Todos os artigos de paroquiacruzquebrada

24 abr 2017

SEGUNDA FEIRA DA SEGUNDA SEMANA DA PÁSCOA

in evangelhoquotidiano.org

Comentário do dia

São Justino
Primeira apologia

«Primeiro testemunho histórico do Baptismo cristão em Roma (séc. II)»

Vamos expor de que maneira nós, renovados em Cristo, nos consagrámos a Deus. Aos que estiverem persuadidos e acreditarem no que ensinamos, e prometerem viver em conformidade com essas verdades, exortamo-los a pedirem a Deus o perdão pelos seus pecados, com orações e jejuns, e também nós oramos e jejuamos com eles. Depois, conduzimo-los a um lugar onde haja água e aí são regenerados tal como nós o fomos, isto é, recebem o batismo da água em nome do Criador e Senhor, Deus de todas as coisas, do nosso Salvador Jesus Cristo e do Espírito Santo.

De facto, Jesus Cristo disse: «Se não nascerdes de novo, não entrareis no reino dos Céus.» Não se trata, evidentemente, de voltar a entrar no seio materno. O profeta Isaías explicou como podem evitar os pecados aqueles que os cometeram e fazem penitência. São estas as suas palavras: «Lavai-vos e purificai-vos; tirai a malícia das vossas almas e aprendei a praticar o bem. […] Vinde então para dialogarmos, diz o Senhor. Ainda que os vossos pecados sejam como o escarlate, Eu os tornarei brancos como a lã» (Is 1,16s). […] Recebemos esta maneira de agir dos Apóstolos. No nosso primeiro nascimento, fomos gerados, sem disso termos consciência, por um instinto natural, na mútua união dos nossos pais. Porém, para termos também um nascimento que não seja fruto da simples natureza e da ignorância, mas de uma escolha consciente, e obtermos pela água o perdão dos pecados cometidos, sobre o que desejar ser regenerado e fizer penitência dos pecados é pronunciado o nome do Criador e Senhor de todas as coisas […].

A esse batismo dá-se o nome de iluminação, porque os iniciados nesta doutrina ficam iluminados na sua inteligência. Mas a purificação daquele que é iluminado também se faz em nome de Jesus Cristo, crucificado sob Pôncio Pilatos, e em nome do Espírito Santo, que, pelos Profetas, predisse tudo o que dizia respeito a Jesus.

LEITURAS:

Act 4,23-31
Sl 2,1-3.4-6.7-9.
Jo 3,1-8

ESTE DIA:

HORA E LOCAL ACÇÃO ESPECIFICAÇÃO (NOTAS)
09:00 CRUZ QUEBRADA Santa Missa
17:30 MIRAFLORES Confissões
18:00 MIRAFLORES Santa Missa
18:30 ALGÉS Confissões
19:00 ALGÉS Santa Missa

14 abr 2017

SextaFeiraSanta-giottoSEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR
(do Directório litúrgico)

1. Neste dia em que Cristo nossa Páscoa, foi imolado, a Igreja olha para a Cruz dose Senhor e Esposo e adora-a, comemora o seu nascimento do lado de Cristo adormecido na Cruz, e intercede pela Salvação do mundo inteiro.

2. Por antiquíssima tradição, a Igreja, neste dia, não celebra a Eucaristia […].

3. Além da Penitência e da Unção dos enfermos, não se devem celebrar outros sacramentos. As exéquias devem realizar-se sem canto, sem órgão e sem toque de sinos.

4. A sexta-feira da Paixão do Senhor é dia de penitência em toda a Igreja, e deve realizar-se com jejum e abstinência de carne.

in evangelhoquotidiano.org

Comentário do dia

São Máximo de Turim
Sermão 38; PL 57, 341s; CCL 23, 149s

«O sinal da salvação»

Na sua Paixão, o Senhor assumiu todos os males do género humano a fim de que, a partir de então, nada mais fizesse mal ao homem. A cruz é, pois, um grande mistério e, se tentarmos compreendê-lo, por via deste sinal o mundo será salvo. Com efeito, quando se fazem ao mar, os marinheiros começam por erguer a árvore do mastro, esticando a vela para que as águas se lhes abram; desse modo, formam a cruz do Senhor e, seguros por este sinal, chegam ao porto da salvação e escapam aos perigos da morte. Com efeito, a vela suspensa do mastro é a imagem deste sinal divino, da mesma maneira que Cristo foi elevado na cruz. Eis por que razão, devido à confiança que nasce deste mistério, estes homens não se assustam com as borrascas do vento, chegando ao porto desejado. Pois tal como a Igreja não pode permanecer de pé sem a cruz, também um navio enfraquece sem o mastro. O diabo atormenta-o e o vento atinge o navio mas, quando se ergue o sinal da cruz, é afastada a injustiça do diabo, e a borrasca termina imediatamente. […]

O agricultor também não empreende o seu trabalho sem o sinal da cruz: ao reunir os elementos da charrua, imita a imagem de uma cruz. […] Também o céu está disposto como uma imagem deste sinal, com as suas quatro direções, o Oriente, o Ocidente, o Meio-dia e o Norte. A forma do próprio homem, quando eleva as mãos, representa uma cruz; sobretudo quando rezamos de mãos erguidas, proclamamos a Paixão do Senhor através do nosso corpo. […] Moisés, o Santo, não saiu vencedor da guerra contra os amalecitas por via das armas, mas das mãos erguidas para Deus (Ex 17,11). […]

Assim, por este sinal do Senhor, abre-se o mar, cultiva-se a terra, é governado o céu e os homens são salvos. É também, afirmo eu, por este sinal do Senhor que se abrem as profundezas onde habitam os mortos. Porque o homem Jesus, o Senhor, que transportou a verdadeira cruz, foi sepultado na terra, e a terra que Ele tinha trabalhado em profundidade, que tinha, por assim dizer, destruído em todos os pontos, fez germinar todos os mortos que retinha em si.

LEITURAS:

Isaías 52,13-15.53,1-12
Salmos 31(30)
Hebreus 4,14-16.5,7-9.
S. João 18,1-40.19,1-42

ESTE DIA:

HORA E LOCAL ACÇÃO ESPECIFICAÇÃO (NOTAS)
10:00 ALGÉS E CRUZ QUEBRADA Ofício de Leitura de Laudes
15:00 ALGÉS E CRUZ QUEBRADA Celebração da Paixão do Senhor
21:00 ALGÉS E CRUZ QUEBRADA Via Sacra (confluem, juntamente com a proveniente da Paróquia de Linda-a-Velha, no Alto de Santa Catarina)

13 abr 2017


QUINTA FEIRA SANTA

in evangelhoquotidiano.org

Comentário do dia

São Tomás Moro
Tratado sobre a Paixão

«Amou-os até ao fim»

Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.» […] No Evangelho, João foi chamado «o discípulo que Jesus amava». É esse discípulo que nos mostra aqui, pelas suas palavras, a que ponto o nosso Salvador, que o amava realmente, era fiel no seu amor. Porque estas palavras são seguidas imediatamente pela narrativa da dolorosa Paixão de Cristo, a partir da Última Ceia, a começar pelo humilde serviço do lava-pés, prestado por Jesus aos seus discípulos, e da expulsão do traidor. Depois, vêm os ensinamentos de Jesus, a sua oração, a prisão, a flagelação, a crucifixão e toda a dolorosa tragédia da sua amaríssima Paixão.

É antes de tudo isto que São João cita as palavras que recordámos há pouco, para fazer compreender que Cristo realizou todos estes atos por puro amor. E demonstrou claramente esse amor aos discípulos na Última Ceia, quando lhes afirmou que, se se amassem uns aos outros, seguiriam o seu exemplo. Porque amou até ao fim aqueles que amava, desejava que eles fizessem o mesmo. Ele não era inconstante, como tantos que amam de forma passageira, abandonam na primeira oportunidade e, de amigos, se tornam inimigos, como fez o traidor Judas. Jesus perseverou no amor até ao fim, até ao momento em que, precisamente por esse amor, chegou ao seu doloroso extremo. E não só por aqueles que eram já seus amigos, mas pelos seus inimigos, a fim de fazer deles amigos. Não para sua vantagem, mas para a deles.

LEITURAS:

Êxodo 12,1-8.11-14.
Sl 116(115)
1 Cor 11,23-26
S. João 13,1-15

ESTE DIA:

HORA E LOCAL ACÇÃO ESPECIFICAÇÃO (NOTAS)
19:00 ALGÉS Missa vespertina da Ceia do Senhor
19:00 CRUZ QUEBRADA Missa vespertina da Ceia do Senhor
Até às 24:00 ALGÉS Adoração diante do Santíssimo Sacramento
Até às 24:00 CRUZ QUEBRADA Adoração diante do Santíssimo Sacramento

TRIDUO PASCAL 

TRIDUO PASCAL
(do directório litúrgico)

O sagrado Tríduo da Paixão e Ressurreição do Senhor é o ponto culminante de todo o ano litúrgico, porque a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus foi realizada por Cristo especialmente no seu mistério pascal, pelo qual morrendo destruiu a morte e ressuscitando restaurou a vida (CR 18; EDREL 856).

1. Pelo Tríduo Pascal, ou seja, pela celebração da morte, sepultura e ressurreição do seu Esposo, a Igreja entende tornar presente e reproduzir O Mistério da Páscoa, ou da passagem do Senhor deste mundo para O Pai.
De acordo com a tradição da Igreja primitiva, haverá um sagrado jejum pascal, que se deve observar em toda a parte na Sexta feira da Paixão e Morte do Senhor e, se for oportuno, se estenderá também ao Sábado santo para que os vossos possam chegar à alegria da Ressurreição do Senhor com elevação e largueza de espírito (SC 110: EDREL 110).

2. As celebrações do Tríduo Sagrado realizam – se apenas onde possam efectuar-se de maneira digna e conveniente (cf. acima).
Além disso é preferível que as pequenas comunidades religiosas se reúnam, para as celebrações, nas Igrejas maiores, fortalecendo a participação dos fiéis. De igual modo os fiéis de várias paróquias mais pequenas entregues aos cuidados de um só presbítero, devem reunir – se, na medida do possível, na Igreja principal da zona, a fim de participarem nas acções sagradas.
Se nalgum lado estiver entregue a um só Pároco o cuidado de duas ou várias paróquias, nas quais os fiéis participem frequentemente e onde seja possível realizar as celebrações sagradas de maneira digna e mais solene, tal Pároco goza da faculdade de repetir a celebração do Tríduo Sagrado observando, quanto ao mais, a normas estabelecidas.

3. Recomenda-se muito a celebração comunitária do ofício de Leitura e de Laudes na Sexta feira da Paixão do Senhor e no Sábado Santo. Deste modo a comunidade cristã medita mais eficaz e plenamente na Paixão, enquanto aguarda o anúncio da Ressurreição.

9 abr 2017

DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR

in evangelhoquotidiano.org

Comentário do dia

Beato Guerric de Igny (c. 1080-1157), abade cisterciense
Sermão sobre os Ramos

«Bendito o que vem em nome do Senhor»

É sob dois aspetos bem diferentes que a festa de hoje apresenta aos filhos dos homens Aquele que a nossa alma deseja (Is 26,9), «o mais belo dos filhos dos homens» (Sl 44,3). E Ele atrai o nosso olhar sob esses dois aspetos; amamo-Lo sob um e sob o outro, porque num e noutro Ele é o Salvador dos homens. […]

Se considerarmos ao mesmo tempo a procissão de hoje e a Paixão, vemos Jesus, por um lado sublime e glorioso, por outro humilhado e doloroso. Porque na procissão Ele recebe honras reais, e na Paixão vemo-Lo castigado como um malfeitor. Aqui cercam-No a glória e a honra; além «não tem aparência nem beleza» (Is 53,2). Aqui temos a alegria dos homens e o orgulho do povo; além temos «a vergonha dos homens e o desprezo do povo» (Sl 21,7). Aqui aclamam-No dizendo: «Hossana ao Filho de David. Bendito seja o Rei de Israel que vem!» Além vociferam que merece a morte e escarnecem dele porque Se fez Rei de Israel. Aqui correm para Ele com palmas; além flagelam-Lhe o rosto com as mesmas palmas e batem-Lhe na cabeça com uma cana. Aqui cumulam-No de elogios; além afogam-No em injúrias. Aqui disputam-se para Lhe juncar o caminho com as vestes dos outros; além despojam-No das suas próprias vestes. Aqui recebem-No em Jerusalém como Rei justo e como Salvador; além é expulso de Jerusalém como um criminoso e um impostor. Aqui montam-No sobre um burro, rodeado de homenagens; além é pendurado da cruz, rasgado pelos chicotes, trespassado de chagas e abandonado pelos seus. […]

Senhor Jesus, quer o teu rosto apareça glorioso quer humilhado, sempre nele vemos brilhar a sabedoria. Do teu rosto irradia o fulgor da luz eterna (Sb 7,26). Que brilhe sempre sobre nós, Senhor, a luz do teu rosto (Sl 4,7), nas tristezas como nas alegrias. […] Tu és a alegria e a salvação de todos, quer Te vejam montado no burro, quer suspenso do madeiro da cruz.

LEITURAS:

Isaías 50,4-7
Sl 22(21)
Filipenses 2,6-11
Mateus 26,14-75.27,1-66

ESTE DIA:

HORA E LOCAL ACÇÃO especificação (notas)
09:00 ALGÉS Laudes
09:30 ALGÉS Santa Missa com a bênção dos ramos
10:45 ALGÉS / PARQUE ANJOS Santa Missa Benção dos Ramos, Evangelho, Procissão até à Igreja
12:15 CRUZ QUEBRADA Santa Missa Com a bênção dos Ramos
12:15 MIRAFLORES Santa Missa Com a bênção dos Ramos
15:00 ALGÉS Celebração penitencial e confissões individuais
18:00 MIRAFLORES Santa Missa Com a bênção dos Ramos
19:00 ALGÉS Santa Missa Com a bênção dos Ramos