SEGUNDA-FEIRA – 3/MARÇO/2014
1 Pedro 1, 3-9 ; Sal 110,1-2. 5-6. 9.10c ; Marcos 10,17-27
UMA ALEGRlA lNEXPREMÍVEL (1Pedro 1,3-9). A carta de Pedro apresenta-se como uma catequese baptismal (é necessário que renasçais) para os cristãos da Ásia Menor ameaçados pela perseguição. Ela começa com uma admirável oração de benção toda voltada para a esperança de uma salvação que se aproxima. Mas até no meio das provações qualificadas de “fogo”, os cristãos alegram-se com “uma alegria indescritível”. Isto não é nem ingenuidade, nem exaltação malsã, mas a certeza profunda dum amor cuja fidelidade não falha : “Ele que vós amais sem ter visto, em que vós acre-ditais sem O ver”. Cristo que está agora com eles, é a garantia de um futuro que já ilumina o seu presente doloroso e transfigura pouco a pouco o caminho difícil que percorrem.
UMA CONFIANÇA LOUCA (Marc.10,17-27). O homem que se precipita aos pés de Jesus é um prati-cante conscencioso. A sua pergunta traduz um desejo sincero de cumprir o que possa conduzi-lo à vida eterna. Então enquando ele esperava por uma garantia, as reacções de Jesus derrubam-lhe as certezas semeando a “barafunda” na sua existência bem regrada. Como o nosso papa Francisco se assemelha tanto ao jovem rabi de Nazaré quando convida a Igreja a sair dos caminhos já batidos para desposar a “irmã pobreza”! Deixar tudo e contar unicamente no Único que é bom, sem outro horizonte para além de uma confiança louca na sua misericórdia… Loucura de amor nos antípodas da “sabedoria” do mundo!
Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris)
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