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As famílias no próprio dia da primeira Comunhão

Acolhimento

A fim de proporcionar o acolhimento das crianças, de realizar uma breve preparação espiritual, de organizar a procissão de entrada, as crianças encontrem-se na Igreja paroquial meia hora antes das celebrações (às 10h30), sendo recebidas pelos seus catequistas.

Lugares e celebração da Santíssima Eucaristia

Depois da procissão de entrada, as crianças ficam junto dos seus pais, que, por isso, ficam dispostos nos bancos da Igreja segundo as indicações de lugar antecipadamente preparadas.

O vestir

O vestir da criança, que recebe o Corpo do Senhor pela primeira vez, seja digno, festivo e exprima o sentido cristão daquele momento.

A Comunhão

Neste dia, a Comunhão do Santíssimo Corpo de Cristo dá-Se directamente na boca, para exprimir a maior reverência à Sua Presença Real, sendo um modo apropriado à preparação requerida para receber o Corpo do Senhor da maneira mais frutuosa possível. Os pais e mães acompanham os seus filhos(as) no momento da primeira Comunhão deles e, estando espiritualmente dispostos e devidamente preparados, comungam.

O modo de estar

É de evitar o que, na prática, distrai durante a celebração apesar de parecer adequado, seja nas vestes (luvas), seja nas recordações religiosas (livros de primeira comunhão, terço). Recorde-se, por outro lado, que é nos dias da Profissão de Fé e do Sacramento da Confirmação, não na primeira Comunhão, que se traz a vela de Baptismo para a renovação das promessas baptismais. A vela é um símbolo (da fé); o Corpo do Senhor é a Sua própria divina Presença Real.

Recordação fotográfica

Em anos anteriores, com o fim exclusivo de salvaguardar a dignidade da celebração litúrgica e sem nenhuma contrapartida financeira, a Paróquia contactava um fotógrafo para a recolha de uma recordação fotográfica.
Tal prática deixou de ser viável devido à falta de procura mínima. Para os que participam na acção litúrgica não está prevista a utilização de máquinas fotográficas, smartphones, tablets, iPads ou outros meios que perturbam a celebração da fé. Cada família poderá, no entanto, indicar uma só pessoa para, assim desejando, recolher alguma recordação fotográfica. Qualquer movimentação será coordenada por uma equipa designada pelo pároco para o efeito, de modo a evitar a distracção das crianças neste dia que é dos mais belos e importantes da vida.

«A minha casa é casa de oração» (Lc 19,46)

A todos se requer o sentido do sagrado. A igreja é lugar de oração e de recolhimento para a escuta de Deus na sua Palavra e para a celebração dos Sacramentos.

Durante a celebração as crianças ficam junto dos seus pais em lugares da Igreja previamente distribuídos e guardados.

Saudações, novidades, conversas (coisas aceitáveis noutros lugares) na Igreja são inoportunas. Respeita-se a Presença Eucarística e o recolhimento dos outros, com o próprio recolhimento. Entrando na Casa do Senhor, faz-se a genuflexão, adorando-O, e no próprio banco ou outro lugar, faz-se o sinal da cruz, ficando de joelhos, em oração, preparando-se, com a virtude da fé, para a celebração da Santa Missa.

Respeitam-se também os lugares que estejam reservados para as crianças que fazem a primeira Comunhão e para os seus pais.

Durante a celebração da Eucaristia, além do sentido próprio do lugar sagrado, os baptizados rezam com o seu próprio corpo, templo do Espírito Santo e, na assembleia da comunidade crente, louvam a Deus em tudo, respeitando também as posturas corporais litúrgicas.

O apelo torna-se igualmente forte no que respeita aos momentos a seguir à celebração dentro da Igreja uma vez que se mantém tudo o que foi referido em relação às recordações fotográficas e a este espaço sagrado.

Com a colaboração de todos, com a graça de Deus e a intercessão de Nossa Senhora, primeiro Sacrário na terra, que estas breves indicações, todas importantes, cada uma no seu âmbito, possam contribuir para a alegria da melhor oferta dada às crianças no dia mais belo das suas vidas: a Comunhão do Corpo de Jesus.

Os sacramentos da Iniciação Cristã

Intimamente interligados

«Os sacramentos do baptismo, da confirmação e da santíssima Eucaristia encontram-se tão intimamente interligados, que se requerem para a plena iniciação cristã» (c. 482 § 2).

A idade de catequese

Em geral considera-se como idade de catequese o intervalo entre os sete anos (idade da razão e da discrição) e os catorze anos incompletos.

Obrigações dos pais

«Primeiramente os pais, ou quem fizer as suas vezes, e ainda o pároco têm o dever de procurar que as crianças, ao atingirem o uso da razão, se preparem convenientemente e recebam quanto antes este divino alimento, feita previamente a confissão sacramental; compete também ao pároco vigiar por que não se aproximem da sagrada comunhão as crianças que não tenham atingido o uso da razão ou aquelas que julgue não estarem suficientemente preparadas» (c. 914).
Os pais são aqueles que pedem à Igreja os sacramentos da Iniciação Cristã para os seus filhos com idade inferior a 14 anos completos.

Obrigações das crianças

«Estão obrigados às leis meramente eclesiásticas os baptizados na Igreja católica ou nela recebidos, que gozem de suficiente uso da razão, e, a não ser que outra coisa expressamente se estabeleça no direito, tenham completado sete anos de idade» (c. 11).

Condições

As condições para a comunhão das crianças são o uso da razão e a preparação devida. A preparação inclui o testemunho de fé dos pais (oração familiar; participação dominical no Sacramento da Eucaristia; frequência do Sacramento da Reconciliação), a vivência de fé das crianças e a sua formação catequética em grau suficiente.

Critério principal de discernimento é o de que a criança esteja em grau de distinguir entre o pão comum e o Pão Eucarístico (conhecimento suficiente e preparação cuidadosa, de forma que possam aperceber-se, segundo a sua capacidade, do mistério de Cristo e receber o Corpo do Senhor com fé e devoção; c. 913).

Forma prática de agir

A forma prática de ajuda a este discernimento é a verificação de que a criança «participa na missa do Domingo e Dias Santos de Guarda» (pr. 1). «A Eucaristia dominical fundamenta e sanciona toda a prática cristã» (CIC § 2181). Para isso o catequista regista semanalmente as presenças da criança na Eucaristia, incluindo os Domingos e os dias Santos de Guarda (c. 1246). O catequista deve cuidar e conservar estes registos para se manter objectivo e justo face às diferentes situações. Presume-se que a criança que «participa na missa do Domingo e Dias Santos de Guarda» o faz em liberdade, por razões de fé e de piedade, excepto alguma evidência contrária. Também se presume a declaração de verdade por parte da criança. Caso a participação na missa do Domingo esteja associada a algum grupo ou movimento social, a participação nos Dias Santos de Guarda torna-se particularmente significativa para aferir das razões de fé e de liberdade.

Pedido dos pais

Os pais, tornados participantes das suas obrigações e verificando-se nos seus filhos as condições para a recepção do Sacramento da Eucaristia apresentam o seu pedido à Igreja, na pessoa do pároco.

«Os ministros sagrados não podem negar os sacramentos àqueles que oportunamente os pedirem, se estiverem devidamente dispostos e pelo direito não se encontrarem impedidos de os receber» (c. 843 § 1).

 

 

Cédula da vida cristã

Na cédula da vida cristã, além dos elementos pessoais essenciais (nome, filiação, data de nascimento, naturalidade) contém os averbamentos dos sacramentos e celebrações: Baptismo, primeira Comunhão, profissão de Fé, sacramento da Confirmação, Matrimónio.

Cada averbamento é feito apenas na paróquia em que se realizou a respectiva celebração.

A todas as crianças que são baptizadas na Paróquia de Cristo Rei de Algés se entrega a cédula da vida cristã logo a seguir à celebração do Baptismo.

PARA PEDIR A CÉDULA: uma vez que o documento deve ser criado, dirigir-se ao acolhimento paroquial, nos dias feriais, das 9h às 12h30 e das 15h às 18h, até uma semana antes da respectiva celebração.

PARA AVERBAR NUMA CÉDULA QUE A CRIANÇA JÁ ADQUIRIU ANTERIORMENTE: entregar directamente ao pároco até à véspera da respectiva celebração, indicando claramente o que se pede.

Após o averbamento feito na paróquia, a cédula é entregue à criança (aos pais).

Primeira Comunhão: orientações litúrgicas

A entrada

A entrada das crianças em procissão com o sacerdote celebrante pode ajudar a melhor compreender que a comunidade se estabelece nesse momento.

A introdução dos fiéis na missa do dia

É feita por um catequista a seguir à saudação do altar e da assembleia.

Mesa da Palavra e da Eucaristia

A proclamação da Palavra de Deus na assembleia litúrgica e a distribuição da sagrada Comunhão é feita pelos clérigos e pelos ministros extraordinários segundo as disposições da Igreja (cf. IGMR 59-60).

A Oração universal

É feita com a participação das crianças que recebem a primeira Comunhão.

A apresentação dos dons

O cortejo das crianças com o cálice e as ofertas exprime de uma forma mais visível o valor e o sentido da preparação dos dons (cf. IGMR 73).

A Comunhão

Neste dia, a Comunhão do Santíssimo Corpo de Cristo dá Se às crianças directamente na boca, para exprimir a maior reverência à Sua Presença Real, sendo um modo apropriado à preparação requerida para receber o Corpo do Senhor da maneira mais frutuosa possível. Os pais e mães acompanham os seus filhos(as) no momento da primeira Comunhão deles e, estando espiritualmente dispostos e devidamente preparados, comungam (cf. RICA 368).

A adoração e acção de graças

Terminada a distribuição da Comunhão, o sacerdote e as crianças, acompanhadas pela assembleia oram diante do Santíssimo Sacramento colocado sobre o altar durante alguns momentos. Se se quiser também pode ser cantado pelas crianças e por toda a assembleia um salmo ou outro cântico de louvor ou um hino (cf IGMR 88).

Consagração a Nossa Senhora

Após os ritos de conclusão, as famílias podem dirigir-se até junto da imagem de Nossa Senhora para uma oração de consagração e entrega, com as palavras seguintes ou outras semelhantes:

Nós Vos bendizemos, Santa Maria
Mãe de Deus, da Igreja e da nossa família
Bendita sois Vós entre as mulheres,
pelas maravilhas que o Pai fez em Vós.

Bendita sois Vós porque na fé
acolhestes a obra do Espírito Santo,
e nos destes Jesus, nosso Salvador

Ele é nosso alimento no Pão da Eucaristia,
e por isso estamos felizes.

A Vós Maria, que cuidastes de Jesus,
fruto bendito do vosso ventre, Filho de Deus,
e desde criança O educastes na obediência ao Pai do Céu,
queremos hoje consagrar a nossa vida,

para sermos amigos de Jesus e entre nós,
para sermos obedientes à Palavra de Jesus.
para termos um coração alegre e puro,
como a veste branca do nosso Baptismo,

Vós que dissestes «Fazei o que Ele vos disser»
ensinai-nos a caminhar e a crescer na amizade com Jesus.

Santa Maria, nós Vos pedimos, hoje e sempre,
cuidai de nós e das nossas famílias,
na paz e na alegria que vem de Deus. Amen.

Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espirito Santo,
como era no princípio, agora e sempre. Amen.

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IGMR Introdução geral ao Missal Romano
RICA Ritual da Iniciação Cristã dos Adultos

SEXTA-FEIRA SANTA – 3/ABRIL/2015

a_CristoCrucificadoIsaías 52,13–53,12 ; Sal 30, 2. 6.12-13.15-17. 25 ; Hebreus 4,14-16; 5, 7-9 ; João 18, 1–19, 42

FIQUEMOS AOS PÉS DA CRUZ (Jo.18,1–19,42). Desolação. Sexta-feira Santa de lamentações e de silêncio. O abismo abre-se hoje, dia em que Jesus é crucificado. Na meditação e jejum, por um caminho de cruz, celebrando os mistérios dolorosos da Paixão dO Senhor, entramos no mistério desta crucificação. Talvez a lembrança da Cruz nos remeta demasiado vivamente à nossa experiência. Os sofrimentos vêm ao de cima, revelam-se. Dores físicas, feridas afectivas, angústias existenciais. Os corações agitam-se num combate invisível que nos afunda na confusão. O mal parece ocupar tudo… Não podemos esquecer-nos que é O Filho de Deus que está na cruz. Precisamos deste irmão que partilha os nossos sofrimentos. A nossa oração volta-se para Ele. Ao contemplar a cruz de Cristo vemos, nas torturas que lhE deram a morte, a solidão da condição humana: Ele está abandonado pelos homens, troçado, humilhado. A Paixão é a narrativa deste abandono. O sofrimento e o caminho da cruz são o sinal duma terrível confusão que ainda perdura no mundo. O pecado está sempre à espreita para nos confundir. Mas Jesus veio confundir esta confusão. Despojado até à morte, “Ele carregou os pecados da multidão e intercedeu pelos pecadores”, diz Isaías. No abismo desta Sexta-feira Santa, fiquemos aos pés da Cruz para partilharmos com Ele a Sua Paixão. Imitando S. João, que recebeu a mãe de Jesus como sua, descubramos um irmão crucificado cujas feridas curem os nossos pecados.

“Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye . Selecção e síntese: Jorge Perloiro.