Oseias 2, 16. 17b-18. 21-22 ; Sal 144, 2-9 ; Mateus 9,18-26
“SE EU PUDER TOCAR NO SEU MANTO…” (Mat.9,18-26). Este pensamento de fé da hemorroísa leva-nos a meditar na cena da transfiguração em que vemos as vestes de Jesus participar da Sua glória divina: elas resplandecem. A pobre mulher pressente que Jesus Cristo é mais que Jesus, no sentido de que Ele comunica tudo o que é a tudo o que O rodeia ; é este o simbolismo do vestuário. Ela consegue de facto tocar a franja do Seu manto (ou seja a parte mais exterior) e fica curada. Mais ainda, Jesus diz-lhe: “A tua fé curou-te”. Se a mão da menina morta tivesse tocado, mesmo ao de leve, na franja do manto de Jesus isso teria bastado para a trazer de volta à vida. Como gostariamos de ter estado presentes neste acontecimente relatado por Mateus! Mas a nossa vida difícil não se enfraquece, o espírito não divaga, as relações não se distanciam? Um pouco como esta mulher ou esta menina, nós fazemos a experiência da separação, mas deve- mos pôr-nos em espírito no lugar da mulher doente e do pai da criança morta, para nos inspirarmos nos seus actos de fé. Para os contemporâneos de Jesus, ambas estavam mortas: uma socialmente, porque impura, e a outra fisícamente. Mas Jesus derruba os muros da separação e abre-nos à vida. Tal como Ele, somos convidados a derrubar os muros e a restabelecer a Aliança com O Senhor e com cada um. Tenhamos confiança na vida que Ele nos dá. Devemos reflectir que fazemos parte das“vestes” de Jesus, e que a nossa adesão a Ele pode ser tão profunda que os doentes e mortos espirituais, no simples contacto connosco, encontrem igualmente a saúde e a vida. Há homens e mulheres que viveram e vivem esta intimidade e nós conhecemo-los: são os santos. Hoje celebramos o português, BTODiogo de Carvalho (1624), cujo zelo missionário o fez entrar aos 16 anos nos Jesuítas, em Coimbra, para depois em Macau concluir os estudos de filosofia e teologia e dali partir para o Japão, Cochinchina e Tartária onde foi o 1º a celebrar a Eucaristia. Morreu mártir no Japão para onde regressara. Os santos, em relação a Cristo, são um fato feito sob medida. Então porque não nós, porque não eu?
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