S. JOÃO DE CAPISTRANO (1386-1456). Apóstolo da Itália, com S.Bernardino de Sena seu grande amigo, este ex-advogado e franciscano, foi nomeado por Nicolau V, “núncio” apostólico da Alemanha, Boémia, Polónia e Hungria. Apesar de duas tentativas de envenenamento, congregou a cristandade no combate a Maomé ll, terror da Europa e açoite de Deus para castigo das culpas dos cristãos, que, em 1456, viera cercar Belgrado. Antes da batallha ele percorreu as fileiras do exército dos cristãos exortando-os com o crucifixo na mão, e estes, apesar do menor número, venceram. Ficou conhecido como “o santo soldado”.
Efésios 3,14-21; Sal 32,1.3-5.11-12.18-19; Lucas 12, 49-53
“A LARGURA, A PROFUNDlDADE…” (Ef.3,14-21). O autor da carta aos Efésios é um visionário que aumenta ao máximo a apresentação da salvação para todos que ele descreve. Todas as dimensões do espaço são aqui honradas para evocar a extensão extrema do amor de Deus ao qual nenhuma criatura escapa. Porque O Deus que Cristo nos dá a conhecer é simultâneamente criador e salvador. A salvação que Ele nos oferece no Seu Filho está já em germe na Criação, à qual ela preenche inteiramente. Alguns Padres da Igreja viram nas quatro dimensões os 4 ramos de uma cruz cósmica abraçando todo o universo num amor infinito. Outros lêem aí a plenitude da sabedoria divina, que permite ao crente avançar no conhecimento de Deus.
AS DORES DE PARTO DE UM MUNDO NOVO (Luc.12,49-53). Jesus começa por aludir indirectamente à Sua Páscoa próxima, ao falar do baptismo que irá receber e do fogo dO Amor (Espírito Santo) de que Ele é O fruto. Jesus não se contentou em “dar pleno sentido” ao sofrimento , Ele salvou realmente aquilo que, sem a Sua morte e ressurreição, estaria perdido. Ele assumiu salvar-nos pessoalmente e concedeu-nos o dom total e definitivo da Sua vida. Foi por nós que Cristo desejou receber o baptismo da morte, a fim de nos ressuscitar com Ele. Aceitemos que seja cumprido, consentindo amar com a força do amor de Cristo. Mas Jesus não Se deu só por amor, porque permitiu ainda que entrássemos no movimento do dom total pelos nossos irmãos. É este o sentido do nosso baptismo que nos faz viver como Filhos de Deus.
“Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.
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