SÁBADO – 25/JUNHO/2016

Lamentações 2,2.10-14.18-19; Sal 73,1-7.20-21; Mateus 8, 5-17

“SENHOR, EU NÃO SOU DIGNO…” ( Mat. 8,5-17). O centurião romano pressentiu o segredo de Jesus. Com esta frase que lhE dirige, exprime o mistério da palavra criadora e recriadora. Ele tem poder sobre alguns soldados, mas Jesus tem a autoridade sobre toda a criatura : uma simples palavra Sua bastará para o servo ficar curado. O centurião não lhE pede demoras no tempo para se poder acostumar às maravilhas de Deus: está para além das maravilhas, com o coração de um pobre que pensa não ter direitos. A admiração de Jesus a respeito deste homem, ainda por cima pagão, confirma a Sua mensagem: apenas a fé salva. Mas a vitória de Jesus sobre o Mal tem um preço: Ele fica carregado com os nossos sofrimentos até os apresentar – em Si mesmo – aO Pai das misericórdias que deseja, através deste Seu Filho, libertar-nos.

“Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

SEXTA-FEIRA – 24/JUNHO/2016 NASCIMENTO DE S. JOÃO BAPTlSTA

24Jun_NascimentoSaoJoaoBaptistaOs assistentes desta cena evangélica estão intrigados com os acontecimentos maravilhosos que envolvem o nascimento de João, o futuro Baptista: a avançada idade de seus pais, o mutismo provisório de Zacarias, a concordância espontânea de ambos acerca do nome. “O que irá ser este menino…” Numa família sacerdotal, há o costume de conservar a tradição do nome. Como o pai, a criança devia chamar-se Zacarias. Mas O Espírito guia-lhe os passos de forma particular. Sem se consultarem, o pai e a mãe dão-lhe o mesmo nome, atestando o seu destino extraordinário. João será a Voz, a preparar os caminhos dO Senhor. “O que será então esta criança?”, pergunta que se coloca cada vez que um pequenino vem ao mundo. Algo misterioso dos planos de Deus está sempre presente. Em qualquer recém-nascido “Deus lembra-Se” (“Zacarias”) e “Deus dá a graça” (“João”)!

Isaías 49, 1-6; Sal 138, 1-3. 13-15 ; Actos 13, 22-26; Lucas 1, 57-66. 80

“…O SENHOR CHAMOU-ME…” (Is. 49,1-6) . Desde o ventre de minha mãe…” Esta expressão caracteriza a vocação dos grandes profetas de Israel. Encontamo-la no início do Livro de Jeremias, e S. Paulo usa-a na Carta aos Gálatas. Que significa este apelo que precede o nascimento e está no acto criador de Deus? Continue a ler SEXTA-FEIRA – 24/JUNHO/2016 NASCIMENTO DE S. JOÃO BAPTlSTA

QUINTA-FEIRA – 23/JUNHO/2016

23JunSaoJoseCafassoS. JOSÉ CAFASSO (1811-1860). Sacerdote e professor de teologia moral em Turim. Foi o director espiritual de S. João Bosco, cuja obra encorajou. Antes de morrer escreveu esta linda estrofe: “Não será morte mas doce sono, para ti alma minha, se ao morrer te assistir Jesus e te receber a Virgem Maria”. Foi canonizado em 1947 .

2 Reis 24, 8-17 ; Sal 78, 1-2. 3-5. 8. 9 ; Mateus 7, 21-29

“…PORQUE ELA ESTÁ FUNDADA NA ROCHA… ” (Mat. 7,21-29). Mas afinal que devemos fazer? Que reclama de nós este desconcertante Senhor? Nada, precisamente. Nada mais além de olhar para Ele, O Filho de Deus feito homem, para que também nós possamos ser filhos de Deus. Para trabalhar nas obras de Deus a única coisa a fazer é acreditar. Para nos reconhecer Seus filhos, para realizar a Sua obra em nós, a única obra que O Pai espera é a fé. Desta atitude fundamental de um coração filial, mais desejoso de procurar decifrar o que agrada aO Pai do que apresentar actos para própria satisfação, poderá então jorrar tudo o resto : a oração e a açcão “em nome de Jesus”. Porque os fundamentos da fé terão sido Continue a ler QUINTA-FEIRA – 23/JUNHO/2016

QUARTA-FEIRA – 22/JUNHO/2016

22Jun_SaoJoaoFisherESaoTomasMoreNão temos todos a vocação para mártires, destes santos que hoje celebramos: S.PAULINO DE NOLA (353-431), bispo, discípulo de Sto Ambrósio e último dos poetas latinos, que sofreu na carne o saque de Roma dos Godos de Alarico, ou
S. TOMÁS MORE (1478-1535), Chanceler de Inglaterra, S. JOÃO FISHER (1469-1535), bispo de Rochester, paradigmas de “homens justos para a eternidade”, íntegros em tudo, decapitados sómente por se oporem ao cisma do rei Henrique VIII. A falta de resposta aos anseios de Deus a nosso respeito é o maior pecado!

2 Reis 22, 8. 13 ; 23, 1-3 ; Sal 118, 33-37. 40 ; Mateus 7,15-20

“CUIDADO!” ( Mat. 7,15-20). Jesus – ouvimo-lO há dias – quer que fechemos os olhos para nos abandonarmos – sem condições – à providência de Deus Pai. Mas também nos manda “abrir bem os olhos” quando houver que confiar – ou não – nos que se apresentem como Seus enviados. E Jesus dá-nos, aliás, um critério precioso para nos afastar dos enviados não credíveis: “lobos vestidos com pele de cordeiro”. Esta Continue a ler QUARTA-FEIRA – 22/JUNHO/2016

SEGUNDA-FEIRA – 27/JUNHO/2016

a_SaoCiriloDeAlexandriaS. CIRILO DE ALEXANDRIA (370-444). Bispo de Alexandria, presidiu ao Concílio de Éfeso (431) que definiu a maternidade de Maria, derrotando Nestório que punha em dúvida essa maternidade divina de Nossa Senhora. Durante o Concílio pronunciou o célebre “Sermão em louvor à Mãe de Deus” que marca o início do florescimento dos hinos em honra à Virgem Maria. O Papa Pio Xll, por ocasião do décimo quinto centenário da sua piedosíssima morte, escreveu na Carta Encíclia “Orientalis Ecclesiae: “Brilham de fato nele, dum modo todo particular, aqueles 3 dotes de alma que tanto ilustraram também os outros padres do oriente: exímia santidade de vida, em que resplandece nomeadamente a devoção à excelsa Mãe de Deus ; doutrina admirável, pela qual – no papado de Leão Xlll – a Sagrada Congregação dos Ritos (decreto de 8/Jul./1882), o proclamou Doutor da Igreja universal; um cuidado ativo com que rebateu, de peito destemido, os assaltos dos hereges, armou, defendeu e, generosamente, onde quer que lhe foi possível, propagou a fé católica.”

Amós 2, 6-10. 13-16; Sal 49, 16bc-23 ; Mateus 8, 18-22

“SEGUIR-TE-EI…” (Mat. 8,18-22) . Dois casos completamente diferentes: um doutor da lei que se oferece espontâneamente – de forma um pouco irreflectida – para seguir Jesus “para onde quer que Ele vá”. E, logo a seguir, outro homem – que Jesus chamava para discípulo – recusa obedecer-lhE, por uma razão aliás bem razoável: Continue a ler SEGUNDA-FEIRA – 27/JUNHO/2016