Apartes

O verdadeiro significado de Halloween

Padre Oreste Benzi *

Halloween, 31 de Outubro. O que signfica? É uma composição de várias palavras em inglês “all saints day even”, véspera de todos os santos.

No século IX o Papa Gregório II quis ajudar o povo cristão a superar os ritos pagãos. O Papa transferiu a festa de todos os Santos do mês de Maio para o dia 1 de Novembro. Naquela noite, na tradição pagã era costume sacrificar as coisas mais valiosas ao deus das trevas que tomava posse da criação no período de inverno, quando as trevas prevalecem sobre a luz.

Os sacerdotes druidas iam de casa em casa para receber a oferta que tinha a finalidade de aplacar os espíritos maléficos, que assim deixariam de amaldiçoar ou inflingir alguma desgraça aos habitantes. A pergunta era: bênção ou maldição? Os que se recusassem a dar a oferta recebiam retaliações e desgraças.

Mesmo ao longo dos séculos esta data ficou entre as mais importantes do calendário satânico, além de o ser para a bruxaria e o espiritismo.

Nestas últimas décadas o mundo do esoterismo transformou este acontecimento em um ritual colectivo altamente propagandístico, interessando e envolvendo as crianças e os jovens. A pergunda originária transformou-se em: doce ou travessura? Assumindo um significado cada vez mais ligado ao ocultismo e, portanto, à exaltação do horror e da morte.

Dirijo-me aos pais e a todos os educadores pois aceitando esta celebração promove-se e desenvolve-se a adesão ao mundo satânico que já aprisiona multidões de adolescentes, sobretudo nas faixas urbanas das maiores cidades.

Já vemos na nossa sociedade os sinais nefastos deste mundo obscuro que captura os jovens levando-os a vestir-se de preto, a escutar música satânica, a frequentar locais dark, a tatuar os símbolos do mal.

Queremos que os nossos filhos festejem o Dia de Todos os Santos com os demónios, o mundo de satanás e da morte ou queremos que o celebrem com alegria e paz, vivendo na luz?

Exortem os vossos filhos dizendo-lhes: queres jogar e divertir-se com os demónios e os esíritos do mal ou em vez disso escolhes a alegria e a festa com os Santos que são os amigos simpáticos e maravilhosos de Jesus?

QUINTA-FEIRA – 30/OUTUBRO/2014

BTA. DOROTEIA DE MONTAU (1347-94). Após ficar viúva, esta mãe de 9 filhos dos quais só a mais nova sobreviveu à peste de 1383 e foi irmã Beneditina, viveu como eremita numa exígua cela contígua à Catedral de Marienwerder, na Prússia, dedicada à oração. Tinha grande devoção ao Santíssimo Sacramento que era exposto na catedral durante todo o dia e que ela podia ver por uma estreita fresta da cela. Sobreviveu assim pouco mais de um ano, favorecida com muitas visões e revelações. O seu emblema é uma lanterna e um rosário. É Padroeira das viúvas, das famílias numerosas e do reino da Prússia, mas apenas foi beatificada (cultus confirmado) em 1976 pelo Papa Beato Paulo VI.

Efésios 6, 10-20 ; Sal 143,1. 2. 9-10 ; Lucas 13, 31-35

CONVIDADOS A AGIR (Ef.6,10-20). Como fiéis de Cristo, nós somos convidados à luta. Esta analogia com o soldado e a guerra não deve assustar-nos. Eu sei que o combate é por vezes mal travado: com intolerância, ódio, e morte. Ora o combate cristão funda-se numa convicção: o dom dO Pai em Jesus é muito maior que o mal e a morte. É com este dom que somos convidados a desequilibrar o mundo. Injustiça, miséria, isolamento, guerras, doenças: a tudo isto temos que dar a paz, a alegria e a justiça dO Senhor. Se duvidarmos da acção de Deus, retomemos esta página de Paulo e veremos que O Senhor nos convida à acção contra o mal.

“MAS É NECESSÁRlO QUE EU CONTlNUE O MEU CAMlNHO…” (Luc.13,31-35). Os Fariseus previnem Jesus que Herodes quer matá-lO. Jesus deixa efectivamente a região, não por medo daquele a quem chama raposa, mas porque ainda não terminou a Sua missão. Enviado pelO Pai para cumprir a obra de salvação e união de toda a humanidade, sabe que deve ir a Jerusalém e viver a Sua Páscoa. Jesus tem perfeita consciência da Sua missão e um grande desejo de a realizar. Para dizer isto, utiliza uma linguagem muito gráfica de uma mãe galinha que junta os pintaínhos sob as suas asas. Jerusalém, cidade da Aliança, cidade escolhida por Deus, que fizeste da ternura de Deus? E nós, nova Jerusalém, será que escutamos este grito de amor de Cristo? Só depende de mim voltar-me para Aquele que vem.

“Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

XXX DOMINGO DO TEMPO COMUM – 26/OUTUBRO/2014

SaoDemetriosDeTessalonicaS. DEMÉTRIOS DE TESSALÓNICA (séc.IV). Este santo, agora esquecido e de cuja vida pouco sabemos, foi muito popular na Idade Média. Com S.Jorge, era padroeiro das Cruzadas. A Igreja Ortodoxa da Bulgária celebra-o hoje.

Êxodo 22, 20-26 ; Sal 17, 2-3. 7. 47. 51ab ; 1 Tessalonicenses 1, 5c-10 ; Mateus 22, 34-40

QUAL É O MAlOR MANDAMENTO ? (Mat.22,34-40).  Francamente!  Mais uma vez se trata de pôr Jesus à prova, hoje com um doutor da Lei a interrogá-lO.   A resposta de Jesus não traz novidade : Ele contenta-Se em citar a Lei. Todavia, apesar de não Se afastar da Lei, Jesus opera uma aproximação indispensavel entre o amor de Deus e o amor do próximo.  Jesus abre assim uma brecha, um caminho, uma nova forma de dizer e de compreender a Lei. Jesus não diz minimamente que estes dois mandamentos sejam idênticos. Para Ele, os dois mandamentos são indissociáveis e semelhantes, em particular pela importância e urgência de os pôr em prática. O homem e Deus são inseparáveis. Não se pode eliminar um em proveito do outro.  Não nos é possivel viver sem esta necessária tensão criadora entre amar a Deus e amar o nosso próximo. Amar, no sentido da Lei revisitada por Jesus, é reconhecer Deus em cada um dos irmãos. Ao duplo “tu amarás !” da Lei retomada por Jesus deve corresponder o empenhamento de cada um. Sim, eu amo a Deus!  Sim, eu amo o meu próximo! Quem amar a Deus não pode economizar, num mesmo movimento, amar o seu próximo.  Onde quer que Deus esteja ameaçado no homem e onde quer que o homem esteja desfigurado como imagem de Deus, há lugar para amar, em acto e em verdade. Nenhum mandamento pode forçar a nossa capacidade de amar se ela não tiver sido movida por uma escolha pessoal.  Amar Deus, amar os irmãos, amar o próximo, depende dessa decisão que tomamos quando nos decidimos a amar Deus tal como Ele nos ama. Alguns pensam que os cristãos nada mais têm que a palavra amor na boca, e que uma vez pronunciada não necessitam ir mais além. Mas o amor não é um slogan! Para o discípulo dO Senhor, é um projecto! Amar Deus e o próximo aprende-se. Com Cristo, a Lei e os profetas revelam, aos que os estudam e procuram seguir, como amar-se verdadeiramente.

“Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.