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Peregrinação – 18 a 25 Outubro 2017

A misericórdia, caminho para a Salvação

«Existe um lugar a visitar, para se entrar no Caminho da Misericórdia» (de 18 a 25 de Outubro 2017)

No final do Jubileu da Misericórdia o querido Papa Francisco lembrava-nos: «embora se esteja a fechar a Porta Santa, continua sempre escancarada para nós a verdadeira porta da misericórdia que é o Coração de Cristo».

Por isso surgiu a oportunidade de uma peregrinação aos lugares de revelação da misericórdia divina, na Polónia. Será de 18 a 25 de Outubro de 2017, passando por Varsóvia, Czestochowa, Cracóvia e Lagiewniki, o lugar de origem da mensagem da Misericórdia.

Uma visita e peregrinação, entre outros, aos lugares dos Santos S. Maximano Kolbe (em Auschwitz, a cela), S. João Paulo II, Santa Faustina Kowalska e Santo Irmão Albert Chmielowski.

Mais informações e inscrições no acolhimento paroquial (Algés). Segunda a sexta-feira, 9:00 a 12:30 e 15:00 a 18:00:

  • paroquia.cristorei.alges@gmail.com
  • tel.: 214 116 767

VEJA AQUI O PROGRAMA

Catequese: a alegria do encontro com Jesus

A 13 de Maio passado a Conferência Episcopal Portuguesa publicou a Carta Pastoral «Catequese: a alegria do encontro com Jesus Cristo».

O documento completos encontra-se em http://www.conferenciaepiscopal.pt/v1/catequese-a-alegria-do-encontro-com-jesus-cristo/

Aqui, com a devida reverência citamos os parágrafos mais directamente relacionados com a família e a catequese familiar e manifestamos desde já a grande alegria de ver que muitos pais na paróquia acompanham os seus filhos, não só participando nas reuniões de catequese ou outras iniciativas, mas, sobretudo na oração familiar e nos sacramentos.

Invocando a bênção de Deus para todas as famílias da Paróquia,

AVE MARIA

P. António Figueira

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A família

34. A família é “insubstituível” na catequese da infância e, ainda que de modo diferente, da adolescência; isto é, nas fases etárias em que os catequizandos mais dependem dos pais ou outros responsáveis pela sua educação. Ora, se o encontro com Cristo deve atingir a totalidade do ser humano, de modo algum se podem dispensar dele as pessoas que fazem parte da vida dos que com Ele se encontram.

E não há dúvida de que uma das maiores causas do abandono precoce de crianças e adolescentes está na falta de envolvimento dos pais e outros familiares na formação cristã que a comunidade oferece aos filhos. Como podemos querer que o filho reze diariamente e participe regularmente nos atos da vida da comunidade, especialmente na Eucaristia dominical, se o não vê fazer os pais, a que está particularmente ligado?

35. É verdade que os pais, ao pedir o batismo para os filhos (e ainda são a maioria entre nós), prometem, em público, educá-los cristãmente; uma educação que depende muitíssimo do exemplo de vida dos educadores. Só que, chegada a altura da catequese, não basta chamar-lhes a atenção para esse compromisso, querendo como que obrigá-los a uma prática de vida de que eles não sentem necessidade, a uma missão de que não estão convencidos. A fé e a consequente prática cristã pressupõem a liberdade que radica no amor transmitido por Cristo aos que por Ele se deixam conquistar. Mas então que fazer para que isso aconteça com pais que (ainda) levam os filhos à catequese?

O caminho mais fácil e eficaz tem, a nosso ver, de partir daquilo, ou melhor, daqueles que são a razão de ser de qualquer pai ou mãe que se preze: os filhos, o amor que têm por eles e o bem que lhes querem. Na grande maioria dos casos é isso, aliás, que os leva a inseri-los na catequese: reconhecerem o bem que são para eles os valores que nela se transmitem e cuja aceitação o Evangelho facilita. E isto ainda mais num mundo como o nosso em que se sente cada vez mais a falta desses valores. Resumindo: hoje têm de ser os filhos a levar os pais ao (re)encontro com Deus, convencendo-os a participar em tudo o que faz parte da catequese que pedem para os filhos.

Aliás, isso já está a acontecer, embora, em geral, de modo ainda incipiente. Pelo que nos chegou das dioceses, tem crescido o número de pais que acompanham os filhos nas festas ao longo do seu percurso catequético. E dizem-nos que, em muitas comunidades, a preocupação de os preparar para uma participação ativa tem resultado. Há agora que aprofundar e alargar essa participação: aprofundá-la no campo espiritual, para que também os pais saboreiem o encontro pessoal com Jesus Cristo; e alargá-la, tanto quanto possível, aos encontros de catequese, informando os pais dos conteúdos doutrinais aí transmitidos e, principalmente, incentivando-os a viver, com os filhos, de acordo com esses conteúdos. Mas, até neste ponto, já existem entre nós experiências interessantes que veremos no próximo capítulo.

36. Antes disso, há que realçar as vantagens desta inserção dos pais na catequese. A primeira a ganhar é a própria família que se assim se torna mais “igreja doméstica”. Impelidos pelo amor de Cristo, aumenta entre os seus membros a comunhão de que necessitam e que, na sociedade de hoje, está cada vez mais ameaçada. É o caso sobretudo da comunhão entre marido e esposa que o matrimónio abençoa e fortalece pelo amor com o qual Cristo amou a sua Igreja e se entregou por ela (Ef 5, 25). E, de facto, “o matrimónio cristão é um sinal que não só indica quanto Cristo amou a sua Igreja na Aliança selada na cruz, mas torna presente esse amor na comunhão dos esposos”. E isto para benefício sobretudo dos filhos que precisam não só de que os pais os amem mas também de que se amem mutuamente, com o amor que lhes vem de Deus. Só assim estarão em condições de, com os pais, O amar e invocar como “Pai nosso que estais nos Céus”.

Mas este amor repercute-se muito para além deste âmbito familiar mais restrito. Repercute-se na comunidade cristã, onde, segundo os bispos italianos, “a forma particular de amizade que (as famílias) vivem pode tornar-se contagiosa”. E pode, de modo semelhante, repercutir-se na sociedade, já que “é da família que saem os cidadãos e é na família que encontram a primeira escola daquelas virtudes sociais, que são a alma da vida e desenvolvimento da mesma sociedade”.

21 mai 2017

PasqA6-w2DOMINGO VI DO TEMPO PASCAL

in evangelhoquotidiano.org

Comentário do dia

Liturgia Latina

SEQUÊNCIA DO ESPÍRITO SANTO

«Ele vos dará outro Paráclito, para estar sempre convosco»

Vinde, ó Espírito Santo,
vinde, amor ardente,
acendei na terra
vossa luz fulgente.

Vinde, pai dos pobres,
na dor e aflições,
vinde encher de gozo
nossos corações.

Benfeitor supremo,
em todo o momento
habitando em nós
sois o nosso alento.

Descanso na luta
e na paz encanto,
no calor sois brisa,
conforto no pranto.

Luz de santidade,
que no céu ardeis,
abrasai as almas
dos vossos fiéis.

Sem a vossa força
e favor clemente,
nada há no homem
que seja inocente.

Lavai nossas manchas,
a aridez regai,
sarai os enfermos
e a todos salvai.

Abrandai durezas
para os caminhantes,
animai os tristes,
guiai os errantes.

Vossos sete dons
concedei à alma
do que em Vós confia:

virtude na vida,
amparo na morte,
no Céu alegria.

LEITURAS:

Act 8, 5-8. 14-17;

Sal 65 (66), 1-3a. 4-5. 6-7a. 16 e 20
ou Act 1, 12-14; Sal 26 (27), 1. 4. 7-8a

1 Pedro 3, 15-18
Jo 14, 15-21

ESTE DIA:

HORA E LOCAL ACÇÃO ESPECIFICAÇÃO (NOTAS)
09:00 ALGÉS
Laudes
09:30 ALGEŚ Santa Missa
10:45 ALGÉS Catequese Preparação próxima para o crisma (crianças – 3.º encontro)
11:00 ALGEŚ Santa Missa
12:15 CRUZ QUEBRADA
Santa Missa
12:15 MIRAFLORES
Santa Missa
16:30 ALGÉS Catequese Preparação próxima para o crisma (adolescentes e jovens – 3.º encontro – Algés e Cruz Quebrada)
16:30 ALGÉS Catequese Preparação continuada para o crisma (adultos)
18:00 MIRAFLORES Santa Missa
19:00 ALGÉS Santa Missa

* No final da Santa Missa, ajuda à Equipa d’África para as missões que realiza.

Dia da Família – 15 mai 2017

DIA DA FAMÍLIA

Mensagem da Associação Portuguesa das Famílias Numerosas

Falar de Família nos tempos de hoje tornou-se um tanto difícil, polémico e por vezes fraturante.

Contudo, é bom recordar quanto devemos às nossas famílias.

Nascemos porque os nossos pais nos deram a vida, não porque quisémos, e isso é já um presente preciso que nos foi dado e que infelizmente, a tantos é recusado…

Crescemos, pouco a pouco, porque carinhosamente nos alimentaram e amorosamente, cuidaram de nós durante longas noites e dias em que nada sabíamos pedir ou fazer por nós próprios.

Aprendemos a andar e a falar, porque, pacientemente, alguém muito próximo- mãe, pai, avós…- nos deu colo, nos levantou do chão, nos ensinou e estimulou a repetir, treinar e copiar.

Fomos educados e instruídos, primeiro em casa e depois na escola, porque a nossa família nos quis ajudar a sermos independentes, a alargarmos horizontes e a sermos melhores pessoas, descobrindo e desenvolvendo as nossas capacidades e talentos.

Em tudo recebemos primeiro, para mais tarde nos tornarmos capazes de dar, mas antes mesmo de sabermos dar um beijo, verbalizar um simples “obrigado”, ou dar a alguém o que quer que fosse, o primeiro sorriso em bebé era já uma forma simples e simbólica de retribuir, dizendo à mãe e ao pai : “Gosto de ti!” Assim aprendemos a amar, porque fomos amados primeiro.

A esta aventura feita de incontáveis tentativas de receber-e-assimilar, cheias de lágrimas, sorrisos e carinhos, que percorrem a linha do tempo, chamamos “crescimento”. É a aventura da vida, quase sempre acompanhada e protegida pelos que nos amaram desde o primeiro minuto da nossa existência.

Mais tarde, pouco a pouco, depois de tanto recebermos, começamos a dar também aos outros, primeiro na vida familiar e na escola, entre amigos e colegas, mais tarde na vida profissional e numa nova família, que instintivamente, qualquer jovem procura fundar pelo instinto gregário tão natural no mais íntimo de nós. E é exatamente nesta multiplicidade de relações de “receber – dar – e voltar a receber”, que se entrelaçam as emoções, os sentimentos e os gestos de ternura, amizade, solidariedade, trabalho, serviço e convívio em sociedade, desde a infãncia até ao final dos nossos dias. Aqui se inscreve tudo o que somos, tudo o que aprendemos, tudo o que decidimos, tudo o que nos acontece e tudo o que fazemos de bom e de mau a nós mesmos e aos outros em cada dia…

Quando de pequeninos aprendemos a crescer num clima, não de redoma, mas de busca de harmonia e estabilidade, em que os problemas e conflitos inevitáveis se procuram ultrapassar pelo diálogo e amor, humildade e perdão entre marido e mulher, entre pais e filhos, a pessoa cresce mais humana, mais resiliente, mais responsável, menos egocêntrica, mais capaz de gerar felicidade à sua volta, e de ser feliz, mesmo quando as circunstâncias são humanamente adversas.

É verdade que vivemos num tempo vertiginoso em que a organização da vida profissional e social não parece propícia à vida em família e existe uma profunda crise ideológica que afeta a coesão da sociedade e fragiliza os vínculos familiares, com repercussão direta na vida de crianças, jovens e idósos, tantas vezes sujeitos a violência e abandono.

Contudo, verificamos que no mais íntimo dos corações persiste o sonho de viver numa família feliz e quem não a teve sonha realizá-la .

Como diz o Papa Francisco – uma voz corajosa, ouvida e respeitada por crentes e não-crentes – num mundo tão marcado pelo relativismo, pela cultura do efémero e do “descartável”, em que reina a “ globalização da indiferença”, “ (…) a família numerosa é uma escola de solidariedade e de partilha, e destas atitudes beneficia toda a sociedade”( discº à Associação de Famílias Numerosas, Vaticano, 28 dezº 2014).

Possam ser as nossas famílias no mundo “sentinelas na madrugada”! (Papa Francisco, Fátima, 13 de maio 2017). Obrigada, querida Família!

Feliz Dia da Família!

APFN, 15 de maio de 2017