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1a SEXTA-FEIRA, OITAVA DA PÁSCOA –1/ABRIL/2016

APescaMilagrosaActos 4,1-12 ; Sal 117, 1-2. 4. 22-27a ; João 21,1-14

REGRESSO AO PONTO DE PARTIDA? ( Jo. 21,1-14) . O relato – do Evangelho de Lucas – dá a impressão de algo “já visto” . De facto, voltamos a encontrar os primeiros apóstolos exactamente nos seus locais de origem ! Tudo tido começado à beira do lago. Entretanto Jesus fora morto, crucificado. Instalara-se a crise : os discípulos ficaram desnorteados e sem esperança. Voltaram para suas casas tentando compreender e ganhar perspectiva, retomando a anterior actividade de pescadores. O insucesso da pesca, no evangelho de hoje, é o simbolo da desilusão, da infecundidade da sua acção na ausência de Jesus. Da praia, Ele interpela-os chamando-lhes “rapazes”. Convida-os em seguida a lançarem as redes, e, tal como três anos atrás – quando tudo começara – eles obedecem e a pesca é abundantíssima. Nem a Sua presença fisica nem a Sua palavra lhes permite identificá-lO ; será a pesca pesca abundante – o sinal – que abrirá os olhos ao discípulo que Jesus amava. Sob a palavra de Cristo, Simão-Pedro retoma as “redes”, exercendo a sua função de pastor. A plenitude da pesca antecipa o programa missionário: “De todas as nações fazei discípulos”. O pão e o peixe são um sinal eucarístico. “O peixe assado simboliza aquilo que Cristo sofreu, Ele que é O pão descido do céu” (STO. Agostinho).

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

QUINTA-FEIRA DA OITAVA DA PÁSCOA – 31/MARÇO/2016

VosSoisTestemunhasDestasCoisasActos 3, 11-26 ; Sal 8, 2a. 5-9 ; Lucas 24, 35-48

ESCUTAR E ACOLHER ( Act. 3,11-26) . Face a Jesus ressuscitado exprimem-se todas as “nuances” da fé dos discípulos. Como é possivel crer que Ele está diante deles? Uns querem que Ele Se sente com eles, a comer uma posta de peixe grelhado, como sempre fizera. Outros necessitam ver as Suas chagas, para confirmar que se trata realmente do Seu amigo e Mestre Jesus, morto à sua vista poucos dias antes. Por fim, outros, lembram o Antigo Testamento e relêem os últimos acontecimentos à luz da Escritura. De facto, se os apóstolos conhecessem melhor as Escrituras com certeza não se teriam deixado surpreender tão facilmente pelos acontecimentos. “Tudo se baseia na fé em Jesus-Cristo”, como nos diz Pedro na 1a leitura dos Actos, e esta fé repousa na amizade com Cristo, na escuta da palavra de Deus e em saber dar acolhimento aos sinais que recebemos.

“VÓS SOIS TESTEMUNHAS DESTAS COISAS… ” (Lucas 24,35-48) . Para convencer os discípulos da Sua identidade, Jesus oferece-lhes primeiro uma palavra e, a seguir, um gesto: O Ressuscitado é Ele, O Jesus-Cristo, que foi crucificado. Mas isso não chega, eles Continue a ler QUINTA-FEIRA DA OITAVA DA PÁSCOA – 31/MARÇO/2016

QUARTA-FEIRA DA OITAVA DA PÁSCOA – 30/MARÇO/2016

FicaConnoscoActos 3, 1-10 ; Sal 104, 1-4. 6-9 ; Lucas 24,13-35

“FICA CONNOSCO… ” ( Lucas 24,13-35) . É uma nova fé que, no caminhar, Jesus transmite aos Seus. Aos olhos dos discípulos, que não O reconhecem, Ele é sómente mais um peregrino que viera celebrar a Páscoa a Jerusalém. Este desconhecido parecia não estar ao corrente do que ocorrera; era caso para perguntar por onde teria Ele andado. Vai com eles no caminho, mas eis que – à medida que lhes explica o que nas Escrituras diz respeito a Jesus – se abrem nos seus corações novos caminhos. A humanidade de Jesus, a partir de agora, do “mundo de Deus”, só pode ser reconhecida pelos olhos da fé. Cabe aO Senhor “abrir os olhos”, a “inteligência”, e o “coração”. Ao fazer menção de os deixar, Jesus leva os discípulo a convidá-lO: “Fica connosco…” Depois da benção do pão dá-se uma reviravolta: os olhos dos discípulos abrem-se, Jesus é reconhecido, mas súbitamente Ele oculta-Se. Os discípulos de Emaüs são homens com sorte: tiveram direito a uma exegése feita por Jesus em pessoa, no trajecto de Jerusalém para Emaüs e – de regresso a Jerusalém – Cristo abre-lhes o espírito para entenderem as Escrituras. Retiramos daqui duas consequências : em primeiro lugar, que nunca ficaremos Continue a ler QUARTA-FEIRA DA OITAVA DA PÁSCOA – 30/MARÇO/2016

TERÇA-FEIRA DA OITAVA DA PÁSCOA – 29/MARÇO/2016

NoliMeTangereActos 2, 36-41 ; Sal 32, 4-5. 18-20. 22 ; João 20,11-18

“NÃO ME DETENHAS!… ” ( Jo. 20,11-18) . Amorosamente empolgada pela busca, Maria Madalena fala de Jesus como “meu Senhor”. Ela julga ver o jardineiro. O relato sublinha a transformação a que a Ressurreição conduziu o ser de Jesus e a nova maneira de nos ligarmos a Ele. Uma nova relação se instala, baseada na escuta da palavra. Chamada pelo seu nome: Maria!, esta pode responder Àquele que identifica pela Sua voz. A força da Ressurreição toca na sua tristeza e fá-la “virar” no sentido próprio e figurado da palavra. E é, ao virar-se, que Madalena reconhece Jesus, O Cristo, seu Salvador. Passando das lágrimas de desespero ao grito do reconhecimento, ela recebe uma nova identidade. Torna-se mensageira dO Ressuscitado. A seguir, a ordem de Jesus, anuncia o fim do encontro físico : “Não me toques !…” A partir de agora os olhos da carne são impotentes para O ver e reconhecer. Maria Madalena representa por isso o crente chamado a crer pondo-se à escuta dO Mestre, que chama cada um pelo seu nome. Deste encontro de Jesus com Maria madalena, frágil, ainda banhado do claro-obscuro da fé no seu começo, surge suavemente a música da Boa-Nova. Uma música que vai tornar-se concerto, grito, testemunho: de Maria Madalena para os discípulos…, depois destes para todo o povo, como se lê nos Actos dos Apóstolos da 1a leitura. Assim se inicia o anúncio da Ressurreição que abre caminho através da história.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

SEGUNDA-FEIRA DA OITAVIA DA PÁSCOA – 28/MARÇO/2016

IdeAnunciarAosMeusIrmaosActos 2, 14. 22-33 ; Sal 15, 5. 8-11 ; Mateus 28, 8-15

“JESUS SAlU AO SEU ENCONTRO E DlSSE-LHES: SALVÉ!… ” ( Mat. 28,8-15) . As mulheres saíram do túmulo de Cristo ao mesmo tempo tristes e alegres. Não acreditavam nos olhos e ouvidos: tudo era demasiado belo para ser verdade. Mas não !, eis que Jesus vem ao seu encontro e o entusiasmo que sentem no coração não as engana: ajoelham-se aos pés de Cristo e adoram-nO. O evangelho de Mateus privilegia a manifestação de Jesus vivente, na montanha da Galileia, um país aberto ao mundo, ao contrário da Judeia que tinha rejeitado O Messias. Ele traduz a orientação missionária da comunidade de Antioquia (fundada em 38, pelos apóstolos Pedro e Paulo). A Boa-Nova está Continue a ler SEGUNDA-FEIRA DA OITAVIA DA PÁSCOA – 28/MARÇO/2016