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5 set 2020 «Porque fazeis o que não é permitido ao sábado?»

SÁBADO DA SEMANA XXII – DO TEMPO COMUM

Santa Maria no Sábado – MF (2020)
Primeiro Sábado (2020)

1 Cor 4, 6b-15; Sal 144 (145), 17-18. 19-20. 21
Lc 6, 1-5

anos pares

Primeira leitura
1 Cor 4, 6b-15
«Suportamos a fome e a sede e andamos mal vestidos»
Leitura do livro de

Irmãos: Aprendei de mim e de Apolo a sentença: «não se deve ir além do que está escrito», para que nenhum de vós se encha de orgulho, tomando partido de um contra o outro. Pois quem te considera superior aos demais? Que possuis que não tenhas recebido? E, se o recebeste, porque te orgulhas, como se não o tivesses recebido? Já estais saciados, já estais ricos! Sem nós vos tornastes reis! Quem dera que vos tivésseis tornado reis, para nós reinarmos também convosco! Na verdade, parece-me que Deus nos expôs a nós, os Apóstolos, no último lugar, como homens condenados à morte, porque nos tornámos espectáculo para o mundo, para os Anjos e para os homens. Nós somos loucos por causa de Cristo, vós sábios em Cristo; nós somos fracos, vós sois fortes; vós sois honrados, nós desprezados. Ainda agora, suportamos a fome e a sede, andamos mal vestidos, somos maltratados, não temos morada certa e cansamo-nos a trabalhar com as próprias mãos. Insultam-nos e abençoamos; perseguem-nos e suportamos; somos difamados e respondemos com bondade. Temos sido considerados até ao presente como o lixo deste mundo, como a escória da humanidade. Não é para vos envergonhar que vos escrevo estas palavras, mas para vos advertir como a filhos caríssimos. Na verdade, podíeis ter dez mil tutores em Cristo, mas não tendes muitos pais; e fui eu que vos fiz nascer, por meio do Evangelho, como membros de Cristo Jesus.

Salmo Responsorial
Salmo 144 (145)
O Senhor está perto de quantos O invocam.

O Senhor é justo em todos os seus caminhos
e perfeito em todas as suas obras.
O Senhor está perto de quantos O invocam,
de quantos O invocam em verdade.

Atende os desejos daqueles que O temem,
ouve os seus clamores e os salva.
O Senhor vela por aqueles que o amam
e extermina todos os ímpios.

Cante a minha boca os louvores do Senhor
e todo o ser vivo bendiga eternamente o seu nome santo.

Evangelho
Lc 6, 1-5
«Porque fazeis o que não é permitido ao sábado?»
Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Passava Jesus através das searas num dia de sábado e os discípulos apanhavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos. Alguns fariseus disseram «Porque fazeis o que não é permitido ao sábado?». Respondeu-lhes Jesus: «Não lestes o que fez David, quando ele e os seus companheiros sentiram fome? Entrou na casa de Deus, tomou e comeu os pães da proposição, que só aos sacerdotes era permitido comer, e também os deu aos companheiros». E acrescentou; «O Filho do homem é senhor do sábado».

Carta aos diocesanos de Lisboa no começo do novo ano pastoral

Texto: site Patriarcado
Imagem: Agencia Ecclesia

Caríssimos diocesanos

 1. Antes de mais, desejo que estejais bem, com as vossas famílias e comunidades. Bem fisicamente e também espiritualmente, em especial os que tenham sofrido em si e nos seus com a presente pandemia ou qualquer enfermidade. Uma lembrança forte e permanente vai para todas as instituições de solidariedade, eclesiais ou outras, onde a pandemia entrou, causando tanta perturbação e desgaste nos residentes e cuidadores.

Como salientei na apresentação do programa-calendário para 2020-2021, a crise sanitária impediu-nos de realizar muitas das atividades previstas. Por isso continuaremos agora na mesma linha de receção da Constituição Sinodal de Lisboa e com os mesmos temas, tão atuais como urgentes: “Sair com Cristo ao encontro de todas as periferias” – onde Ele sempre nos espera (cf. CSL 53) e “Fazer da Igreja uma rede de relações fraternas” – reforçando as instâncias de corresponsabilidade comunitária e missionária (cf. CSL 60).

A pandemia afetou-nos muito, como sociedade e como Igreja. Nas suas várias incidências, da saúde à economia, do trabalho à escolaridade e ao convívio, exigiu-nos e continua a exigir solidariedade e solicitude reforçadas. Tudo se restringiu nos espaços e limitou nos encontros presenciais, condicionalismo que só paulatinamente se ultrapassará. Tivemos celebrações comunitárias interrompidas e agora retomamo-las sob estritas regras sanitárias. Dou graças a Deus por tanta generosidade manifestada nas comunidades, bem como nos vários serviços públicos e particulares, estando certo de que nos reencontraremos mais próximos, justos e solidários, como necessariamente tem de ser.

2. No que a atividades diocesanas se refere e além de tudo o que é próprio dos vários departamentos, setores e serviços (cf. Programa- Calendário) saliento as mais específicas do Departamento da Pastoral Sociocaritativa, com relevância para o respetivo Congresso, a 14-15 de maio de 2021. Aí confluirão a experiência entretanto feita com as Semanas Vicariais da Caridade, que poderão repetir-se, e também muitas outras ações realizadas – e aumentadas em resposta às necessidades que a pandemia trouxe.

Quer no campo sociocaritativo, quer em todos os outros da nossa vida pastoral, importa crescer em corresponsabilidade. Não se trata de algo acessório e meramente funcional. Trata-se de viver e trabalhar comunitariamente, como aprendizagem da própria vida unitrinária de Deus, finalidade maior da Igreja que somos. Solidários com todos e corresponsáveis entre nós, da vida comunitária à diocesana, do mais local ou particular ao mais universal e geral.

Daqui a importância de incentivar e desenvolver todos os órgãos de corresponsabilidade comunitária, com os vários conselhos canonicamente previstos. Tudo o que fizermos nesse sentido é louvável e inadiável. A qualidade cristã do que realizarmos, além do benefício imediato que origine, mede-se pelo modo comunitário como o fizermos. Cristo não trabalhou sozinho, mas sempre com o Pai, no Espírito que os une (cf. Jo 5, 17). E associou outros, que com Ele aprenderam a trabalhar unidos e fez companheiros de missão. Assim então e assim agora, necessariamente.

Aliás, a grande receção do Concílio Vaticano II, em que convictamente prosseguimos, reforça-nos a experiência e a consciência de sermos Povo de Deus, Corpo de Cristo e Templo do Espírito Santo, sempre integrados num todo básico e comum. Por isso desenvolvemos catequeses que se querem verdadeiras inserções na vida eclesial e não meras aulas entre tantas outras; celebramos como comunidade participativa e não como assistentes à atuação demasiado destacada de algum ministro do culto; e incrementamos todas as instâncias de colaboração comunitária, pastorais ou administrativas que sejam, com intenção missionária sempre.

3. Nesse sentido, a recente Instrução da Congregação para o Clero A conversão pastoral da comunidade paroquial ao serviço da missão evangelizadora da Igreja, dá-nos esta motivadora definição: «A paróquia é uma comunidade convocada pelo Espírito Santo para anunciar a Palavra de Deus e fazer renascer novos filhos na fonte batismal; reunida pelo seu pastor, celebra o memorial da paixão, morte e ressurreição do Senhor e testemunha a fé na caridade, vivendo em permanente estado de missão, para que a ninguém falte a mensagem salvífica, que doa a vida» (nº 29).

Será boa catequese para todos, retomar esta definição comunitária no começo do novo ano pastoral, revendo à sua luz o que se faz e o que se há de fazer, ponto por ponto. Também no que a Instrução diz mais à frente, sobre o Conselho Pastoral Paroquial: «Longe de ser um simples organismo burocrático, então, o Conselho Pastoral coloca em destaque e realiza a centralidade do Povo de Deus como sujeito e protagonista ativo da missão evangelizadora, em virtude do facto de que cada fiel recebeu os dons do Espírito através do Batismo e da Confirmação» (nº 110).

Proponho que em todas as paróquias se leia atentamente esta Instrução da Congregação do Clero, que sobre elas diretamente incide. Ao longo dos seus números, tanto se reflete sobre as atuais circunstâncias socioculturais, que exigem mais interligação com o conjunto pastoral da diocese, dada a menor fixação territorial das populações, como se indicam possibilidades de trabalho intercomunitário, ou a natureza e os fins próprios das várias instâncias de corresponsabilidade.

 

4. O Papa Francisco propõe-nos para este tempo uma atenção ecológica redobrada, ainda mais oportuna por causa dos danos da pandemia. Durante o presente ano pastoral devemos retomar tudo quanto nos escreveu em 2015, na sua preciosa encíclica Laudato si´, sobre o cuidado da casa comum. Sugiro-vos que, pessoal e comunitariamente, se assimile a encíclica nas suas múltiplas incidências, espirituais também.

Por todo o texto papal perpassa uma vinculação  global e a solidariedade com a criação inteira. Requer-nos uma autêntica “conversão ecológica”, comportando três atitudes: 1ª) Gratidão pela obra criadora de Deus, correspondida com generosidade e gratuidade no modo de viver e conviver; 2ª) consciência de não estarmos separados das outras criaturas, com as quais formamos uma comunhão universal; 3ª) desenvolvimento das capacidades que Deus nos deu, para ajudar a resolver os dramas deste mundo (cf. LS, 219-220).

Três atitudes complementares, que o Papa nos propõe, em torno duma figura (S. Francisco de Assis) e de um conceito (ecologia integral): «Acho que Francisco é o exemplo por excelência do cuidado pelo que é frágil e por uma ecologia integral, vivida com alegria e autenticidade. […] Nele se nota até que ponto são inseparáveis a preocupação pela natureza, a justiça para com os pobres, o empenhamento na sociedade e a paz interior» (LS, 10).

É nesta integralidade ecológica que o Papa insiste do princípio ao fim. Na verdade, se faltar um destes pontos, logo se desequilibra o conjunto. Dar aos animais ou às plantas a atenção devida, requer outra igual ou maior aos seres humanos injustiçados; ninguém se pacifica intimamente quando se alheia das causas da justiça e da paz para todos.

Neste sentido, incluo outra citação da encíclica, tão clara como inevitável. Merece-nos uma atenção muito particular, por razões de coerência ecológica. Coerência que, por ser total, nunca pode ser “fraturante”. Importa salvaguardar a criação, começando pela vida humana e tudo o que esta requer, da conceção à morte natural: «Quando, na própria realidade, não se reconhece a importância de um pobre, de um embrião humano, de uma pessoa com deficiência – só para dar alguns exemplos -, dificilmente se saberá escutar os gritos da própria natureza. Tudo está interligado» (LS, 117).

 

5. Por causa da pandemia, o Papa Francisco adiou para 2023 a Jornada Mundial da Juventude, a realizar em Lisboa. Temos assim mais um ano para a preparar, como já acontece no conjunto das dioceses portuguesas. Assim se vão desenvolvendo catequeses que têm como base a reflexão e a experiência dos vários subtemas, ano a ano, sempre em torno da atitude da Virgem Maria na Visitação, quando apressadamente se dirigiu ao encontro de Isabel (cf. Lc 1, 39).

Esta “urgência” em levar a todos o Jesus que recebemos, há de preencher a nossa vida pessoal e comunitária, de jovens e menos jovens, relançando-nos ainda mais na evangelização que o mundo pede. A JMJ 2023 será essencialmente o fruto do que connosco acontecer para tal.

Caríssimos diocesanos, deixo-vos estes tópicos para o ano pastoral que agora começa, convicto da sua oportunidade eclesial e sociocultural. Com os irmãos Bispos que comigo trabalham no Patriarcado de Lisboa, desejo-vos a maior felicidade em todos os campos da vossa vida e atividade. Felicidade que, como Cristo nos ensina, sempre «está mais em dar do que em receber» (Act 20, 35).

Irmão e amigo,

Lisboa, 1 de setembro de 2020

† Manuel, Cardeal-Patriarca

4 set 2020 «Dias virão em que o noivo lhes será tirado»

TEMPO COMUM – SEMANA XXII – SEXTA-FEIRA

1 Cor 4, 1-5; Sal 36 (37), 3-4. 5-6. 27-28. 39-40ac
Lc 5, 33-39

Anos pares
PRIMEIRA LEITURA
1 Cor 4, 1-5
«O Senhor manifestará o desígnio dos corações»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios

Irmãos: Todos nos devem considerar como servos de Cristo e administradores dos mistérios de Deus. Ora o que se requer nos administradores é que sejam fiéis. Quanto a mim, pouco me importa ser julgado por vós ou por um tribunal humano; nem sequer me julgo a mim próprio. De nada me acusa a consciência, mas não é por isso que estou justificado: quem me julga é o Senhor. Portanto, não façais qualquer juízo antes do tempo, até que venha o Senhor, que há-de iluminar o que está oculto nas trevas e manifestar os desígnios dos corações. E então cada um receberá da parte de Deus o louvor que merece.

SALMO RESPONSORIAL
Salmo 36 (37), 3-4.5-6.27-28.39-40ac
A salvação dos justos vem do Senhor.

Confia no Senhor e pratica o bem,
possuirás a terra e viverás tranquilo.
Põe no Senhor as tuas delícias
e Ele satisfará os anseios do teu coração.

Confia ao Senhor o teu destino
e tem confiança, que Ele actuará.
Fará brilhar a tua luz como a justiça
e como o sol do meio-dia os teus direitos.

Afasta-te do mal e pratica o bem
e permanecerás para sempre;
porque o Senhor ama a justiça
e não desampara os que Lhe são fiéis.

A salvação dos justos vem do Senhor,
Ele é o seu refúgio no tempo da tribulação.
O Senhor os ajuda e defende,
porque n’Ele procuraram refúgio.

EVANGELHO
Lc 5, 33-39
Dias virão em que o noivo lhes será tirado… Nesses dias jejuarão
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, os fariseus e os escribas disseram a Jesus: «Os discípulos de João Baptista e os fariseus jejuam muitas vezes e recitam orações. Mas os teus discípulos comem e bebem». Jesus respondeu-lhes: «Quereis vós obrigar a jejuar os companheiros do noivo, enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo lhes será tirado; nesses dias jejuarão». Disse-lhes também esta parábola: «Ninguém corta um remendo de um vestido novo, para o deitar num vestido velho, porque não só rasga o vestido novo, como também o remendo não se ajustará ao velho. E ninguém deita vinho novo em odres velhos, porque o vinho novo acaba por romper os odres, derramar-se-á e os odres ficarão perdidos. Mas deve deitar-se vinho novo em odres novos. Quem beber do vinho velho não quer do novo, pois diz: ‘O velho é que é bom’».

3 set 2020 «Deixaram tudo e seguiram Jesus»

TEMPO COMUM – SEMANA XXII – QUINTA-FEIRA

São Gregório Magno (2020)

1 Cor 3, 18-23; Sal 23 (24), 1-2. 3-4ab. 5-6
Lc 5, 1-11

Anos pares
PRIMEIRA LEITURA
1 Cor 3, 18-23
«Tudo é vosso; vós sois de Cristo; Cristo é de Deus»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios

Irmãos: Ninguém tenha ilusões. Se alguém entre vós se julga sábio aos olhos do mundo, faça-se louco, para se tornar sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus, como está escrito: «Apanharei os sábios na sua própria astúcia». E ainda: «O Senhor sabe como são vãos os pensamentos dos sábios». Por isso, ninguém deve gloriar-se nos homens. Tudo é vosso: Paulo, Apolo e Pedro, o mundo, a vida e a morte, as coisas presentes e as futuras. Tudo é vosso; mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus.

SALMO RESPONSORIAL
Salmo 23 (24), 1-2.3-4ab.5-6
Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe. Repete-se

Do Senhor é a terra e o que nela existe,
o mundo e quantos nele habitam.
Ele a fundou sobre os mares
e a consolidou sobre as águas. Refrão

Quem poderá subir à montanha do Senhor?
Quem habitará no seu santuário?
O que tem as mãos inocentes e o coração puro,
que não invocou o seu nome em vão nem jurou falso. Refrão

Este será abençoado pelo Senhor
e recompensado por Deus, seu Salvador.
Esta é a geração dos que O procuram,
que procuram a face do Deus de Jacob. Refrão

EVANGELHO
Lc 5, 1-11
Deixaram tudo e seguiram Jesus
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, estava a multidão aglomerada em volta de Jesus, para ouvir a palavra de Deus. Ele encontrava-Se na margem do lago de Genesaré e viu dois barcos estacionados no lago. Os pescadores tinham deixado os barcos e estavam a lavar as redes. Jesus subiu para um barco, que era de Simão, e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra. Depois sentou-Se e do barco pôs-Se a ensinar a multidão. Quando acabou de falar, disse a Simão: «Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca». Respondeu-Lhe Simão: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes». Eles assim fizeram e apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se. Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco para os virem ajudar; eles vieram e encheram ambos os barcos de tal modo que quase se afundavam. Ao ver o sucedido, Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe: «Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador». Na verdade, o temor tinha-se apoderado dele e de todos os seus companheiros, por causa da pesca realizada. Isto mesmo sucedeu a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. Jesus disse a Simão: «Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens». Tendo conduzido os barcos para terra, eles deixaram tudo e seguiram Jesus.

2 set 2020 «Tenho de ir também às outras cidades anunciar a boa nova do reino de Deus»

TEMPO COMUM – SEMANA XXII – QUARTA-FEIRA

1 Cor 3, 1-9; Sal 32 (33), 12-13. 14-15. 20-21
Lc 4, 38-44

Anos pares

PRIMEIRA LEITURA
1 Cor 3, 1-9
«Nós somos colaboradores de Deus; vós sois o campo de Deus; vós sois o edifício de Deus»
Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios

Irmãos: Não pude falar-vos como a pessoas espirituais, mas como a pessoas demasiado naturais, como a crianças em Cristo. Por isso vos dei leite a beber e não alimento sólido, porque não podíeis suportá-lo. Mas nem sequer o podeis suportar agora, porque ainda sois demasiado naturais. De facto, se entre vós há inveja e discórdia, não é certo que sois demasiado naturais e procedeis segundo critérios humanos? Pois, quando alguém diz: «Eu sou de Pedro», e outro: «Eu sou de Apolo», não julgais apenas por critérios humanos? Então, quem é Apolo? Quem é Paulo? Apenas servos de Deus, por meio dos quais alcançastes a fé, cada um na medida em que o Senhor lhe concedeu. Eu plantei, Apolo regou; mas Deus é que fez crescer. Assim, nem o que planta nem o que rega são coisa alguma; só Deus é que conta, pois é Ele que faz crescer. Entretanto, quem planta e quem rega trabalham como um só, mas cada qual receberá a recompensa, segundo o esforço do seu trabalho. Nós somos colaboradores de Deus e vós sois o campo de Deus, o edifício de Deus.

SALMO RESPONSORIAL
Salmo 32 (33), 12-13.14-15.20-21
Feliz o povo que o Senhor escolheu para sua herança.

Feliz a nação que tem o Senhor por seu Deus,
o povo que Ele escolheu para sua herança.
Do Céu o Senhor contempla
e observa todos os homens. Refrão

Do lugar onde habita,
contempla todos os habitantes da terra.
Ele que formou o coração de cada homem
está atento a todas as suas obras. Refrão

A nossa alma espera o Senhor,
Ele é o nosso amparo e protector.
N’Ele se alegra o nosso coração,
em seu nome santo pomos a nossa confiança. Refrão

EVANGELHO
Lc 4, 38-44
«Tenho de ir também às outras cidades anunciar a boa nova do reino de Deus»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e entrou em casa de Simão. A sogra de Simão estava com febre muito alta e pediram a Jesus que fizesse alguma coisa por ela. Jesus, aproximando-Se da sua cabeceira, falou imperiosamente à febre, e a febre deixou-a. Ela levantou-se e começou logo a servi-los. Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes com diversas enfermidades traziam-nos a Jesus e Jesus, impondo as mãos sobre cada um deles, curava-os. De muitos deles saíam demónios, que diziam em altos gritos: «Tu és o Filho de Deus». Mas Jesus, em tom severo, impedia-os de falar, porque sabiam que Ele era o Messias. Ao romper do dia, Jesus dirigiu-Se a um lugar deserto. A multidão foi à procura d’Ele e, tendo-O encontrado, queria retê-l’O, para que não os deixasse. Mas Jesus disse-lhes: «Tenho de ir também às outras cidades anunciar a boa nova do reino de Deus, porque para isto fui enviado». E pregava pelas sinagogas da Judeia.