SEXTA-FEIRA – 20/NOVEMBRO/2015

A_JesusDerrubaAsBancasDoTemploSTO. EDMUNDO(841-870). Jovem soberano do pequeno reino de Inglaterra, venerado pela sua coragem e grande caridade. Foi morto pelos piratas Vikings.

Macabeus 4, 36-37. 52-59 ; 1 Crónicas 29,10-12 ; Lucas 19, 45-48

A MINHA CASA (Luc.9,41-44). Jesus intervém no átrio dO Templo onde se instalavam os cambistas que trocavam aos peregrinos o seu dinheiro por dinheiro dO Templo para comprarem os animais dos sacrifícios que outros vendiam. Ele expulsou esses negociantes para que cessasse uma prática que fazia “da Casa dO Pai uma caverna de bandidos”. Com isto Jesus fez um sinal profético. Era com sinais que os profetas passavam as mensagens (Jer.13,1-7; Is.21,1-6). Trata-se pois dum gesto simbólico que anuncia a purificação dO Templo previsto para o final dos tempos, porém já em marcha, significativo deste desejo de Jesus em reconduzir O Templo, atulhado de pecados, à pureza primitiva e de O repôr na função original: lugar onde vão os verdadeiros adoradores dO Pai, e onde Ele próprio ensina. De facto, o evangelho ainda acrescenta que as pessoas vinham escutar Jesus nO Templo e ficavam “suspensas dos Seus lábios”. Será que temos no nosso coração o mesmo desejo, o mesmo ardor que elas? É verdade que os relatos evangélicos não escondem as ambiguidades desta busca, nem a procura desenfreada por vezes duma simples “melhoria a curto prazo”. Mas…, não importa! Saibamos ser livres nas nossas diligências, sem nos deixar paralisar pelas ambiguidades. Tenhamos a ousadia de formular, a nós mesmos e a Deus, aquilo que desejamos, na humilde convicção de que Ele fará maravilhas.

“Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.