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Intenções do Santo Padre – Abril de 2016

Textos: Apostolado da Oração
Intenções de cada dia: Calendário de Abril 2016

a_pequenos agricultoresUniversal: Pequenos agricultores
Para que os pequenos agricultores recebam a justa compensação pelo seu precioso trabalho.
Pela Evangelização: Cristãos de África
Para que os cristãos de África dêem testemunho do amor e da fé em Jesus Cristo no meio dos conflitos político-religiosos.

Em união com o Santo Padre

Oferecimento do dia: Ofereço-Vos, ó meu Deus, em união com o Santíssimo Coração de Jesus e por meio do Coração Imaculado de Maria, as orações, os trabalhos, as alegrias e os sofrimentos deste dia, em reparação de todas as ofensas e por todas as intenções pelas quais o mesmo Divino Coração está continuamente intercedendo e sacrificando-se nos nossos altares. Eu Vo-los ofereço de modo particular pelas intenções do Santo Padre para este mês:

Intenção Universal: Para que os pequenos agricultores recebam a justa compensação pelo seu precioso trabalho.

Intenção pela Evangelização: Para que os cristãos de África dêem testemunho do amor e da fé em Jesus Cristo no meio dos conflitos político-religiosos.

Eucaristia: Em acção de graças pelos agricultores e seu trabalho, e pelos cristãos em África que dão testemunho de Jesus em situações de violência e discriminação.

Pequenos agricultores

O Papa Francisco, na Carta Laudato Si’ afirma que «todos somos chamados ao trabalho desde a nossa criação. Não se deve procurar que o progresso tecnológico substitua cada vez mais o trabalho humano. O trabalho é uma necessidade, faz parte do sentido da vida nesta terra, é caminho de maturação, desenvolvimento humano e realização pessoal…».

E numa abordagem mais especifica, a mesma Encíclica alerta as autoridades para a «responsabilidade de adoptar medidas de apoio claro e firme aos pequenos produtores e à diversificação da produção. às vezes, para que haja uma liberdade económica da qual todos realmente beneficiem, pode ser necessário pôr limites àqueles que detêm maiores recursos e poder financeiro».

DOMINGO DA PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR – 27 / MARÇO /2016

PedroNoSepulcroActos 10, 34a. 37-43 ; Sal 117,1-2.16-17. 22-23 ; Colossenses 3,1-4 ou 1Cor.5, 6b-8 ; João 20,1-9 ou(à tarde) Lucas 24,13-35

CRISTO ESTÁ RESSUSCITADO…! ( João 20,1-9) . Na Vigília da Páscoa, os adultos – homens e mulheres – de todas as origens, pronunciaram solenemente as palavras: “Eu creio”, antes de ser baptizados na fé da Igreja, como a maioria de nós o foi na infância. Domingo após domingo, cada um de nós retoma, por sua vez, estas mesmas palavras que exprimem a novidade cristã.

RETIRARAM O SENHOR DO TÚMULO… Maria Madalena é hoje a figura do crente que saboreia a alegria do reencontro com O Ressuscitado da Páscoa, e volta as costas aos túmulos, exteriores ou interiores. Com os novos baptizados da Páscoa, nós também dizemos: “Pai Nosso”. É a assembleia cristã que se confia a Deus e lhE apresenta ao mesmo tempo a humanidade inteira, cuja vulnerabilidade é hoje tão evidente. De igual modo – nos Actos, da primeira leitura -, Pedro diz: “Nós, somos testemunhas do que Ele fez…” Apesar de só ele falar, foi um grupo de testemunhas, e não um homem isolado, que Jesus escolheu. Com os Ofícios da Semana santa e a grande festa da Páscoa, capacitámo-nos melhor a que ponto o Baptismo e a Eucaristia nos constituem corpo de Cristo. Nós não somos primeiro cristãos individualmente, para a seguir nos Continue a ler DOMINGO DA PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR – 27 / MARÇO /2016

SÁBADO SANTO – 26/MARÇO/2016

a_AsTresMariasEOAnjoSOLIDÃO DE MARIA E DA IGREJA. Jesus está morto! Para os apóstolos é a noite, é o desespero. De repente, o véu rasga-se. Nada acabou, pelo contrário, tudo começa: Jesus ficou conosco para sempre. É O mesmo Jesus e, todavia, já não é um simples ser de carne. N’Ele manifesta-se uma ordem de realidade inteiramente nova, uma nova Criação. Através da perturbadora realidade da ressureição de Cristo, nós cantamos: “Ó noite de verdadeira felicidade, noite em que o céu se une à terra, em que o homem encontra Deus” (Cântico do “Exultet”). Em Jesus, O Vivente, é a própria vida de Deus onde o homem participa. O longo caminho em busca de Deus finalmente terminou, porque agora é o tempo do reencontro. Jesus ressuscitado, é o momento dos esponsais de Deus e da Sua criatura muita amada, o homem.

Génesis1,1–2, 2 ; Sal 103, 1-2a. 5-6.10.12-14. 24. 35a ; Génesis 22,1-18 ; Sal15, 5.8-11 ; Êxodo14,15–15,1 ; Isaías 54,5-14; Sal 29, 2. 4-6.10.11a. 13b ; Isaías 55,1-11 ; Baruc 3, 9-15. 32–4, 4 ; Sal 18, 8-11 ; Romanos 6, 3b-11 ; Lucas 24,1-12

Sábado Santo é tempo do silêncio de Deus, do repouso de Deus – Sabbat para O Senhor – para nós, do jejum e silêncio, a saborear já Cristo na Sua vida de ressuscitado. A noite de sábado para domingo permanecerá sempre um mistério. O evangelho de Lucas evoca a ressurreição, manifestada já nas palavras do anjo que as mulheres encontram no túmulo vazio.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

SEXTA-FEIRA SANTA – 25/MARÇO/2016

a_CrocifissoDiSanDamianoPAIXÃO DE CRISTO. Na Sexta-feira Santa, a leitura da Paixão de S. João, tem já as cores da glória de Cristo, elevado da terra. Jesus dissera : “Quando tiver sido elevado da terra, atrairei todos a Mim”. Estas palavras tornam-se hoje realidade. S. João revela-nos O Rei da glória: Cristo, que no momento da Sua morte, já não recusa o título de Messias.

Isaías 52,13–53,12 ; Sal 30, 2. 6.12-13. 15-17. 25 ; Heb. 4,14-16 ; 5, 7-9 ; João 18,1–19, 42

“TUDO ESTÁ CONSUMADO… ” ( Jo. 18,1–19,42) . “Depois disso, Jesus, sabendo que tudo se consumara, para se cumprir totalmente a Escritura, disse : “Tenho sede!” O amor louco de Jesus, “Filho do homem” e Filho muito amado dO Pai, exprime-se num imenso grito que ecoa no coração de todos os que contemplam a cruz. Quando beijamos a cruz, realizamos um gesto de devoção, mas, sobretudo, vivemos um reencontro no qual entendemos este grito : “Tenho sede, sede de ti, sede do teu amor”. Mas esse grito de Jesus fala-nos também da Sua sede dO Pai ; também, num suspiro, Ele exclama : “Tudo está consumado!” Jesus, agora, já pode passar deste mundo para O Reino dO Pai.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

QUINTA-FEIRA SANTA – 24/MARÇO/2016

a_JeusLavaOsPesAPedroÚLTIMA CEIA DO SENHOR Eis-nos chegados aos dias em que a Igreja celebra a memória da Páscoa de Cristo. João faz-nos o relato do lava-pés, em vez da narrativa da Última Ceia com os apóstolos. É a parábola d’O que vem do alto e desce, como servo, ao mais fundo da condição humana, na qual Se inscreve na justa atitude dum amor infinito que ressuscita os mortos. Jesus, de condição divina, lava os pés aos Seus discípulos. Agora – com Ele – os homens podem ser elevados à glória divina. Com a humildade, que será completa no madeiro da Cruz, Jesus abre-nos de par em par as portas do céu e da liberdade. A Eucaristia que hoje Jesus nos deixa, sob as espécies do pão e do vinho, vai – por meio dO Espírito Santo – tornar-nos presente sacramentalmente o Seu corpo flagelado e O Seu sangue derramado. Esforcemo-nos para a nossa vida entrar neste caminho de graça e de verdade.

Êxodo 12,1-8. 11-14 ; Sal 115, 12-13. 15-18 ; 1Coríntios 11, 23-26 ; João 13,1-15

“ASSIM COMO EU FIZ, FAZEI VÓS TAMBÉM… ” ( Jo. 13,1-15) . Quinta-Feira Santa é o momento solene em que se unem o drama de Cristo e o destino do homem. Na origem, esteve o apelo desesperado de um povo para a liberdade. Mas a passagem da escravatura para a liberdade implica uma certa morte. Israel fechou-se num desejo de poder e desprezou o apelo de Deus que, pelos profetas, lhe pedia para ser a testemunha da verdadeira liberdade. Em Jesus cumpriu-se a autêntica passagem de um mundo de escravidão para a liberdade, numa aparência de morte que se abriu à verdadeira vida. Do pão partilhado com amor, Ele realizou o sinal eterno desta passagem: apelo a empenhar-nos na Sua Páscoa, pondo-nos livremente e com amor ao serviço dos nossos irmãos.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.