TERÇA-FEIRA – 19/ABRIL/2016

Actos 11, 19-26 ; Sal 86, 1-7 ; João 10, 22-30

ABENÇOADOS EXÍLIOS ( Act. 11,19-26) . O Senhor recorre a todos os meios possíveis para Se dar a conhecer. Dispersos pela morte de Estevão, os discípulos de Cristo reencontram-se em Antioquia. Não estão desencorajados nem ruminam indefinidamente nos tristes acontecimentos que os levaram ao exílio. Ali, retomam o seu “ofício” de testemunhas da Boa-Nova. Quem os crê ? O sucesso é imenso, a alegria e a graça superabundam. O lugar do exílio tornou-se o local onde, “pela primeira vez, os discípulos receberam o nome de cristãos”. Assim acontece nos nossos próprios exílios geográficos, profissionais, espirituais,… Inicialmente vividos no desgosto ou no rancor, eles podem transformar-se num lugar de graças superabundantes.

“ QUANTO TEMPO NOS VAIS AlNDA DEIXAR NA DÚVIDA ” (João 10,22-30) . A festa da Dedicação duma Igreja é, por excelência, a memória do nosso baptismo. Como qualquer o edifício religioso, também nós somos consagrados pela água e pela unção do óleo santo. A Igreja e os que a compõem são consagrados por serem a morada de Deus, a arderem com a presença de Cristo. Hoje, no círculo à roda de Jesus, os Judeus tornam-se agressivos (Jo.10,24) , tentando obter a confissão que O levará à perdição : “Eu sou O Cristo”. A referência “era inverno” (Jo.10,22) , expressa o clima de frio antagonismo que se apoderara dos seus corações. O coração gela-se quando o fogo da caridade se extingue. Peçamos aO Senhor que “a dúvida” morra : é Ele próprio que está na base do amor e da fé.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

SEGUNDA-FEIRA – 18/ABRIL/2016

a_LevantaTePedroActos 11, 1-18 ; Sal 41, 2-3; 42, 3-4 ; João 10, 11-18

TAMBÉM OS PAGÃOS ( Actos 11,1-18) . A descrição dos Actos refere-se a acontecimentos ocorridos depois do Pentecostes, após as primeiras missões na Judeia, depois da conversão de Paulo da qual, aliás, pouco ou nada se sabia em Jerusalém. A comunidade cristã, com os apóstolos à frente, reprova a Pedro a transgressão da observância dos ritos judaicos! Foi necessária uma longa justificação de Pedro para que se acalmassem e descobrissem – pela acção da graça – o que ainda não tinham compreendido: que a salvação também se destinava aos pagãos! Esta dificuldade de discernimento, aplica-se também a nós. Mesmo que a nossa conversão pessoal seja sincera e sempre renovada, mesmo que a nossa vontade se queira submeter aO Espírito de Deus, o nosso coração é muito lento a compreender, a alargar-se, a assumir as dimensões duma salvação universal… Custa-nos muito aceitar que o estilo da nossa vida cristã não seja o único caminho de salvação. Estejamos atentos para reconhecer a graça de Deus onde ela se manifestar e descobrir o rosto de Jesus em Continue a ler SEGUNDA-FEIRA – 18/ABRIL/2016

IV DOMINGO DA PÁSCOA – 17/ABRlL/2016

a_SantaCatarinaTekakwithaDOMINGO DO BOM PASTOR

STA. CATARINA TEKAKWITHA (1656-1680) . Índia “algonquino-mohawk”, nascida no actual estado de Nova Iorque. Aos 4 anos, uma epidemia de varíola dizimou a comunidade e ela ficou orfã, ao cuidado de um tio, com o rosto marcado pela doença e a visão comprometida. Com a derrota dos índios pelos franceses, o tio teve que alojar três missionários jesuítas e ela (com 11 anos) foi encarregada de os servir. Soube então da existência das Irmãs Ursulinas, que faziam voto de castidade como os missionários, votos que também eram tradição nos índios. Assim, recusou o casamento que lhe propunham e, em 1676 , foi baptizada. De imediato se tornou pária na sua aldeia e teve que fugir para a missão de S.Francisco Xavier no Quebec, onde encontrou outra convertida que conhecera a mãe mas concordava que ela se devia casar. Porém, a determinação de Tekakwitha era total, e finalmente fez os votos 1679. A sua devoção era lendária, com jejuns e vigílias que lhe minaram a frágil saúde. Primeira índia venerada na Igreja Católica, após canonização por Bento XVl, em 2012. É padroeira da ecologia.

Actos 13, 14. 43-52 ; Sal 99, 2. 4-6. 11-12 ; Apocalipse 7, 9. 14b-17 ; João 10, 27-30

OBRIGADO À IGREJA PELAS VOCAÇÕES (Jo. 10,27-30) . “A lgreja é a casa da misericórdia, e constitui o Continue a ler IV DOMINGO DA PÁSCOA – 17/ABRlL/2016

SÁBADO – 16/ABRIL/2016

a_PedroOraPelaRessurreicaoDeTabitaS. BENTO-JOSÉ LABRE (1748-83) . Regeitado em vários mosteiros, fez da sua vida uma peregrinação permanente, indo de santuário em santuário, na oração e na pobreza. Morreu em Roma. Foi canonizado em 1881.

Actos 9, 31-42 ; Sal 115, 12-17 ; João 6, 60-69

QUESTÃO DE CONFIANÇA ( Jo. 6,60-69) . É possível algumas vezes Continue a ler SÁBADO – 16/ABRIL/2016