TERÇA-FEIRA – 21/JUNHO/2016

21Jun_SaoLuiGonzagaS. LUíS GONZAGA (1568-1591) Filho duma família ilustre de Mântua, renunciou a tudo para entrar na Companhia de Jesus. Morreu na sexta-feira a seguir à oitava do Corpo de Deus, com 23 anos, em Roma, a cuidar dos empestados. O papa Pio Xl proclamou-o, em 1926, “Padroeiro da Juventude”.

2 Reis 19, 9b-11. 14-21. 31-35a. 36 ; Sal 47, 2-4. 10-11; Mateus 7, 6. 12-14

PÉROLAS AOS PORCOS… (Mat. 7,6.12-14). Atirar pérolas aos porcos. Julgo que há muitas pessoas que reagem a esta perspectiva pensando: “Que pena por causa das pérolas! Que desperdício!” A frase de Jesus leva-nos porém a olhar as coisas doutra forma – mais profunda – e a pensar : “Pobrezinhos dos porcos! Para que lhes servem as pérolas? São batatas o que necessitam e lhes dão prazer!” Com efeito, é para a reacção dos porcos -atribuindo-lhes uma violência que nos espanta…- que Jesus volta o nosso olhar – e retira lição do provérbio – convidando-nos a fazer o Continue a ler TERÇA-FEIRA – 21/JUNHO/2016

SEGUNDA-FEIRA – 20/JUNHO/2016

20JUN_BeatasSanhaMafaldaTeresaBEATAS SANCHA (1180-1229), MAFALDA (1195-1256) e TERESA (1177-1250) . Não são muitos os que sabem que Teresa, mulher do último rei de León, Afonso IX de quem teve 3 filhos, depois da declaração da nulidade do matrimónio, tomou o hábito cisterciense e está encerrada numa urna de plata, com as armas de León gravadas, no mosteiro português de Lorvão, local onde morreu. Estas 3 filhas do rei Sancho I foram beatificadas por Pio Vl, em 1792. A B TA Sancha, única a não casar, foi quem edificou a igreja do Redondo.

2 Reis 17, 5-8. 13-15a. 18 ; Sal 59, 3-5. 12-13 ; Mateus 7,1-5

“TIRA PRIMEIRO A TRAVE DA TUA VISTA…” ( Mat. 7,1-5) . A hipocrisia está muito justamente associada à cegueira. O hipócrita é sempre alguém que não vê os factos com clareza. Ele tem uma trave na vista – ou pelo menos uma palha – e não o sabe ! Em consequência, torna-se incapaz de fazer um julgamento justo. Compreender que não se vê claro, é aproximar-se de alguém pecador que é – num outro – eu próprio. Todos temos o olhar algo obscurecido pelo pecado, mas Deus Continue a ler SEGUNDA-FEIRA – 20/JUNHO/2016

XII DOMINGO DO TEMPO COMUM – 19/JUNHO/2016

SaoRomualdoS. ROMUALDO (1027) . Natural de Ravena, ficou marcado por ver, aos 20 anos, o seu pai matar um parente num duelo. Eremita nos Pirinéus, ali aprendeu a ler e escrever com os monges de Cluny. Regressou a Itália e iniciou a fundação de mais de 100 mosteiros, até que um certo Máldolo (que vira uns monges brancos subirem ao céu) lhe deu um campo que depressa se chamou Campus Máldoli, onde Romualdo dois anos depois ergeu a casa mãe da Ordem Camaldulense, cujos eremitas e monges deviam, duas vezes, por dia cantar o Saltério, ler, meditar e trabalhar. Vestiam cilício de peles e jejuavam toda a semana, menos aos sábados e domingos , dia em que todos – eremitas e monges – se encontravam na missa. Faleceu com setenta e cinco anos. O seu corpo foi preservado da corrupção e encontrava-se intacto a quatro séculos após a sua morte.

Zacarias 12, 10-11; 13,1 ; Sal 62, 2-6. 8-9 ; Gálatas 3, 26-29; Lucas 9,18-24

NUM MESMO CAMINHO, EM CONJUNTO ( Gal. 3,26-29). “Todos filhos de Deus pela fé”. A salvação é colectiva Ela derrama-se sobre Jerusalém. Ela entra na história com a descendência de Abraão e jorra, como uma fonte, na casa da David. Ela é oferecida à humanidade inteira sem distinção de origem, de condição ou de sexo. Mas, para nós, a salvação tem o rosto de Jesus que é O enviado dO Pai. Ora, Cristo é transpassado pelas nossas divisões. Paulo lembra aos Gálatas que o baptismo os uniu uns aos outros. Revestir-se de Cristo é decidir pertencer à Sua Igreja. Não se pode pertencer à cabeça se não se pertencer também ao Seu Corpo. Numa mesma filiação, o baptismo faz deles os herdeiros da salvação. A fé junta-nos num mesmo caminho. Compete a cada um seguir Jesus no dom da própria vida, mas esta aventura vive-se em Igreja e nunca como uma travessia solitária. Este caminho de bondade e de oração é que purificará o nosso coração de tudo o que não nos conduza aO Senhor. A um irmão tentado a deixar a comunidade STO. Agostinho lembra-lhe já não ser dono de si. Ele pertence a todos os irmãos tal como eles mesmos estão também consigo em Cristo: “As suas almas e a tua, não são almas no plural, elas são uma só alma, a de Cristo” (Carta 243,6). Contemplemos a cruz das nossas Igrejas. A das nossas misérias e divisões nos conduzirá ao coração misericordioso de Deus. Todos reviveremos, na morte e ressurreição de Jesus. Mas antes ofereçamos a alma a Deus e dêmos a vida pelos outros.

“PARA VÓS, QUEM SOU EU?” ( Lucas 9,18-24). Toda a tónica – segundo a estrutura deste relato evangélico – se baseia nas palavras: “E vós…; Para vós..?” Está portanto bem evidente que Jesus quer transferir a atenção do conteúdo da pergunta: “Quem sou eu?”, para a pessoa ou pessoas que eram chamadas – ou que deveriam sentir-se chamadas – a pronunciar-se. Desta forma aquilo que até aí se situava apenas no plano neutro do “diz-se”, transfigura-se numa autêntica profissão de fé. Na verdade, logo que eu pronunciar as simples palavras: “Tu és…”, ficarei irremediavelmente comprometido com Jesus. Ao mesmo tempo estabelece-se entre “mim” e “Ti” uma relação pessoal cuja natureza é única, e essa relação torna-se mais importante do que quaisquer palavras que tenham sido, ou venham a ser, trocadas. Ora é precisamente deste modo que Jesus pretende, com todo o Seu coração, vir até cada um de nós. Deixemo-nos interrogar interiormente por Ele. “Esqueçamos” o nosso catecismo. Não é a recitação de nenhuma lição que Jesus espera de nós. Infelizmente, pois isso seria mais fácil!

“Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

SÁBADO – 18/JUNHO/2016

2 Crónicas 24, 17-25 ; Sal 88, 4-5. 29-34 ; Mateus 6, 24-34

“ NÃO VOS INQUIETEIS COM O AMANHÃ… ( Mat. 6,24-34). A escolha entre Deus e o Dinheiro depende do bom estado do nosso olhar interior, ou seja da capacidade para discernir, à luz da Palavra e guiados pelO Espírito, onde está o caminho da felicidade (Deut.30). É bom deixar Deus pôr o dedo, dentro das nossas legítimas preocupações, naquilo que são apenas ilusóes ou falsas seguranças. Trata-se pois, no evangelho, dum convite para dar às coisas o seu justo lugar, coordenando-as, hierarquizando-as no que é eterno e essencial: “Procurai em primeiro lugar O Reino!”. Para isso, é necessária a coragem da fé, audaciosa e generosa, a fé que sempre se recorda que Deus não cessa de nos amar primeiro. Uma fé que ousa crer que Deus, já nesta vida, prepara aos que O amam “uma porção eterna de glória”. A parábola sugere que os nossos erros de julgamento estão ligados ao medo, aos cuidados da segurança e ao esquecimento de que Deus toma conta de nós. E se, aqui e agora, hoje nós decidissemos dar-lhE a oportunidade de o provar?

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

SEXTA-FEIRA – 17/JUNHO/2016

2 Reis 11, 1-4. 9-18. 20 ; Sal 131, 11-14. 17-18 ; Mateus 6, 19-23

“ONDE ESTIVER O TEU TESOURO, ESTARÁ TAMBÉM O TEU CORAÇÃO…” ( Mat. 6,19-23). A fé dos cristãos é uma fé que ama a terra. Jesus convida-nos a acumular tesouros no céu não por desprezo das realidades terrestres, mas para nos impedir de pararmos no caminho. Jesus confronta aquilo que é passageiro, àquilo que tem valor de eternidade, aquilo que não resiste à prova do tempo e às adversidades, àquilo que permanece : uma explêndida ocasião para reler a nossa vida presente sob este ângulo de eternidade. Onde está o “tesouro” em que fundamentamos a nossa vida, em virtude do qual a orientamos e lhe damos sentido ? Amar o mundo e as pessoas que nos são confiadas, será, no íntimo deste mundo, orientá-las sem descanso para O Reino dos Céus que advém e cujo preço de entrada é exclusivamente o do amor. Nós somos imediatamente enviados ao mundo para dar às realidades terrestres o seu peso de eternidade. O nosso olhar deve aprender a discernir essas “coisas do alto” que nunca passarão. Com um olhar bem aguçado pela oração e caridade, jamais esquecidos de que apenas “o amor nunca passará”.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.