SEGUNDA-FEIRA – 25/ABRIL/2016

a_SaoMarcosEvangelistaS. MARCOS, EVANGELlSTA Após ter posto a sua casa à disposição dos primeiros cristãos, ele acompanhou S. Paulo e depois S.Pedro nas suas viagens. Escreveu a pregação de Pedro, compondo assim o Evangelho segundo Marcos, antes de partir para Alexandria (43 d.C.) onde fundou a Igreja Copta e terá sofrido o martírio.

STA. MARIA EUFRÁSIA PELLETIER. Nascida na Revolução Francesa, conservou intacta a sua fé e têmpera de espírito. Fundou o “Instituto das Irmãs do Bom Pastor”, para regeneração das mulheres transviadas e amparo das que estavam em perigo.

1 Pedro 5, 5b-14 ; Sal 88, 2-3. 6-7. 16-17 ; Marcos 16,15-20

A HUMILDADE EM PRIMEIRO LUGAR (1 P. 5,5b-14). “Revesti-vos de humildade no trato uns com os outros…” Revestir-se de humildade será revestir-se de Cristo, “manso e humilde de coração” (Mat.11,29). Sabendo que a humildade é o receptáculo da graça, ou seja dos dons dO Espírito, da misericórdia, do abandono, do repouso… tudo coisas que nos permitem resistir à tentação da desesperança quando chegar a adversidade. Porque, ao posicionar-nos como criaturas amadas por Deus, renunciando às pretensões de domínio, ficamos mais livres para discernir através do que nos acontece, a mão abençoadora dO Senhor e Mestre das nossas vidas.

“PROCLAMAI A BOA-NOVA A TODA A CRIATURA… ” ( Mar. 16,15-20) . Este evangelho é um autêntico envio em missão: “Ide pelo mundo inteiro! Proclamai a Boa-Nova a toda a Continue a ler SEGUNDA-FEIRA – 25/ABRIL/2016

V DOMINGO DO TEMPO DA PÁSCOA – 24/ABRlL/2016

a_JerusalemCelesteS. BENTO MENNI (1841- 1914). Este milanês descobriu a sua vocação aos 18 anos, na gare de Milão, repleta dos soldados feridos na batalha de Magenta (1859, na 2ª Guerra da independência da Itália contra a Áustria), ao ver como eles eram tratados pelos Irmãos Hospitaleiros de S. João de Deus. Maravilhado, pediu a admissão e recebeu o hábito no ano seguinte. Foi ordenado em 1866, e no ano seguinte, com apenas 26 anos, foi enviado pelo papa Pio IX a Espanha, para ali restaurar sua Ordem. Perante a urgente necessidade de atendimento das mulheres doentes mentais, fundou (com Maria Josefa Recio e Angustias Gimenez, em 1881) a “Congregação das Irmãs Hospitaleiras”. Ele mesmo implantou a Congregação em Portugal. Homem de caridade inesgotável e de excepcionais dotes de governo, foi testemunha fiel do amor de Deus aos mais pobres e marginalizados. Quando morreu em Dinan (França), existiam já 22 grandes centros entre asilos, hos- pitais gerais e hospitais psiquiátricos. O papa S.João-Paulo II canonizou-o em 1999.

Act.14, 21b-27 ; Sal 144, 8-13ab ; Apoc. 21,1-5a ; Jo.13, 31-33a. 34-35

TUDO COISAS NOVAS (Apoc.21,1-5 a). Para os leitores familiarizados com a Escritura, estes 5 versículos do Apocalipse despertam múltiplas ressonâncias, que manifestam o cumprir das profecias e o regresso à história entre Deus e a humanidade, colocada sob o signo de uma rotura original com carácter dramático. Isaías anunciava a criação dos novos céus e nova terra bem como o fim de um passado doloroso (Is.65,17). Ezequiel deixava entrever a renovação da aliança e a proximidade da “morada de Deus”, ou seja a Sua presença activa no meio do Povo (Ez.37). Aquilo que, igualmente, referia a profecia dO Emanuel (Is.7). E se, no Capítulo 3, do Génesis – relato da expulsão de Adão e Eva do paraíso – se descrevia a separação dos humanos de Deus, aqui hoje, nestes versículos do Apocalipse garante-se a reversão da maldição de uma vida cheia de morte e lágrimas. A Igreja, sob a figura da Cidade Santa, Esposa dO Cordeiro, dá-nos a contemplar a Aliança renovada e definitiva, selada na Páscoa de Cristo, acontecimento que muda irrevogavelmente o curso da história colectiva e as nossas histórias individuais. Deus revela-Se como Aquele que consola e recria pelo dom dO Seu Filho. Será que que já alguma vez fizemos, pessoalmente, a experiência luminosa da consolação que vem de Cristo ? Experiência que nos terá deixado entrever toda a glória e peso da novidade instaurada por Cristo ? Mas como conhecemos as lágrimas e o sofrimentos daqueles que nos são próximos, faremos muitas vezes perguntas a que o texto bíblico não dá resposta. Ele apenas nos propõe um caminho de fé, num desejo atravessado pela esperança.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

SÁBADO – 23/ABRlL/2016

a_DecapitacaoDeSaoJorgeS. JORGE (275-303) . Soldado originário da Capadócia, terá sido martirizado em Lídia (Lod, em Israel). lmortalizado na lenda em que ele mata o dragão (símbolo do mal), foi muito popular na Idade Média.

Actos 13, 44-52 ; Sal 97, 1-4 ; João 14, 7-14

LUZ DAS NAÇÕES (Act. 13,44-52) . No livro de Isaías, O Senhor destina o seu servo a ser a “luz das nações” (Is. 49,6) . Impregnado da lei de Deus, o servo ilumina as nações. No início do evangelho de Lucas, Cristo desvenda-Se assim aos olhos do velho Simeão: “Luz que se revela às nações” (Luc.2,32) . Paulo e Barnabé afirmam hoje que herdámos esta missão: ser “luz das nações” com Cristo. O papa Francisco encoraja-nos : “Somos todos convidados a aceitar este apelo : sair do seu próprio conforto e ter a coragem de ir junto de todas as periferias que têm necessidade da luz do evangelho” (Evangelii Gaudium 20) .

“SENHOR MOSTRA-NOS O PAI… ” (Jo. 14,7-14) .“Mostra-nos O Pai; isso nos basta”. Não falta Continue a ler SÁBADO – 23/ABRlL/2016

Dia Internacional da Mãe Terra?

publicado in POVO 22.4.16

Hoje é o dia da Terra. Aliás, de acordo com a resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas 63/278 de 22 de Abril de 2009, a Assembleia Geral decidiu designar o dia 22 de Abril como o dia Internacional da Mãe Terra. Não obstante a atenção que devemos prestar à interacção que temos com o planeta que nos acolhe, a nossa relação com ele/ela não é de filiação. É o argumento de Chesterton que com toda a sua genialidade lhe chama antes, irmã e até mesmo irmã mais nova:

”Só o sobrenatural tem uma visão saudável da Natureza. A essência do panteísmo, evolucionismo e das religiões cósmicas modernas está nesta proposição: que a Natureza é nossa mãe. Infelizmente, se olharmos para a Natureza como mãe, descobriremos que ela é uma madrasta. O ponto principal do cristianismo era este: a Natureza não é nossa mãe: a Natureza é nossa irmã. Podemos ser orgulhosos da sua beleza, uma vez que temos o mesmo pai; mas ela não tem autoridade sobre nós; temos que a admirar, mas não que a imitar. Isto dá ao prazer tipicamente cristão nesta terra um estranho toque de leveza que é quase frivolidade. A Natureza era uma mãe solene para os adoradores de Isis e Cibeles. A Natureza era uma mãe solene para Woodsworth ou para Emerson. Mas a Natureza não é solene para Francisco de Assis ou para George Herbert. Para S. Francisco, A Natureza é irmã, e mesmo uma irmã mais nova: uma pequena, irmã bailarina, para nos rirmos dela e para a amarmos”

G. K. Chesterton