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QUARTA-FEIRA – 22/JANEIRO/2014

QUARTA-FEIRA – 22/JANEIRO/2014
5ºDIA DO OITAVÁRIO: JUNTOS, SOMOS CHAMADOS À COMUNHÃO.  Pai cheio de amor, Tu chamaste-nos à comunhão com O Teu filho e escolheste-nos para repartir frutos testemunhando O Evangelho.  Pela graça dO Teu Espírito, torna-nos capazes de nos amarmos uns aos outros e de permanecer na unidade, a fim de que a nossa alegria seja completa.
S.VICENTE, PADROEIRO DE LISBOA (304). Natural de Saragoça e martirizado em Valência na perseguição de Diocleciano. Afonso Henriques mandou trazer as relíquias do cabo de S.Vicente para Lisboa. A nau, seguida por corvos está nas armas da cidade.  Padroeiro da Diocese do Algarve e do Patriarcado de Lisboa.
S.VICENTE, PALLOTI  (1795-1850).   Desejoso de ser “trabalhador incansável” do Evangelho este sacerdote romano fundou a “Sociedade do Apostolado católico” (Pallotinos).  Canonizado em 1963 por João XXlll.
1 Samuel 17, 32-33. 37. 40-51 ; Sal 143,1. 2. 9-10 ; Marcos 3,1-6
QUANDO A PRUDÊNCIA DISSIMULA O MEDO  (Mar.3,1-6). Viver segundo a letra ou viver segundo o espírito
da Revelação ? A pergunta tem toda a actualidade. Este evangelho incita-nos a ter presente a visão do ensino de Jesus, O qual veio para “salvar” e não para “matar”, para reacender e não para apagar a mecha que ainda fumega.    Ele convida-nos igualmente a sair da prudência que serve tantas vezes para justificar o medo de nos comprometermos. Jesus, com efeito, poderia ter-Se refugiado por detrás da observância do sábado para ignorar o homem de mão paralizada e evitar assumir riscos. Aliás Ele põe a questão nos termos da Lei: permitido ou proíbido?  Mas leva de imediato quem O escuta para o terreno de fazer o bem ou de fazer o mal, de salvar ou matar. A pergunta fica modificada e já não se trata de saber se a lei autoriza ou não, mas de procurar o bem do outro, de fazer viver mais e melhor (o contrário de fazer morrer). Ao regime do “permitido”, do “autorizado”(existin), Jesus contrapõe a Sua própria “autoridade”(exousia), sobre a qual os que O cercam se interrogarão. Trata-se de um mesmo vocabulário, mas Jesus resolve as controvérsias sobre a Lei com a autoridade pessoal que lhE vem de Deus: a Lei de fazer viver.

“Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris)

TERÇA-FEIRA – 21/JANEIRO/2014

TERÇA-FEIRA – 21/JANEIRO/2014

4ºDIA DO OITAVÁRIO: JUNTOS, NÓS PROCLAMAMOS QUE DEUS É FIEL. Deus fiel, nós Te damos graças pelo Teu amor inabalável e pela Tua fidelidade que se eleva até aos céus.  Assim, enquanto esperamos em alegre esperança a plena unidade visível da Tua Igreja, trabalhando e orando juntos para a obter, enche-nos de confiança nas Tuas promessas. Nós Te rogamos, único Deus, agora e para sempre, por Jesus-Cristo, Nosso Senhor, no poder dO Espírito Santo.

STA. INÊS (Séc.IV). Segundo STO Ambrósio, esta jovem cristã romana tinha só 12 anos quando sofreu o martírio a fim de preservar a virgindade das suas núpcias com Jesus Cristo.  A seguir, a lenda apoderou-se das formas da sua morte.

1Samuel 16,1-13 ; Sal 88, 20-22. 27-28 ; Marc.2, 23-28

OsDiscipulosColhemEspigas_JacquesTissotA NOSSA IDENTIDADE CRlSTÃ. Jesus e os Seus discípulos são quem hoje aborda com novidade e não na repetição, práticas ancestrais cujo significado profundo fora esquecido. De facto, no judaísmo, a compaixão (face ao outro como a si mesmo), sempre estivera antes da observância do sábado : “O sábado foi feito para o homem e não este para o sábado”. Esta atitude de Jesus faz-nos interrogar sobre a forma como vivemos a identidade cristã: em função do que é permitido ou proíbido, que nos leva a espiar os outros, a julgá-los e a passarmos ao lado do que
é essencial, ou na alegria da presença de Cristo ressuscitado, que liberta e dilata o espírito e o coração?

“Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris)

SEGUNDA-FEIRA – 20/JANEIRO/2014

SEGUNDA-FEIRA – 20/JANEIRO/2014

3ºDIA do OITAVÁRIO: JUNTOS, NÃO NOS FALTA NENHUM DOM DA GRAÇA. Deus fiel, nós Te bendizemos por nos dares todos os dons necessários para nos elevarmos à dimensão de Cristo na Sua plenitude : a sabedoria, os dons de serviço e o pão que nos concedes. Ajuda-nos a ser sinais da abundância dos Teus dons, e refaz-nos na unidade a fim de transmitirmos os benefícios dO Teu Reino eterno nos lugares de sofrimento e de miséria.

S.SEBASTlÃO(Séc.lll). Este brilhante oficial romano socorria os cristãos perseguidos peloSaoFabiaoESaoSebastiao imperador Diocleciano. Denunciado, foi alvos dos arqueiros, mas só às bastonadas foi finalmente morto.

S.FABlÃO, Papa (200-250). Eleito sem que ninguém esperasse, depois de pousar-lhe na cabeça uma pomba, considerada sinal dO Espírito. Morreu na prisão durante a perseguição do imperador Décio.

1 Samuel 15,16-23 ; Sal 49, 8-9.16bc-17. 21. 23 ; Marcos 2,18-22

LIBERDADE E DISCERNIMENTO (Marc.2,18-22). O Evangelho de hoje é um evangelho PorqueNaoJejuamOsTeusDiscipulosde liberdade. De uma liberdade que se enraíza num caminho de discernimento, proseguido à luz e em função da presença de Cristo ressuscitado. Jejuar ou não, preferir o antigo ao novo não é em si o mais importante. Não se trata de cair nem na rotina, por medo ou falta de imaginação, nem muito menos numa fuga para a frente regeitando sistematicamente as práticas marcadas pela “desgaste” do tempo. O que, pelo contrário, é essencial está na escuta“do que O Espírito diz às “Igrejas” (Ap.2,11) e a cada um de nós, aqui e agora. Temos que agradecer pelos bens que recebemos por meio da nossa Mãe, a Igreja. São dons sem preço. O que seria da vida sem os meios de santificação que são para nós os sacramentos ? Como seria possível conhecer-se o ensino de Jesus se ele não tivesse sido guardado com tão grande fidelidade, pela Igreja ? A Igreja é santa apesar das fraquezas dos seus filhos – que sempre são só pessoais – ainda que as faltas tenham grande influência no resto dos irmãos. Mas como “pelos frutos se conhece a árvore”, são incontáveis os fiéis, vivos e mortos, que vivem(ram) a sua fé heroicamente ! De facto, quantas mães não levam adiante as famílias, cheias de fé e generosidade, esquecidas de si ; quantos trabalhadores de várias profissões não santificam o seu trabalho; quantos estudantes não realizam apostolado, caminhando sem vergonha contra o “socialmente correcto”; quantos doentes, em casa ou no hospital, não oferecem com alegria e paz as suas vidas e dores pelos irmãos…?

“Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris)

II DOMINGO DO TEMPO COMUM – 19/JANEIRO/2014

II DOMINGO DO TEMPO COMUM – 19/JANEIRO/2014

2º DIA DO OITAVÁRIO: JUNTOS, DAMOS GRAÇAS UNS PELOS OUTROS. Senhor cheio de bondade, nós Te agradecemos por todos os benefícios da Tua graça que descobrimos na nossa própria tradição e nas tradições das outras Igrejas.    Faz que a nossa gradidão continue a crescer através dos nossos reencontros e da experiência sempre renovada do Teu dom de unidade. Isto Te pedimos por Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Isaías 49, 3. 5-6 ; Sal 39, 2.4ab.7-10 ;  Coríntios1,1-3 ; João1, 29-34

OBaptismoDeJesus_ElGrecoEU VI O ESPÍRlTO SANTO DESCER E PERMANECER SOBRE ELE (Jo.1,29-34).  Apenas S. João Baptista, sózinho, se exprime. O discurso começa no momento em que Jesus vem até ele. Jesus é “O Cordeiro de Deus”.  Muitos textos litúrgicos ganhariam força se traduzidos numa linguagem actual, mas esta estranha expressão, “Cordeiro de Deus”, não pode sê-lo: ela é demasiado central e temos que deixar a liturgia ensiná-la. Um biblista explicar-nos-á que ela contém duas imagens: a do cordeiro pascal, que simboliza a redenção de Israel (Êxodo12,1-28), e a do Servo, que aparece no Livro de Isaías repetida em quatro ocasiões, tal como hoje por três vezes na sua leitura.  Através da humilhação e exaltação desta misteriosa personagem, Deus toca a nossa humanidade a uma profundidade que nenhum profeta imaginou.
É a liturgia que nos faz reviver este re-encontro, ela instala Deus na nossa vida e faz-nos entrar nos muros da Sua cidadela.  Invocar O Cordeiro de Deus é lembrar-nos do perdão e pedir a Deus para o fazer nascer em nós, e que o clamor a pedir paz que sobe da humanidade possa encontrar resposta e cessarem as injustiças, divisões e conflitos. João continua o seu discurso da mesma maneira misteriosa : Jesus deve estar “antes dele”, mesmo que que venha “depois dele”, pela boa razão de que Ele existe antes dele. Por duas vezes João afirma que não conhecia Jesus, e que se O conhecia era sómente graças aO que o enviara a baptizar “para (Jesus) ser manifestado ao povo de Israel”.   E por duas vezes ainda, João insiste sobre o “testemunho” que dá: testemunho que O Espírito Santo veio descer sobre Jesus, testemunho que Ele é O Filho de Deus. Jesus de Nazaré não foi o primeiro sobre o qual desceu O Espírito de Deus; dizia-se isto mesmo de todos os reis de Israel desde Saúl, David e seus sucessores.  Mas todos tinham demonstrado que podiam atraiçoar radicalmente as inspirações dO Espírito. João Baptista diz-nos ser Jesus sobre quem O Espírito permanece definitivamente – habita –  forma de afirmar que todas as Suas acções são também acções dO Espírito.  O testemunho de João é impressionante.  Por um lado, apresenta Jesus como O Cordeiro de Deus que tira – que assume – o pecado do mundo, e aceita a referência messiânica de Jesus como Servo sofredor, comparavel aO Cordeiro que se deixa levar aos tosquiadores para depois ser morto. Por outro lado João reconhece-O como alguém que está antes de Si, que caminha à sua frente e nos convida a caminharmos na Sua companhia. Reconhece-O deste modo porque testemunhou a comunhão de Jesus com O Pai, no sopro dO Espírito, na nova criação saída das águas do Jordão. Também nós experimentamos ao longo da vida a manifestação de Jesus na Sua comunhão com O Pai, nO Espírito.  Esta experiência assume as mais variadas formas e, assim -à semelhança de João – também somos chamados a dar testemunho. Será que estamos cientes das implicações desta vocação, a que não podemos fugir?

“Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris)