A passagem da infância para a maioridade faz-se também através da adolescência. Apesar de ser passageiro – não é desejável um adulto ter carácter adolescencial – aquele período exige dos educadores um saber pedagógico adequado às mudanças interiores que atravessam a pessoa naquela idade, nas suas várias dimensões: a relação com Deus, a relação com os pais e com a família, a relação consigo próprio, a relação com o dever, a formação moral e da força da vontade, a distinção entre o bem e o mal, a consciência do
pecado, a amizade, o contexto comunicacional e os universos virtuais.
Em concreto, deve o catequista evitar que a forma de comunicação com os jovens e com o grupo de catequese, na escuta da Palavra, na vivência da fé, no testemunho, na mudança de vida, seja uma repetição ou um prolongamento do que se fez até aos 11 ou 12 anos, em geral, a idade da profissão de Fé. Com essa idade, as pessoas alcançam novos patamares de pensamento crítico próprio.
Em âmbito moral (decisão pessoal e social pelo bem autêntico), é necessária uma presença educativa segura e alegre (não relativista, certa, constante, atraente e não rígida) capaz de ajudar a fortalecer interiormente a escolha do que é bom aos olhos de Deus. Actualiza-se também por este meio a profissão de fé recebida no Baptismo e a renúncia ao mal. No respeitante ao conhecimento, requere-se a sabedoria de antecipar respostas indicativas, que pacifiquem a inquietude da procura, partilhando critérios de
discernimento, segundo a vida e a amizade de Cristo (cf. Jo 15), e não soluções abstractas e acabadas, que não passem pelo trabalho interior dos adolescentes. É na amizade com Jesus, vivida na plenitude sacramental, se alimenta a liberdade e a confiança para escutar, para falar, para O conhecer, para O seguir.
Tudo isto requere um método (caminho) próprio, activo, não dependente dos impulsos do momento e da inconstância dos ânimos, mas não indiferente à vida real, significativo para a experiência de cada um, capaz de iluminar com a luz de Deus a realidade do crescimento que a pessoa enfrenta todos os dias, de forma bastante acelerada no período da adolescência. A idade dos 14 anos, depois da fase anterior, marca a vida da pessoa com opções fundamentais sobre a descoberta de Deus que se revela pessoalmente, a vida moral, a síntese intelectual, a resposta vocacional. Nem sempre a pessoa se dá conta da importância do que está a acontecer naquele momento para a vida futura