Palavra do Papa Francisco, Meditações, notícias, leituras da semana, oração, vida paroquial. Domingo, 25 — FI_163_UnidadePastoral — FI_163_Alges.
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SÁBADO – 24/MAIO/2014
Actos 16,1-10 ; Sal 99, 2. 3. 5 ; João 15,18-21
“ATRAVESSA O MAR E VEM AUXlLlAR-NOS” (Actos 16,1-10). O homem Macedónio, que na visão clama por socorro, simboliza ao mesmo tempo os futuros santos da jovem Igreja e Nero, que iluminará os jardins de Roma com os cristãos cobertos de pez, a arderem como archotes vivos. Jesus não é demagogo ; Ele não esconde aos discípulos as provações que os esperam. E, todavia, vão partir com alegria à conquista deste mundo ambíguo, sabendo que o seu sacrifício contribuirá para acender a grande luz que iluminará a noite de todos os homens.
“O MUNDO ODElA-VOS…” (Jo.15,18-21). Se dois mil anos de cristianismo não o confirmassem, quem daria crédito a esta afirmação? Esses homens, mulheres e até crianças, que darão a vida, o corpo e alma, serão perseguidos e até mortos por quem desejam salvar. “O mundo odeia-vos”. Mas de que mundo se trata? S. João, o contemplativo, intérprete de Jesus, não sabe fazer a distinção que os seus comentadores posteriormente farão. Ele não nos diz que há “mundo” e “mundo”: o mundo que recusa e o mundo que acolhe. Ele sabe que este mundo é feito de mudança, como todo o homem; que a distância entre o ódio e o amor é por vezes curta, e que um não é senão a“face contrária” do outro. É pequena a diferença entre o movimento para se olhar alguém nos olhos, vendo aí reflectido o rosto de Deus-Amor, e o de lhe virar as costas. Paulo, ao chegar à Europa, irá encontrar, tal como na Ásia, este mesmo combate entre a luz e as trevas.
“Meditações Bíblicas”, tradução das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed.Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.
SEXTA-FEIRA – 23/MAIO/2014
STA. JOANA ANTIDA THOURET (1765-1826). Fundadora da “Congregação das Irmãs da Caridade”, em Besançon, tendo como padroeiro S.Vicente de Paulo. Enfrentou sem ressentimento a cisão da sua Ordem, hoje já reunificada sob o nome de “Irmãs da Caridade de STAJoana Antida Thouret”.
Actos 15, 22-31 ; Sal 56, 8-1 ; João 15,12-17
AMAI-VOS UNS AOS OUTROS (Jo.5,12-17). Não com amor sentimental mas com um amor efectivo, que compreenda e se coloque no lugar dos outros evitando tudo o que escandalizar. Mas também com um amor forte, que não deixe os irmãos adormeçerem, como na morte, em critérios e formas de ver caducas. Muitos homens e mulheres já trocaram promessas de amor e fidelidade, mas a originalidade do amor de Cristo está na sua bitola de referência : “como Eu vos amei”, ou seja até dar a vida pelos que se amam. O mandamento de Cristo é indissociavel da Cruz e do túmulo vazio: amar à maneira de Cristo passa por renúncias, esquecimento de si, mas busca a vida para quem é amado e para o que ama. Senhor !, eu deixo-Te chamar-me “meu amigo”, mas ajuda-me a responder à Tua amizade tentando amar os outros como Tu me amas !
“Meditações Bíblicas”, tradução das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed.Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.
QUINTA-FEIRA – 22/MAIO/2014
STA. RITA DE CÁSSIA (1381-1457). Casada 18 anos com um marido cruel, foi esposa dedicada e mãe de 2 rapazes. Com o assassinato do marido ficou viúva, mas a fé cristã deu-lhe a graça do perdão. Os filhos queriam vingar a morte do pai e ela insistia que também perdoassem, mas só conseguiu evitar a vingança por eles terem morrido de causas naturais, reconciliados com Deus. Sózinha no mundo, após sete anos de tentativas frustadas, pôde por fim entrar no convento das Agostinhas de Cássia. Religiosa exemplar, excedia-se nas mortificações e ficou famosa pela eficácia das suas orações. Canonizada em 1900, é chamada em Espanha “La Santa de los impossibles”.
Actos 15, 7-21 ; Sal 95,1-3.10 ; João 15, 9-11
CONCíLIO DE JERUSALÉM (Actos 15,7-21). Aprenderemos a amar se meditarmos na forma como se tomaram as decisões do primeiro Concílio da Igreja. Pedro, cujo temperamento era mais conservador, iluminado pelO Espírito, compreendeu que seria necessário abandonar a estrita observância das práticas do judaísmo; e sabemos como a partir de certa idade certas renúncias são difíceis! Ele tinha certamente vontade de quedar-se um pouco aquém. Paulo, naturalmente, queria avançar mais. Ambos se aperceberam que entre as 2 tendências havia um lugar, na caridade fraterna, graças aO Espírito. Guardaram por isso fielmente os ensinamentos dO Senhor e não romperam demasiado abruptamente com o passado, persuadidos de que, pouco a pouco, sem feridas e sem sofrimentos inúteis, o que tinha que cair caíria, como aconteceu. Hoje parece-nos bem curiosa a regra imposta de se absterem das carnes abafadas !
ALEGRIA COMUNICATIVA (João 15,9-11). Algumas horas antes de morrer, Jesus deixa-nos o Seu segredo. Ele revela-nos o segredo da Sua alegria: a fidelidade aO Pai, de quem Se sabe amado. Sua vida terrena foi uma relação de amor com O Pai, animada pelo Seu Espírito. Mas Ele quer partilhar esta relação:“Como O Pai Me amou, assim também Eu vos amei” ; “(Sede) fiéis aos Meus mandamentos (…) como Eu guardei fielmente os mandamentos de Meu Pai.” Senhor!, arranca-me do coração os sentimentos de tristeza, para irradiar a Tua alegria !
“Meditações Bíblicas”, tradução das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed.Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.
QUARTA-FEIRA – 21/MAIO/2014
STO. EUGÉNIO DE MAZENOD (1782-1861). Bispo de Marselha, fundou a Congr.ção das “Missionárias Oblatas de Maria Imaculada.” A ele se deve também a construção da Basílica de Nossa Senhora da Guarda que domina a cidade portuária.
Actos 15,1-6 ; Sal 121,1-5 ; João 15,1-8
“SE NÃO RECEBERDES A CIRCUNCISÃO…” (Act.15,1-6). Jesus concedeu o dom da paz aos aos Seus discípulos. Mas essa paz não significa ausência dos problemas inerentes à condição dos homens, mesmo na Igreja, como bem o sabemos e vivemos ultimamente. Todavia a paz contribui poderosamente para os resolver. Na caridade. Isto significa que no final dos conflitos, assim vivido, nunca haja vencidos e todos sejam vencedores. Quando surgem as dificuldades, o essencial é “reunir-nos para examinar a questão” como fizeram os Apóstolos. Porque, “onde dois ou três estiverem reunidos em Meu nome (disse Jesus) Eu estarei no meio deles”. Isto não impede os ambientes tensos, as discussões acaloradas, como foi o caso, facto aliás encorajador. Mas, como se vê mais adiante, a caridade terá sempre a última palavra se os homens, diferentes nos temperamentos, formação e cultura, mantiverem em comum a sua pertença à única e verdadeira Vinha.
PERMANECER NELE PARA VIVERMOS (Jo.15,1-8). Jesus utiliza 8 vezes o verbo “permanecer” nesta passagem do evangelho. Permanecer é expressão da fidelidade, e Jesus, que sempre foi fiel aO Seu Pai e à Sua missão de salvador, tem autoridade para falar disso. Mas para os discípulos, parece dizer Jesus, é questão de vida ou de morte: afastar-se d’Ele é caminhar para a própria perdição, “Ele tem as palavras de vida eterna”, e “a Sua carne é o verdadeiro alimento”. O discípulo não deve esquecer que é um simples sarmento, Jesus é que é a vinha e O pai O vinhateiro. Senhor!, o baptismo enxertou-me em Ti ; que nada nem ninguém me separe de Ti !
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