TERÇA-FEIRA – 10/NOVEMBRO/2015

a_encontroDeLeaoMagnoComAtilaS. LEÃO MAGNO(461). Papa, combateu as heresias dos pelagianos,  maniqueus, nestorianos e sobretudo dos monofisítas, com a célebre Carta dogmática ao patriarca Flaviano de Constantinopla. O seu pontificado correspondeu a um dos períodos mais atormentados da história. Leão salvou Roma 2 vezes.  Na primeira, em 453, foi ao encontro de Átila, em Mântua, e convenceu o  feroz guerreiro a retirar-se para  lá do Danúbio. Três anos depois conseguiu que o bárbaro Genserico não a  incendiasse nem matasse os habitantes e só a saqueasse. É  Doutor da Igreja.

Sabedoria 2, 23–3, 9 ; Sal 33, 2-3. 16-19 ; Lucas 17, 7-10

“NO TEMPO DA SUA VISITA…” (Sab.2,23–3,9). Quando um rei se desloca, o “dia da sua visita” é sempre um acontecimento, um acto oficial. Os profetas aplicaram a expressão a Deus.  Afinal não é Ele O verdadeiro Rei de Israel, e os reis – que passam ao  longo da história – não são Seus lugar-tenentes? Ora, O Deus de Abraão não tolera a injustiça, a sorte infeliz dos justos, a corrupção. Este texto do  livro da Sabedoria, retirado do 1ºcap. do Génesis, convida-nos a aceitar a nossa condição humana e a não acusar Deus dos males que nos afligem. Numa cultura que oculta a morte e o sofrimento e exalta o sucesso e a facilidade, não nos ensina a Sabedoria a considerar os sofrimentos como promissoras etapas da felicidade e comunhão com Deus no final da nossa vida?

“FIZEMOS APENAS O NOSSO DEVER…” (Lucas 17,7-10). “Cumprir os deveres de estado” é a expressão que a Virgem Maria disse aos pastorinhos, mas que pode dar a impressão duma ordem para se cumprirem obrigações constrangedoras e pouco entusiasmantes… De facto, à priori, nada há de entusiasmante na palavra “dever”, mesmo que ela corresponda a virtudes heróicas, dignas de louvor. Que pretenderá hoje  dizer-nos Jesus, quando tantas vezes  Ele nos chama a atenção contra um certo legalismo frio,  possível de identificar na  palavra  “dever”? Quererá  dar-nos a entender que quando tivermos feito o que deveríamos  fazer com espírito de serviço, de justiça e de recta intenção, não teremos qualquer mérito por isso?  Não!  O mais importante é, sempre e só, o amor.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama,  Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.