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TERÇA- FEIRA – 20/MAIO/2014

RomaChiesaJesuitaS. BERNARDINO DE SENA (1381-1444). Com os seus sermões este pregador franciscano contribuiu para a conversão de muitos ouvintes e propagou a devoção ao Santo Nome de Jesus simbolizado no monograma de 3 letras “ IHS ”(Jesus Salvador dos homens), que STO. Inácio de Loiola incorporou mais tarde, no século XVl, no símbolo dos jesuítas.

Actos 14,19-28 ; Sal 144,10-13ab. 21 ; João14, 27-31a

PauloEDeixadoComoMorto“É PRECISO PASSAR POR MUITAS TRIBULAÇÕES…” (Act.4,19-28). Ao dizer estas palavras aos anciãos colocados à frente da Igreja que fundara, Paulo não fazia exercícios de retórica nem se referia só ao seu passado ou ao que poderia suceder-lhe no futuro – bem sabia que o esperavam a prisão e as cadeias – referia-se a um episódio recente.   De facto, Paulo tinha acabado de ser apedrejado e abandonado inerte, como morto. Imaginamos portanto o seu corpo ainda magoado e coberto de feridas.  E, todavia, não pensemos que para ele as palavras proferidas por Jesus sobre a alegria fossem meramente teóricas.

PAZ, ALEGRIA, FÉ  (Jo.14,27-31a).  Jesus sabe que os discípulos estão perturbados, então fala-lhes de paz e dá-lhes essa paz. Jesus sabe que estão tristes, que a hora é grave, e fala-lhes de alegria, dessa alegria que depende da sua amizade. Apesar das provações a alegria e a paz são dadas a quem dá e, mais ainda, aos que se dão.   Aliás, numa das suas cartas, Paulo escreve: “tenho alegria em superabundância no meio de todas as dificuldades”. Há que sublinhar a expressão: no meio ; quem se enraizar na vida de Cristo será, relativamente às tribulações inerentes à sua condição terrena, como a árvore que sem se mover olha imperturbavel para a sombra a rodar à sua volta. Não se chega a isso de um dia para o outro ; nem toda a gente é Paulo, e a alegria e a paz, escondidas no fundo de nós mesmos, emergem muito devagar até ao nível do consciente.  Porém, os sofrimentos não são ninharias e não devem ser avaliados com ligeireza.   Jesus sabe que os discípulos estão tentados pela dúvida e pelo medo, então fala-lhes de fé, mas eles terão que aguardar a Ressurreição. Senhor, também eu preciso que Tu que me fales de Paz, de Alegria e de Fé!

“Meditações Bíblicas”, tradução das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed.Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

SEGUNDA-FEIRA – 19/MAIO/2014

SÃO IVO (1253-1303). Um dos santos mais queridos dos Bretões. Natural de Tréguier (Côtes-d’Armor) foi sacerdote dedicado e um juiz modelo, defensor dos pobres e dos oprimidos. Patrono dos advogados : “Sanctus Ivo erat Brito, Advocatus et non latro, Res miranda populo”.

S. CRISPIM DE VITERBO (1668-1750).  Frade capuchinho que foi cozinheiro, enfermeiro, jardineiro e finalmente, durante 40 anos, irmão mendicante do convento de Orvieto, tarefa que lhe deu ocasião para inumeráveis catequeses informais.

Actos 14, 5-18 ; Sal 113B, 1-4.15-16 ; João 14, 21-26

PauloEBarnabeCuramUmCoxo“CONVERTEI-VOS…” (Act.14,5-18). Ambiguidade da missão cristã em sociedades pagãs! Por terem curado o enfermo, Barnabé e Paulo vêem-se tomados por divindades gregas, Zeus (Barnabé), e Hermes (Paulo). Situação a que não falta o humor: Paulo é o “porta-voz” por excelência! Mas como convencer estes pagãos, que vêem neles deuses que assumiram a forma humana? É necessário ser-se pedagogo e Paulo apoia-se em textos judeus e nas tradições filisóficas gregas para proclamar O Deus único, criador de toda a vida. Num universo ordenado, Paulo empenha os pagãos a procurar os traços duma Presença. É uma reviravolta completa da perspectiva,  é uma conversão no sentido estrito. Mas será suficiente para levar a Deus Jesus-Cristo, morto e ressuscitado?

“FIÉIS AOS MEUS MANDAMENTOS…” (Jo.14,21-26).  As palavras de Jesus guiam no caminho da santidade, ao longo da história, inumeráveis multidões de homens e mulheres.   O Espírito estará com eles, diz O Senhor. Mas como agirá O Espírito Santo?  Por inspirações interiores?  Decerto, mas esta resposta não é suficiente. O Espírito também nos ajuda a ser fiéis aos mandamentos que Ele nunca deixa de recordar. Um dos papéis deste “Defensor” é justamente evitar-nos o perigo do esquecimento. S.Paulo escreveu : “Sem a ajuda dO Espírito ninguém pode dizer que Jesus é O Senhor”. Mas atenção! Em conjunto com a palavra do Apóstolo também escutamos o aviso de Jesus:“Não é quem diz: Senhor!, Senhor!, que entrará nO Reino dos céus, mas quem praticar os Meus mandamentos”. Senhor! Se me esquecer das Tuas recomendações fico entregue à subjectividade e deixo de ver os sinais do caminho que me conduzem a Ti.

“Meditações Bíblicas”, tradução das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed.Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

V DOMINGO DA PÁSCOA – 18/MAIO/2014

Em directo, 11h00: Regina Coeli.

Actos 6,1-7 ; Sal 32, 1-2. 4-5. 18-19 ; 1Pedro 2, 4-9 ; João 14,1-12

EstevaoFilipeProcoloCONSTRUIR SOBRE CRISTO, A PEDRA VIVA. O relato dos Actos dos Apóstolos e a epístola de S.Pedro convidam-nos a trabalhar neste mundo na construção da Igreja. E as expressões utilizadas são tão fortes que, para podermos construir bem, não nos é apenas pedido que peguemos nas pedras e as coloquemos, mas que sejamos, a exemplo de Cristo, também nós mesmos “pedras vivas”(1Pedro 2,5) desse Templo que é a Igreja. As circunstâncias que levaram os Apóstolos a instituir o diaconado demonstram-no bem. Sem ele a divisão, a inimizade, e até o ódio, teriam talvez surgido no seio das comunidades. A criação desta vertente da Igreja impediu-a de parar no seu caminho de crescinento. Aliás, o diaconado desenvolveu-se e permitiu que a Palavra de Deus chegasse a toda a terra.

COMO PODEMOS SABER O CAMlNHO (Jo.14,1-12). No Evangelho, Cristo não é apenas “pedra” fixada solidamente em terreno firme, Ele é também “Caminho” e nós somos os viajantes que seguimos por esse Seu caminho, única via de acesso à Verdade que leva à Vida. Construir e caminhar. Dois termos complementares e, seguramente, não contraditórios. Quanto mais sólida fôr a construção da Igreja no mundo, melhor poderá indicar aos homens o caminho da vida, que também é o caminho da unidade e do amor fraterno. O testamento de Jesus resume-se em poucas palavras: “Eu sou Deus. Acreditai em Mim”.  É o único pedido de Jesus aos discípulos. Eles necessitam reconhecer que Jesus é O Filho para sobreviverem à ausência dO Mestre. São convidados a fundamentarem a fé em Deus.  A partir de agora, nada será como antes. Os discípulos devem aprender a estar reunidos e a recordá-lO, a inventar os caminhos do anúncio e a manter viva a expectativa do Seu regresso.  Nós temos vantagem sobre os primeiros discípulos: nascemos na “hora posterior”, tempo da Igreja.  A nossa fé fundamenta-se no testemunho dos que nos precederam, a começar pelos companheiros que seguiram Cristo no Seu ministério, morte e ressurreição.  Mas tavez também nós sejamos hoje chamados noutra parte. Será que já esgotámos todas as formas de reunião? Alguns dos nossos memoriais merecem ser aprofundados, e têm que ser reinventados os caminhos da nova evangelização têm que ser reinventados. Para onde foi o entusiasmo da nossa esperança?  Quando proclamarmos em conjunto O Credo, a fé dos Apóstolos, recordemo-nos que nós acreditamos em Jesus-Cristo,Filho único, nosso Senhor. Ele é O Caminho, a Verdade e a Vida.

“Meditações Bíblicas”, tradução das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed.Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

Mensagem do Patriarca de Lisboa, Dom Manuel Clemente, para a Festa da Família

B_FestaDaFamilia2014Caríssimas Famílias do Patriarcado de Lisboa

É com alegria e esperança que vos convoco para o nosso encontro de 25 de maio. Como sabeis, é uma iniciativa da Pastoral Familiar do Patriarcado e realiza-se em Mafra, com o lema “Família, vive a alegria da fé”.

Ao longo do dia teremos ocasião de conviver, partilhar e celebrar. Na Missa da tarde festejaremos especialmente as Bodas Matrimoniais de muitos casais presentes (10º, 25º e 50º aniversário). Cada um desses casais demonstra a possibilidade real e os frutos verdadeiros do matrimónio cristão.

Concretizam a esperança, que eles mesmos alimentam para todos. Pois há quem duvide, hoje em dia, de que a família, biblicamente compreendida, seja viável. Aumentam as uniões de facto e propõem-se outras formas de “conjugalidade”, que contrariam a proposta bíblica e a tradição da humanidade em geral: complementaridade masculino-feminino e abertura à geração de filhos. Questiona-se até a possibilidade de manter hoje uma união una, indissolúvel e fecunda, como se propõe no sacramento do matrimónio…

Mas quem «se casa no Senhor» (cf. 1ª Carta aos Coríntios 7, 39), enfrenta as dificuldades que sempre surgem em qualquer caminho humano com a convicção crescente de que a Páscoa de Cristo (morrer para si e viver para o outro, ganhando-se plenamente no conjunto) é o modo mais completo e feliz de realizar a sua vida, pois «a felicidade está mais em dar do que receber» (Actos dos Apóstolos 20, 35).

É para partilhar e celebrar esta verdade vivida e convivida da família cristã, na tradição das gerações que se sucedem, que nos encontraremos em Mafra no próximo Domingo 25. Porque sabemos que é possível, desde que cumpramos a nossa parte na preparação e acompanhamento do matrimónio e da família; e porque serenamente o propomos, confiados na graça do Senhor Jesus.

– Lá vos espero!

+ Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa