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SEGUNDA-FEIRA – 17/FEVEREIRO/2014

SEGUNDA-FEIRA – 17/FEVEREIRO/2014

SantoAlessioFalconieriSTO. ALESSIO FALCONIERI (1200-1310). Um dos 7 jovens ricos florentinos que renunciaram aos bens, escolheram a pobreza e fundaram a “Ordem dos Servitas” (Servos de Maria).

Tiago 1,1-11 ; Sal 118, 67-68. 71-72. 75-76 ; Marcos 8, 11-13

“ELE SUSPIROU PROFUNDAMENTE…” (Marcos11-13).Os Fariseus, que deveriam estar próximos de Jesus pois tinham preparado o povo para acreditar na ressurreição, não O compreendiam. Reclamavam ainda um sinal, quando Jesus os multiplicava : curas, marcha sobre o mar, multiplicação dos pães…
OsFariseusPedemUmSinalEles pretendiam ver prodígios cada vez maiores.  O suspiro de Jesus parece vir do fundo de Si mesmo. Sensibiliza-nos pelo sofrimento que exprime e lembra-nos que, no início da Sua vida pública, quando o demónio O tentou no deserto, Jesus sempre disse não ao maravilhoso. Os sinais atestam a generosidade do dom de Deus, mas é à fé que Jesus nos chama, e recusa os sinais pois com eles o homem não teria liberdade para crer. Este evangelho aumenta-nos a fé, recebamo-la alegremente.   S. Tiago escreve na epístola: “A prova a que é submitida a vossa fé produz a constância”. Senhor,Tu não cessas de me dar sinais, vem em socorro da minha incedulidade e ajuda-me a reconhecer-Te !

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris)     

VI DOMINGO DO TEMPO TEMPO COMUM – 16/FEVEREIRO/2014

VI DOMINGO DO TEMPO TEMPO COMUM – 16/FEVEREIRO/2014

Directo, às 16h30, Visita do Santo Padre Francisco à Paróquia Romana de São Tomé, Apóstolo:

Angelus Domini:

BeatoJoseAlamanoBTO. JOSÉ ALLAMANO (1851-1926). Fundador dos Missionários da Consolata. Antigo aluno de S. João Bosco, ele foi, durante quase meio século, o reitor do santuário de “Nossa Senhora da Consolata”, em Turim.

Ben-Sirá 15,16-21 ; Sal 118,1-2. 4-5.17-18. 33-34 ; 1 Coríntios 2, 6-10 ; Mat.5,17-37

FoiDitoAosAntigosEuPoremDigoVosVAMOS CONTINUAR CEGOS? As leituras deste domingo, mais uma vez interrogam a nossa visão, a qualidade do nosso olhar, a capacidade de ver… para além daquilo que é mostrado.  O Senhor vê tudo, diz-nos Ben-Sirá, e o salmista confirma-o:Tu conheces-me “desde o seio da minha mãe. Meus ossos não estavam ocultos para Ti” (Samo138).  Mas entre nós, quem o saberá reconhecer, como Simeão no dia da apresentação de Jesus no Templo ?  “Meus olhos viram a Tua salvação, que ofereceste a todos os povos” (Luc. 2,30-31). Só a sabedoria de Deus nos abre o olhar.  Assim, O Espírito Santo é revelado aos pequeninos, ou seja, àqueles que se fazem humildes e que pedem essa graça.
Era necessária a vinda de Jesus-Cristo para que a sabedoria de Deus fosse plenamente reve-lada. O que nunca ninguém vira é a partir de agora patente aos olhos dos que acreditam n’Ele. Como uma luz, esta revelação dá-nos a ver um Deus cujo amor vai ao ponto de morrer numa cruz pela humanidade. Deus mostrou-Se “tal como Ele é”, em Seu Filho e pelO Seu Espírito. PelO Seu Espírito, que vê o fundo de todas as coisas, e mesmo as profundezas de Deus. Foi por nossa causa que esta revelação se deu.  Vamos continuar cegos ainda muito tempo ? Peçamos aO Espírito que nos ajude a mudarr a nossa falsa imagem de Deus para aquela que Ele nos oferece em Jesus Cristo.  Tal como os discípulos, reúnamo-nos à volta de Jesus sobre a montanha e peçamos-lhe que nos faça adultos na fé. Não esqueçamos que a loucura da cruz de Cristo revelou a sabedoria de Deus.  Quando Mateus reconstrói o sermão da montanha a partir das fontes, fá-lo já com a fé pascal.  É O Senhor ressuscitado a dirigir-se aos discípulos. Os cristãos tinham reconhecido em Jesus O enviado de Deus, Sua Palavra. Jesus é o novo Moisés, aquele que as Escrituras anunciavam. Ele não vem abolir, mas completar. Cumprimento aqui ilustrado pelo caminho do ensino de Jesus que parte das questões tratadas na lei de Moisés e vai à raíz de cada uma delas. As questões são então eliminadas.  O assassinato desaparece com a ausência da cólera, o adultério apaga-se com a proíbição do menor olhar de desejo, etc… O evangelista pensa em Jesus e no Seu comportamento, ilustração viva da forma de viver a lei de Moisés. Na Sua vida, morte e ressurreição, Jesus cumpriu verdadeiramente a vontade dO Pai.  Os cristãos só têm que seguir e imitar O Seu Senhor.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris)     

SÁBADO – 15/FEVEREIRO/2014

SÁBADO – 15/FEVEREIRO/2014

SaoCludioDeLaColombiereS. CLÁUDIO DE LA COLOMBIÈRE(1641-82). Com STA. Margarida-Maria Alacoque, de quem foi o confessor, este brilhante sacerdote jesuíta contribuiu para expandir a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. João-Paulo ll canonizou-o (1992).

1 Reis12, 26-32 ;13, 33-34 ; Sal 105, 6-7a.19-22 ; Marcos 8,1-10

REGRESSO À PALAVRA DE DEUS. Este texto do Livro dos Reis é releitura do fim do reino de Israel. O narrador aponta o grande pecado: colocar os interesses humanos à frente dos dO Senhor. Jeroboão chega à conclusão que só poderá continuar a ser rei se afastar o povo de Deus.   Então, num sábio cálculo político, faz Israel mergulhar na idolatria.  História tantas vezes repetida ao longo dos tempos ! Por cinismo, construimos bezerros de ouro e instituimos leis segundo as nossas ideias.  Mas o melhor antídoto contra o conflito de interesses é o regresso á palavra de Deus, que nos convida a guardarmos a Aliança com O Pai.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris)

SEXTA-FEIRA – 14/FEVEREIRO/2014

SEXTA-FEIRA – 14/FEVEREIRO/2014

DIRECTO às 10h: Por ocasião do dia de S. Valentim, o Papa Francisco encontra-se com um numeroso grupo de casais de namorados provenientes de diversas partes do mundo. O encontro, organizado pelo Conselho Pontifício para a Família tem como título “A alegria de dizer sim para sempre”.

S.CIRILO E S. METÓDIO (séc.IX). Naturais de Tessalónica, estes dois irmãos foram pioneiros no anúncio do Evangelho às populações eslavas na própria língua (inventaram o alfabeto cirílico). Considerados como isoapóstolos nas igrejas ortodoxas e canonizados em 1980 na Igreja católica, foram elevados por João-Paulo II, em 1980, a co-padroeiros da Europa com S. Bento.

S. VALENTIM (269). Nada que se saiba de S.Valentim, sacerdote mártir sob o imperador Cláudio e patrono dos namorados, tem a mais leve relação com o amor romântico. Este patronato advém-lhe da coincidência no calendário da sua festa com a celebração pagã da fertilidade da natureza. Todavia, sendo o cristianismo a religião do amor, invocar por este motivo um santo ou um mártir, qualquer que ele seja, é sempre coisa boa que provocará o sorriso de Deus.

Actos13, 46-49 ; Sal 116 ; Lucas 10,1-9

SaoCiriloESaoMetodioPADROEIROS DA EUROPA. Um santo, qualquer que seja a atribuição particular que tenha após a morte, é, sobretudo, um modelo proposto a todos os fieis.  Testemunhas dO Evangelho, Cirilo e Metódio obedeceram à ordem que O Senhor lhes deu: “Coloquei-te como uma luz para as outras nações, para levares a salvação ao mundo inteiro”.  Isto realiza-se tanto melhor quanto melhor a mensagem nos inspirar. Os 2 santos eram irmãos não apenas de sangue, mas, antes de mais, pela sua fé ardente ; foram verdadeiros precursores introduzindo na liturgia uma língua viva (a eslava), e inventaram um alfabeto (o cirílico) para poderem traduzir a Bíblia e os livros litúrgicos. Mas o que, sobretudo nos deve interessar, no dia que os festejamos, é aprender como frutificou a semente que O semeador neles depositara (Luc.10,1-9) e surgiu o seu zelo missionário, semelhante a um fruto que alimenta a Igreja ; poderemos então também frutificar mais e melhor nas nossas vidas.  A sua constância advinha-lhes de saberem “ser necessário distinguir, separar o vaso, sem valor, do tesouro que ele contém” (2Cor.4,7-9). Pois é quando o vaso se quebra que o tesouro surge aos olhos de todos: há uma “certa” maneira cristã de enfrentar as adversidades que revela, melhor que as palavras, a vida de Cristo que nos habita.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris)