DEDICAÇÃO DA BASíLICA DE LATRÃO. A festa da dedicação da basílica de Latrão, sede do bispo de Roma, é ocasião para recordar que Cristo congrega no Seu corpo todos os homens. Para os católicos, a unidade manifesta-se em torno do papa, bispo de Roma. A Igreja é una, santa, católica e apostólica com a variedade dos continentes, dos carismas, das igrejas particulares e baptizados. Porém o caminho para a unidade de todos os cristão é ainda longo, laborioso e cheio de riquezas. Na festa da dedicação da Basílica de Latrão recordemos que aquilo que nos une une é mais forte do que aquilo que nos separa.
BTA. ISABEL DA TRINDADE (1880-1906). Carmelita, dizia às irmãs : “Tudo passa! No entardecer da vida só o amor permanece.” Dois dias antes de morrer disse ao médico: “É provável que dentro de 2 dias esteja no seio da Santíssima Trindade. Será a Virgem Maria, esse ser tão luminoso, tão puro, com a pureza do mesmo Deus, quem me levará pela mão e me introduzirá no céu.” Foi beatificada pelo papa João-Paulo ll, em 1984.
Ezequiel 47, 1-2. 8-9. 12 ; Sal 45, 2-3. 5-6. 8-9 ; 1 Coríntios 3, 9c-11. 16-17 ; João 2,13-22
O TEMPLO. O Templo de Jerusalém foi arrasado pelos Babilónios. O sacerdote Ezequiel fazia parte dos deportados. Na sua fé imaginou um Templo novo de onde jorrava com abundância a água viva que permitia o desenvolvimento de inúmeros animais e plantas. Dito de outra forma: o mundo antigo fora destruído e Deus ia criar um mundo novo em que a vida prevaleceria; o mar Morto tornar-se-ia num mar Vivo. A meditação de Ezequiel, retomada ao longo dos séculos pelos crentes, recorda-nos que se Deus veio habitar entre nós foi para nos trazer a Vida. Comemorar a consagração dum lugar de culto – hoje a basílica de Latrão, em Roma, Sé catedral do Papa – recorda-nos que somos pedras vivas da Igreja. Mas se esta pertença pode ser motivo de alegria, também pode ser pesada. Aproveitamos a ocasião para clarificar a nossa relação com a Igreja, e ao mesmo tempo, para a fazer viver, crescer, evoluir…? Porque, é bom não esquecer que o Seu crescimento e a Sua conversão só se fazem ao ritmo do nosso crescimento e conversão.
“O ZELO DA TUA CASA FARÁ O MEU TORMENTO…” (Jo.2,13-22). Conheci um apaixonado do râguebi que comparava a vida cristã a um jogo… O Evangelho põe-nos hoje no centro de uma “mêlée” ! Podemos ficar chocados ao ver agir assim quem “não veio para julgar mas para salvar” (Jo.3,17). Porém, o gesto de Jesus exprime, com violência, o Seu amor por nós que formamos O Seu Corpo. Por causa de Jesus, já não somos servos mas irmãos e amigos, filhos dO Pai. Fixar-nos portanto numa atitude comercial face a Deus, será recusar aquilo que constitui a nossa grandeza. Jesus pede-nos hoje que aceitemos destruir essa relação empedernida, penosamente construída… para poder tornar-nos – à luz da Sua Páscoa – templos de adoração verdadeira, obras-primas dO Espírito.
Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.
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