Palavra do Papa Francisco, Meditações, notícias, leituras da semana, oração, vida paroquial. Domingo, 29 — FI_168_UnidadePastoral — FI_168_Alges
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SÁBADO – 28/JUNHO/2014
STO. IRENEU DE LIÃO (202). Bispo grego, teólogo e escritor cristão, conheceu S.Policarpo. Escreveu “Adversus Haereses” (Contra as Heresias), para combater o Gnosticismo. Ireneu dizia que a única forma de os cristãos se manterem unidos seria aceitar com humildade a autoridade doutrinária dos concílios episcopais.
CORAÇÃO IMACULADO DE MARIA. A celebração de hoje do“Coração Imaculado de Maria” convida-nos a comungarmos mais profundamente na abertura da Virgem Maria a Deus.
Isaías 61, 9-11 ; 1 Samuel 2, 1. 4-8 ; Lucas 2, 41-51
PACIÊNCIA PERANTE O INESPERADO (Luc.2,41-51). Maria, figura da humanidade resgatada, é a criatura mais próxima de Deus. Falar do seu Coração Imaculado remete-nos para as Bem-aventuranças e para a pureza de coração que nos abre à visão de Deus (Mat.5,8). Por isso é interessante notar também ela poder ficar confundida e não entender as palavras de Seu Filho, que também era O Filho eterno dO Pai. Mas, ao contrário dos pecadores que nós somos, ela não se acabrunhou perante o inesperado, nem duvidou, reconhecendo que o enigma do reencontro de Jesus no Templo a seu tempo seria compreendido.
“Meditações Bíblicas”, tradução das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl.Panorama, Ed.Bayard, Paris). Recolha e síntese: Jorge Perloiro.
SEXTA-FEIRA – 27/JUNHO/2014
A FESTA DA TERNURA. O mês de Junho é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus e tem por fundamento bíblico a passagem do evangelho de João (19,31-37) relativo ao lado trespassado dO Salvador na Sexta-Feira Santa na cruz. “Do Seu lado trespassado, jorrando o sangue e a água, Ele fez nascer os sacramentos da Igreja”, diz o prefácio da missa desta solenidade. Fixada na sexta-feira seguinte ao 2º domingo depois dO Pentecostes, esta festa poderá ser continuada a celebrar-se, ao longo do ano, nas primeiras sextas-feiras de cada mês. Foi na capela da Visitação do convento Paray-le-Monial que STA. Margarida Maria Alacoque (festejada em 16/Out.) teve a revelação da profundidade do amor de Cristo por todos os homens. É igualmente em Paray que S. Claude La Colombière, seu confessor jesuíta (festejado a 15/Fev.) tem uma capela. Temos de admitir serem, por virtude do seu realismo romântico, dificilmente suportáveis a maioria das imagens ligadas a esta devoção. Mas quem se atreverá a dizer que, numa sociedade de violência e de exclusões seja supérfula uma viril “ternura”? Num mundo de competição incessante, quem não reconhecerá a urgência de reintroduzir a mansidão da justiça quer nas relações pes-soais quer entre os povos, e a humildade nos tensos acordos humanos´? Para se construir a “civilização do amor” pede-se na oração da comunhão da missa de hoje que “Cristo nos ensine a reconhecê-lO nos nossos irmãos”.
Deuteronómio 7, 6-11; Sal 102, 1-4. 6-8.10 ; 1João 4, 7-16 ; Mateus 11, 25-30
“EU SOU MANSO E HUMILDE DE CORAÇÃO…” (Mat.11,25-30). Quem poderia ter idéia da mansidão e da humildade do coração de Cristo? Este coração, ao mesmo tempo divino e humano, fez-se todo amor ; nele só há obediência e fidelidade aO Pai. Tornando-Se um de nós, nada reteve para Si mesmo e jamais cessou de revelar o rosto de Deus dando-Se totalmente, até à morte, para fazer de nós, pela Sua Ressurreição, viventes que vêm Deus face a face. Hoje somos convidados a mitigar a sede na fonte de água viva que jorra do coração de Cristo (Jo.7,37-39), a acolher “a ternura do coração do nosso Deus” (Luc.1, 78) que vem visitar-nos, a deixar-nos conduzir pelO Filho até ao mais profundo do mistério trinitário que é comunhão, dom mútuo. Então, qualquer que seja o fardo a pesar sobre nós, tentemos dar resposta ao apelo de Jesus e não O deixar “só”, Ele que nos aguarda e que, na Sua humildade, Se propõe sem Se impôr. Assim, poderemos bendizer Deus no mais íntimo do nosso ser e encontrar repouso.
“Meditações Bíblicas”, tradução das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl.Panorama, Ed.Bayard, Paris). Recolha e síntese: Jorge Perloiro.
QUINTA-FEIRA – 26/JUNHO/2014
S. JOSE MARIA (1902-75). Fundador dO “Opus Dei”, obra apostada na recristianização do mundo do trabalho, e da “Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz”, com esse mesmo espírito de contínua presença de Deus. Nesta semana do Corpo de Deus recordemos um conselho de S. Josemaria: “Vai perseverante ao Sacrário, fisicamente ou com o coração, para te sentires seguro, para te sentires sereno : mas também para te sentires amado… e para amares!”
2 Reis 24, 8-17 ; Sal 78, 1-2. 3-5. 8-9 ; Mateus 7, 21-29
NÃO ANDAR À BUSCA DE RECONHECIMENTO (Mat.7,21- 29). “Senhor, não foi em Teu Nome que…” Aqui está algo que pode desorientar-nos se esquecermos como todas as acções são ambíguas. Será que são motivadas pelo duplo mandamento do amor ou pela busca de nós mesmos? Talvez, aproximando-nos da reacção dos“benditos dO Pai” (Mat.25,34-40) nos quais “a mão esquerda ignora o que faz a mão direita” (Mat.25,34-40), possamos entrever o critério para se reconhecer um agir conforme à vontade Deus. De facto, não juga ser o centro de tudo e ter liberdade interior para não andar à procura de reconhecimento, podem ser os sinais duma autêntica encarnação da Palavra pelo amor de Deus e dos nossos semelhantes.
“Meditações Bíblicas”, tradução das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl.Panorama, Ed.Bayard, Paris). Recolha e síntese: Jorge Perloiro.
QUARTA-FEIRA – 25/JUNHO/2014
BTO. JOÃO DE ESPANHA (1123-1160). Com dezasseis anos entrou no mosteiro cartuxo de Montrieux, onde após ser monge foi ordenado sacerdote. Graças à maturidade precoce das suas virtudes cristãs, foi eleito Prior com vinte e poucos anos. Foi no seu governo que se criou o ramo feminino do Carmelo.
S. PRÓSPERO DA AQUITÂNIA (depois de 455). Nascido na Aquitânia, região da Gália antiga, recebeu educação literária e filosófica. Secretário do papa S. Leão Magno contribuiu para propagar as ideias de STO. Agostinho contra o pelagianismo que exagerava a força do livre arbítrio, chegando a negar a necessidade da graça, a transmissão do pecado original e a distinção entre natural e sobrenatural.
2 Reis 22, 8-13; 23,1-3 ; Sal 118, 33-37. 40 ; Mateus 7,15-20
“PELOS FRUTOS OS RECONHECEREIS…” (Mat.7,15-20). Eis uma lição sobre jardinagem cheia de bom senso. E sobretudo uma boa lição de discernimento espiritual dada por Jesus aos discípulos: avaliar os frutos para considerar a sanidade da árvore. Não é no inverno nem mesmo na germinação primaveril que se pode verificar a qualidade duma árvore. É necessário tempo para discernir e é necessário ter tempo para se verem amadurecer os frutos da graça de Deus. Jesus chama-nos a uma vigilância que consegue ver para além das aparências enganosas. Mas onde está O Espírito de Deus aí germinam e amadurecem os frutos da alegria, da unidade, e da paz. “O Espírito Santo é como um jardineiro”, dizia o santo Cura d’Ars. Espinhos e cardos, uvas e figos representam dois mundos: o mundo da natureza entregue a si própria, que pode ferir-nos, e o mundo da natureza cultivada, que nos alimenta. Assim também os verdadeiros profetas, que transmitem a palavra de Cristo sem adoçarem ou negarem o carácter incontornável da porta estreita, convidando os homens a trabalhar sobre si mesmos e sobre as suas paixões (cólera, inveja, avareza…), para não permanecerem no estado da natureza selvagem. Então, as sementes do amor que Deus deposita no nosso coração, podem crescer como frutos de escuta, de benevolência e de paciência para com os outros.
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