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QUARTA-FEIRA – 9/JULHO/2014

 STA. VERÓNICA GIULIANI (1660-1727). Clarissa e mística italiana. Viveu durante 30 anos com os estigmas da Paixão de Cristo.

STOS. AGOSTINHO ZHAO RONG e CC. Primeiro sacerdote chinês martirizado. Faz parte dos 120 mártires, canonizados em 2000, que deram a vida por Cristo, na China, do séc. XVII ao séc. XX .

Oseias 10, 1-3. 7-8.12 ; Sal 104, 2-7 ; Mateus 10,1-7

UMA VINHA CHEIA DE VIÇO (Oseias 10,1-3.7-8.12). Oseias reflecte acerca dos males que caiem sobre o povo. Utiliza a imagem da vinha que Deus plantou e quer fazer frutificar;  denuncia aquilo a que que se pode chamar “a ambiguidade do bem”. De facto quanto mais se multiplicavam os frutos mais Israel multiplicava os altares, ou seja a idolatria, com as consequências nefastas que todos conhecemos.  Fenómeno que se verifica frequentemente na nossa vida. Mas a culpa não é da vinha! Se a vinha fosse estéril continuaria a haver bêbados: os espíritos malignos vagueiam à nossa volta à procura do mais pequeno interstício por onde possam voltar para ocuparem o seu lugar.

DozeApostolos_PedroAJoaoDozeApostolos_FilipeATadeuUMA IGREJA VOL- TADA PARA OS OUTROS (Mat.10,1-7). Se Cristo escolheu os Doze, foi para os formar e enviar ao mundo, não foi para eles fazerem milagres sem uma razão maior que ultrapassasse os próprios milagres.  Foi, como Ele próprio lhes disse, para proclamarem que “O Reino dos Céus está próximo”. A expressão implica uma abertura que é barreira definitiva aos espíritos do mal.   De facto, quando O Reino está próximo, o bem perde a sua ambiguidade, e Deus faz frutificar a Sua vinha sem a contrapartida do mal.

“Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

TERÇA-FEIRA – 8/JULHO/2014

Oseias 8, 4-7.11-13 ; Sal 113B, 3-10 ; Mateus 9, 32-38

“ELES AGIRAM SEM ME CONSULTAR” (Os.8,4-7.11-13). É esta censura que Deus faz ao Seu Povo.  Todavia, estes homens estão cheios de boa vontade e procuram agradar a Deus. São generosos e dão o seu ouro e dinheiro para fabricar o que o profeta chama “ídolos”. E esses ídolos são, no espírito dos que se ajoelham à sua frente, imagens que representam o verdadeiro Deus. Porém Deus é severo e ameaça fazê-los voltar ao Egipto, ou seja, à escravidão.  Fraquezas dos homens que se atêm apenas ao seu juízo e não vêm “consultar Deus”…   Diz-se na Escritura:“Há caminhos que parecem direitos ao homem mas que terminam no fundo do inferno”.   Ninguém está livre de os percorrer, e S.Bento cita este texto aos seus monges. Podemos chamar “mal” ao que é “bem” e “bem” ao que é “mal” se nos esquecemos de consultar Deus.

JesusCuraOPossessoMudoO OLHAR DE JESUS (Mat.9,32-38). Este relato também retrata as comunidades cristãs de 2014!  Muitas sentem-se abandonadas, sem pastor.  Sim, as nossas comunidades são pobres e colocam-se questões. Neste contexto não jogaremos nós aos exorcistas como os fariseus ? Podemos até dizer de Jesus : “É pelo chefe dos demónios que Ele expulsa os demónios”. Somos tentados a ver só os fracassos ou o que está contra os nossos interesses. Consultar Deus para evitar este perigo não deve ser um acto passageiro, mas a atitude permanente do espírito e do coração.  Jesus propõe-nos a alternativa missionária: ter o Seu olhar, um olhar de piedade pelo povo.  Ser trabalhador da missão, é ver sempre as necessidades dO Reino.

“Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

SEGUNDA-FEIRA – 7/JULHO/2014

Oseias 2, 16. 17b-18. 21-22 ; Sal 144, 2-9 ; Mateus 9,18-26

JesusCuraAHemorroisa_Luiken“SE EU PUDER TOCAR NO SEU MANTO…” (Mat.9,18-26). Este pensamento de fé da hemorroísa leva-nos a meditar na cena da transfiguração em que vemos as vestes de Jesus participar da Sua glória divina: elas resplandecem. A pobre mulher pressente que Jesus Cristo é mais que Jesus, no sentido de que Ele comunica tudo o que é a tudo o que O rodeia ; é este o simbolismo do vestuário. Ela consegue de facto tocar a franja do Seu manto (ou seja a parte mais exterior) e fica curada. Mais ainda, Jesus diz-lhe: “A tua fé curou-te”.  Se a mão da menina morta tivesse tocado, mesmo ao de leve, na franja do manto de Jesus isso teria bastado para a trazer de volta à vida. Como gostariamos de ter estado presentes neste acontecimente relatado por Mateus! Mas a nossa vida difícil não se enfraquece, o espírito não divaga, as relações não se distanciam? Um pouco como esta mulher ou esta menina, nós fazemos a experiência da separação, mas deve- mos pôr-nos em espírito no lugar da mulher doente e do pai da criança morta, para nos inspirarmos nos seus actos de fé. Para os  contemporâneos de Jesus, ambas estavam mortas: uma socialmente, porque impura, e a outra fisícamente.  Mas Jesus derruba os muros da separação e abre-nos à vida. Tal como Ele, somos convidados a derrubar os muros e a restabelecer a Aliança com O Senhor e com cada um. Tenhamos confiança na vida que Ele nos dá.  Devemos reflectir que fazemos parte das“vestes” de Jesus, e que a nossa adesão a Ele pode ser tão profunda que os doentes e mortos espirituais, no simples contacto connosco, encontrem igualmente a saúde e a vida. Há homens e mulheres que viveram e vivem esta intimidade e nós conhecemo-los: são os santos. Hoje celebramos o português, BTODiogo de Carvalho (1624), cujo zelo missionário o fez entrar aos 16 anos nos Jesuítas, em Coimbra, para depois em Macau concluir os estudos de filosofia e teologia e dali partir para o Japão, Cochinchina e Tartária onde foi o 1º a celebrar a Eucaristia. Morreu mártir no Japão para onde regressara.  Os santos, em relação a Cristo, são um fato feito sob medida.  Então porque não nós, porque não eu?

“Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

XlV DOMINGO DO TEMPO COMUM – 6 JUNHO/2014

BTA. MARIA TERESA LEDOCHOWSKA (1863-1922). Esta condessa austríaca de origem polaca fundou, em 1894, o “Instituto S. Pedro Claver” dedicado ao serviço da Igreja missionária.

Zacarias 9, 9-10 ; Sal 144, 1-2. 8-11.13cd-14 ; Romanos 8, 9.11-13 ; Mateus 11, 25-30

TresBellesHeures_TurimO MESSIAS QUE VEM COMO REI HUMILDE (Zac.9,9-10). Numa linguagem diferente, hoje, os responsáveis das Igrejas, não acrescentam nada ao que o profeta Zacarias já proclamava ao anunciar a vinda dO Rei-Messias: não há verdadeira solução para o problema da guerra – que é questão de sobrevivência da humanidade – fora do Evangelho. De facto, sabemos que as raízes da guerra devem procurar-se mais no coração do homem do que nos acontecimentos passageiros do mundo. “De onde vêem as guerras – perguntava já S. Tiago na sua encíclica (Tiago 4,1) -, não vêm precisamente das paixões que se combatem nos vossos membros ?” Fabricam-se menos armas nas oficinas de morte do que em nós mesmos. É sempre a porta íntima do nosso arsenal que se abre primeiro. E quem poderá compreender que o “criminoso de guerra” em potência, que cada um é, tem no próprio coração uma dupla chave desse arsenal de morte ?

A REVELAÇÃO AOS PEQUENINOS (Mateus 11,25-30). Só quem entender isto pertencerá à categoria dos“pequeninos” de que fala Jesus. Quem compreender isto…, não apenas intelectualmente (então pertencerá ao grupo dos“sábios e inteligentes”), mas graças à sua vida, posta, como pede S.Paulo, sob o domínio dO Espírito. Só assim desaparecem do seu coração, pouco a pouco, os “carros de guerra”. Então ele subscreverá com a própria existência o tratado de paz celebrado entre o céu e a terra, e contribuirá para a vitória sobre as forças do mal ; vitória muito mais profunda do que a que poderemos conhecer neste mundo : a vitória de Cristo, O Rei-Messias. No texto de Mateus, Jesus dirige-se aO “Pai” para “proclamar o Seu louvor”. O motivo está na “revelação aos pequeninos” daquilo que O Pai esconde aos “sábios e inteligentes”. A seguir, Jesus fala longamente de Si mesmo. O Pai confiou-lhE tudo. A revelação dO Pai passa unicamento pelO Filho com quem Jesus Se identifica. Os que sofrem sob “o peso do fardo” encontram“repouso” junto de Si. Jesus convida os ouvintes a serem “Seus discípulos” tomando sobre eles o Seu jugo, o Seu fardo, para encontrarem esse repouso. Esse jugo é “fácil de levar”, esse jugo “é leve”. Os evangelhos estão contruidos a partir da Páscoa e para a testemunharem. Acreditar nO Crucificado ressuscitado não é fácil. Os discípulos de Jesus estão na expectativa dos tempos novos e definitivos de Deus que tardam em chegar! O evangelista encoraja-os, recordando-lhes que a ressurreição muda tudo e transfigura a sua vida. O jugo tão pesado dO Senhor torna-se então fácil de levar e o Seu fardo, tão pesado, torna-se leve. Os “mansos”, os “humildes”, na Bíblia procuram viver o melhor possível o ensinamento divino. Jesus é O seu melhor representante pois Ele manifestou uma perfeita união aO Seu Pai e nunca Se afastou d’Ele. Ao contrário dos mansos e dos humildes, os “sábios” e os “inteligentes” representam aqui aqueles que pensam serem eles próprios pequenos deuses, apagando assim das suas vidas O Senhor do céu e da terra. Aquilo que o evangelista critica não é a procura nem a reflexão, mas sim a pretensão de atingir por si mesmo a felicidade, o repouso. Os cristãos acreditam que a felicidade e o repouso só se alcançam pelo, e no, acolhimento dO Pai e de Seu Filho. Esta é a atitude dos “pequeninos”, daqueles que têm plena confiança nO Senhor.

“Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

Jornada Mundial da Juventude – Cravóvia 2016

Oração para a Jornada Mundial da Juventude
Cracóvia – 2016

Deus, Pai misericordioso,
que revelastes o Vosso amor no Vosso Filho Jesus Cristo e
o derramastes sobre nós no Espírito Santo Consolador,
confiamos-Vos, hoje, o destino do mundo e de cada homem.

Pai Celestial,
concedei que possamos dar testemunho de Vossa misericórdia.
Ensinai-nos a transmitir
a fé aos que estão em dúvida,
a esperança aos que estão desanimados,
o amor aos que se sentem indiferentes,
o perdão aos que erraram e
a alegria aos que estão descontentes.

Permiti que a centelha do Vosso amor misericordioso,
acesa em nós, se torne fogo que
transforma corações e renova a face da terra.

Maria, Mãe de misericórdia, rogai por nós.
São João Paulo II, rogai por nós.