S. LEÃO MAGNO(461). Papa, combateu as heresias dos pelagianos, maniqueus, nestorianos e sobretudo dos monofisítas, com a célebre Carta dogmática ao patriarca Flaviano de Constantinopla. O seu pontificado correspondeu a um dos períodos mais atormentados da história. Leão salvou Roma 2 vezes. Na primeira, em 453, foi ao encontro de Átila, em Mântua, e convenceu o feroz guerreiro a retirar-se para lá do Danúbio. Três anos depois conseguiu que o bárbaro Genserico não a incendiasse nem matasse os habitantes e só a saqueasse. É Doutor da Igreja.
Sabedoria 2, 23–3, 9 ; Sal 33, 2-3. 16-19 ; Lucas 17, 7-10
“NO TEMPO DA SUA VISITA…” (Sab.2,23–3,9). Quando um rei se desloca, o “dia da sua visita” é sempre um acontecimento, um acto oficial. Os profetas aplicaram a expressão a Deus. Afinal não é Ele O verdadeiro Rei de Israel, e os reis – que passam ao longo da história – não são Seus lugar-tenentes? Ora, O Deus de Abraão não tolera a injustiça, a sorte infeliz dos justos, a corrupção. Este texto do livro da Sabedoria, retirado do 1ºcap. do Génesis, convida-nos a aceitar a nossa condição humana e a não acusar Deus dos males que nos afligem. Numa cultura que oculta a morte e o sofrimento e exalta o sucesso e a facilidade, não nos ensina a Sabedoria a considerar os sofrimentos como promissoras etapas da felicidade e comunhão com Deus no final da nossa vida?
“FIZEMOS APENAS O NOSSO DEVER…” (Lucas 17,7-10). “Cumprir os deveres de estado” é a expressão que a Virgem Maria disse aos pastorinhos, mas que pode dar a impressão duma ordem para se cumprirem obrigações constrangedoras e pouco entusiasmantes… De facto, à priori, nada há de entusiasmante na palavra “dever”, mesmo que ela corresponda a virtudes heróicas, dignas de louvor. Que pretenderá hoje dizer-nos Jesus, quando tantas vezes Ele nos chama a atenção contra um certo legalismo frio, possível de identificar na palavra “dever”? Quererá dar-nos a entender que quando tivermos feito o que deveríamos fazer com espírito de serviço, de justiça e de recta intenção, não teremos qualquer mérito por isso? Não! O mais importante é, sempre e só, o amor.
Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.
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