução sexual dos anos Sessenta (a sexualidade é coisa meramente biológica). O problema é que a ideiologia de género se tornou um tema político. Também o próprio chegar ao coração da família como tal parece absolutamente relativizado. Estamos perande um novo desafio a nível político e social. A Caritas in Veritate diz-nos que o amor é verdadeiramente a solução par a sociedade. Fala-se sempre de amor, mas ele na política não se vê nunca, nem na economia. O amor não é verdadeiramente aquilo que constitui a realidade social, mas simplesmente como algo pequeno, que serve para as pessoas estarem satisfeitas. Pelo contrário, como diz a encíclica de Joseph Ratzinger, o amor é a realidade maior da vida. A família é novamente apresentada como o modelo fundamental da realidade social. Somente assim a Igreja tem a consciência da sua missão, que é o Evangelho da Família. Não os problemas, que se multiplicam sempre. Algumas conferências episcopais pensam que se se muda uma norma, o problema deixa de existir. Mas isto é absolutamente falso. O problema verdadeiro é o de uma pessoa que não é  capaz de fazer com que o amor seja o fundamento da sua vida. Este é o problema. E não se resolve com uma norma. Resolve-se com o Evangelho. A Familiaris Consortio é, portanto, profética, diz que o futuro da humanidade depende da família. E esta convocação para o Sínodo que o papa Francisco fez coloca como primeira referência exactamente o Evangelho: não se deve chegar tanto à resolução de um problema, mas repropor o tema da centralidade da família».

O que nos pode dizer acerca das vozes cada vez mais fortes – provenientes em particular do episcopado alemão – que colocam em discussão a doutrina da Humanane Vitae?

Perez Soba. «O que dizia a Humanae Vitae, aconteceu. Podemos ver o que acontece quando não se toma a Humanae Vitae como algo sério, banaliza-se o sexo. Vejamos o que aconteceu onde a Humanae Vitae foi rejeitada, onde se diz “não a recebemos”. Hoje estamos conscientes da consequência de não se ter visto na encíclica de Paulo VI um aviso profético. Notam-no também e sobretudo muitos observadores não cristãos, como Badiou em França, Bauman em Inglaterra, e o coreano  Byung-Chul Han na Alemanha.»

De várias frentes de entrevê que no Sínodo estará em jogo exactamente o conceito de família. Este cenário comportaria riscos?

Perez Soba. «No sínodo está em jogo a família. O que pensamos sobre o que é a família? O que pensamos que Deus tenha dito sobre o que é a família? É um pouco como Jesus dizia. quando perguntava o que é que as pessoas diziam que Ele era. Mas o que diziam os apóstolos dele? Isto era essencial. A tal propósito, são interessantes as palavras de Bento XVI em conclusão do Sínodo sobre a nova evangelização em 2012. Naquela sede, o conceito de família recorreu frequentemente. O Papa hoje emérito disse então que havia uma grande relação entre fé e família. Onde existe família, existe fé. Onde não há família, também a fé não está presente. Assim o demonstram os estudo sociológicos de Maria Eberstadt. Não podemos ver o amor como uma série de dados objectivos para além dos quais não compreendemos nada. O desejo dos homens é a família, é um dado sociológico absoluto. A família entendida como ligação entre pai, mãe e filhos é o valor máximo da nossa sociedade. Família autêntica, não outros modelos. A nossa é uma sociedade ideológica, uma cultura ideológica, que se comporta como inquisidor que não permite que este desejo real das pessoas seja público. A Igreja não pode cair nesta armadilha. É claro que uma Igreja que se sente frágil tem necessidade de se aproximar das pessoas, mas não sabe como. Esta Igreja pode cair nesta tentação, dizendo “nós falamos como toda a gente e assim ficamos mais próximos”. Quando a Igreja não diz algo de novo, a Igreja perdeu a força da sua missão. Isto é claríssimo na experiência pastoral directa».

Seria portanto um erro cair na tentação de adequar-se ao espírito dos tempos como fazem entrever algumas conferências episcopais europeias na sequência da publicação dos resultados do Questionário sobre o sínodo enviado às dioceses?

Perez Soba. «Em dois mil anos, podem determinar-se pelo menos cinco revoluções sexuais. Tomemos uma das primeiras revoluções sexuais, a do Século XII, o amor cortês. O que é que a Igreja fez perante isso? Respondeu com uma nova proposta cultural, sobretudo com São Bernardo, que mudou a devoção a Maria. Maria, no gótico, representa um afecto. Torna-se a guia. Já não um ícone como na idade românica. A Igreja responde com uma verdade. A Igreja não deve adaptar-se aos tempos, deve fazer a sua proposta, conhecendo os tempos. O que encontra nos tempos é o desafio de uma realidade que permite cada vez mais aprofundar o Evangelho. A verdade do Evangelho, não os factos exteriores do mundo. Isto é essencial. Olhar para o coração das pessoas, não para os dados sociológicos. O problema é o de uma mentalidade técnica, onde se quer resolver os problemas como por magia. Sem olhar para a pessoa.»

Não há o risco de banalizar o conceito de misericórdia, termo tão usado e por vezes abusado?

Perez Soba. «Diz-se que tudo é amor, que tudo é misericórdia. Não. Misericórdia é um tipo de amor muito preciso. É necessário distinguir bem as coisas. Misericórdia não é tolerância nem só compaixão. São dois termos que devemos distinguir sempre. Um é tolerância com o mal, e isto não é misericórdia. Creio que fomos nós os padres a fazer o primeiro abuso, nisto. Nos funerais usamos a misericórdia para cobrir tudo, para fazer a todos santos. A misericórdia é aquilo que cura o mal, não o que o tolera, como se não fosse importante. Onde há misericórdia já não se encontra o mal. A tolerância é uma falsa misericórida, aquela que diz “não é importante” aquela ferida. Parece-me que a visão de Francisco vá neste sentido, quando fala de curar as feridas. A misericórdia é um amor que gera vida. Este é um conceito muito distante da tolerância burguesa.»

© – FOGLIO QUOTIDIANO
di Matteo Matzuzzi   –   @matteomatzuzzi

Tradução: P. António Figueira

QUINTA-FEIRA – 20/FEVEREIRO/2014

QUINTA-FEIRA – 20/FEVEREIRO/2014

BeatosFranciscoEJacinta_FBTOS. FRANCISCO E JACINTA MARTO, PASTORINHOS DE FÁTIMA.  No coração do mês de Fevereiro, em pleno inverno, festejamos os pastorinhos de Fátima.  As crianças Francisco e Jacinta Marto, a quem Nossa Senhora apareceu, são sinal de que nas trevas da noite mais escura continua a brilhar aquela que será sempre a “Stella Matutina”, “Estrela da Manhã”.   “Olha para Maria e começa a voar !”. As aparições da Virgem ocorreram em 1917 a 3 pastorinhos: Lúcia (10 anos), Francisco (9 anos) e Jacinta (7 anos), estava a decorrer a 1ª Guerra Mundial, nos dias 13 dos meses de Maio, Junho, Julho, Setembro e Outubro, em Fátima, no local onde hoje está a capelinha das aparições, e no dia 19 de Agosto, nos Valinhos  (em virtude do sequestro das crianças no dia 13 anterior). Francisco e Jacinta morreram com a gripe pneumónica em 1919 e 1920 ; Lúcia, que professou no Carmelo (morreu em 2005 com 98 anos), descreve assim, na sua 4ª Memória, a mensagem da Virgem na aparição de 13 de Julho: “Para a impedir (guerra), virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos primeiros sábados (este pedido concretizou-se em 1925 na aparição da Virgem à Lúcia, em Pontevedra). Se atenderem os meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz.  Se não, espalhará os seus erros pelo mundo promovendo guerras e perseguições à Igreja, os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia que se converterá e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Em Portugal se conservará sempre o dogma da fé”.

ORAÇÃO QUE O ANJO DE PORTUGAL ENSINOU AOS PASTORINHOS: “Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo. Adoro-Vos profundamente. Ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em to-dos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. Pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Imaculado Coração de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores”.

Tiago 2,1-9 ; Sal 33, 2-7 ; Marcos 8, 27-33

A pergunta de Jesus aos seus discípulos : “Para vós, quem sou eu ?”, marcou certamente uma mudança na Sua vida pública : há um “antes” e um “depois”. A resposta que Pedro deu, em nome de todos, foi também uma resposta decisiva, e revela o que era aquele pequeno grupo de homens e mulheres: um núcleo de crentes, reunidos para O seguirem.  Porque Jesus deseja purificar a fé dos seus discípulos, ordena-lhes que guardem a maior descrição e começa a revelar-lhes a vocação, que irá viver, de Servo sofredor e glorioso. Graças à nossa fé, por mais pequena que ela seja, também fazemos parte deste círculo de discípulos. Cada um dos nossos actos de fé introduz-nos na sua intimidade de homem e no Seu mistério divino. Somos seus familiares e seguimo-lo para O Reino que nos promete.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris)     

QUARTA-FEIRA – 19/FEVEREIRO/2014

QUARTA-FEIRA – 19/FEVEREIRO/2014

Em directo, 9h: audiência geral:

BeatoJoseZaplataBTO. JOSÉ ZAPLATA (1904-45).  Religioso polaco da “Congregação do Sagrado Coração de Jesus”, vítima de uma epidemia de tifo no campo de concentração de Dachau, depois de ter assistido outros prisioneiros contaminados. Foi beatificado pelo papa João Paulo ll, em Varsóvia, no ano 1999, juntamente com mais 107 mártires polacos.

SÃO ÁLVARO DE CÓRDOVA (860-61). A festa de S. Álvaro é uma chamada à tolerância. Este moçárabe de fé ve-emente e radical, casado, poeta, teólogo apologista e defensor da fé fente ao Islão, não foi martirizado nem expulso ou exilado, foi apenas (!) marginalizado.  Na sociedade actual fazemos o mesmo a uma multidão de pessoas. Não as matamos fisicamente, mas socialmente ; porque são diferentes, porque não as compreendemos, porque nos metem medo… esquecendo-nos que elas são, acima de tudo, filhos e filhas de Deus.

Tiago 1,19-27 ; Sal 14, 2-4ab. 5 ; Marcos 8, 22-26

JesusGuiaOCegoDeBetsaida“VÊS ALGUMA COlSA ?”  (Marcos 8,22-26). Sendo verdadeiramente Filho de Deus, Jesus é também alguém cheio de humanidade, de simplicidade, nas suas relações com os homens. No relato do evangelho de hoje, pedem-lhE que toque um cego para que ele recupere a visão. Jesus toma-o pela mão, e leva-o para longe da multidão, para fora da povoação, interroga-o e, em seguida, cura-o, primeiro com saliva (e o cego viu indistintamente) , depois com a imposição das mãos e então viu com nitidez. Mas, este milagre, realizado em dois tempos sucessivos, no seu primeiro tempo não foi um milagre “mal conseguido”.  Sucedeu assim para Jesus ter ocasião de dar um sinal e o cego poder responder à pergunta do seu Salvador : “Vês alguma coisa ?” E eu ?  Que é que vejo quando me olho e olho o mundo à minha volta ? “Contemplar, diz Isaac, o Sírio, é olhar o mundo com os olhos de Deus”. Jesus liberta-nos das nossas cegueiras e “abre-nos”, pouco a pouco, à Sua contemplação. Tal como o cego, que Jesus levava pela mão, também não sei para onde vou, nem o que se irá passar. Tal como ele, tenho de confiar que, progressivamente, o meu caminho será iluminado. É porém necessário que mantenha vivo este desejo de me submeter à imposição das Suas mãos : pela oração, pelos sacramentos e no contacto com os meus irmãos. Assim, pouco a pouco, chegarei a tudo ver distintamente.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris)     

TERÇA-FEIRA – 18/FEVEREIRO/2014

TERÇA-FEIRA – 18/FEVEREIRO/2014SaoTeotonio

S. TEOTÓNIO (1163). 1.º santo português, teve grande influência na consolidação da naciona-lidade como conselheiro do Rei e como renovador da vida monástica, através do Mosteiro de STA. Cruz de Coimbra. Presidiu ao cabido da catedral da Diocese de Viseu, da qual é O Padroeiro.

SantaBernardeteSTA. BERNARDETE (1844-79). Uma rapariga pobre a quem uma “Senhora vestida de branco” apareceu 18 vezes de fev. a jul. de 1858, dizendo ser a “Imaculada Conceição”. Em 1866, Bernardete entrou nas Irmãs da Caridade, em Nevers.

Tiago 1,12-18 ; Sal 93,12-13a.14-15.18-19 ; Marcos 8,14-21

SERÁ QUE NÃO COMPREENDESTES AINDA? (Marcos 8,14-21). Jesus admoesta os discípulos. Recrimina-os, não pela falta de previsão ou de organização, mas por não compreenderem em profundidade o Seu ensino :  fala-lhes do “fermento dos fariseus e de Herodes” e eles entendem-no mal, pensando que se refere ao “pão” que lhes faltava na barca.  Mas Jesus referia-se ao “fermento de malícia e maldade”, segundo imagem retomada por S.Paulo, e o que lhes pedia era que abandonassem a hipocrisia dos fariseus e o calculismo de Herodes. Só assim poderiam interpretar com verdade o duplo sinal da multiplicação dos pães e peixes que, pouco antes, tinham presenciado. Ao corrigir a forma como os discípulos e nós escutamos a Sua Palavra, Jesus ajuda-nos a tirar dela maior proveito, para podermos celebrar Seu Pai com “os pães ázimos da fidelidade e da pureza”, e levedar toda a “massa” do mundo em que vivemos. STA. Bernardete, que hoje festejamos, viveu com esta abertura plena do coração. Senhor, Tu és O Pão único que, através da minha fé, pode e quer salvar a multidão dos homens.Transforma-me, também a mim, em pão partilhado ao serviço dos outros.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris)