SÁBADO – 23/ABRlL/2016

a_DecapitacaoDeSaoJorgeS. JORGE (275-303) . Soldado originário da Capadócia, terá sido martirizado em Lídia (Lod, em Israel). lmortalizado na lenda em que ele mata o dragão (símbolo do mal), foi muito popular na Idade Média.

Actos 13, 44-52 ; Sal 97, 1-4 ; João 14, 7-14

LUZ DAS NAÇÕES (Act. 13,44-52) . No livro de Isaías, O Senhor destina o seu servo a ser a “luz das nações” (Is. 49,6) . Impregnado da lei de Deus, o servo ilumina as nações. No início do evangelho de Lucas, Cristo desvenda-Se assim aos olhos do velho Simeão: “Luz que se revela às nações” (Luc.2,32) . Paulo e Barnabé afirmam hoje que herdámos esta missão: ser “luz das nações” com Cristo. O papa Francisco encoraja-nos : “Somos todos convidados a aceitar este apelo : sair do seu próprio conforto e ter a coragem de ir junto de todas as periferias que têm necessidade da luz do evangelho” (Evangelii Gaudium 20) .

“SENHOR MOSTRA-NOS O PAI… ” (Jo. 14,7-14) .“Mostra-nos O Pai; isso nos basta”. Não falta Continue a ler SÁBADO – 23/ABRlL/2016

Dia Internacional da Mãe Terra?

publicado in POVO 22.4.16

Hoje é o dia da Terra. Aliás, de acordo com a resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas 63/278 de 22 de Abril de 2009, a Assembleia Geral decidiu designar o dia 22 de Abril como o dia Internacional da Mãe Terra. Não obstante a atenção que devemos prestar à interacção que temos com o planeta que nos acolhe, a nossa relação com ele/ela não é de filiação. É o argumento de Chesterton que com toda a sua genialidade lhe chama antes, irmã e até mesmo irmã mais nova:

”Só o sobrenatural tem uma visão saudável da Natureza. A essência do panteísmo, evolucionismo e das religiões cósmicas modernas está nesta proposição: que a Natureza é nossa mãe. Infelizmente, se olharmos para a Natureza como mãe, descobriremos que ela é uma madrasta. O ponto principal do cristianismo era este: a Natureza não é nossa mãe: a Natureza é nossa irmã. Podemos ser orgulhosos da sua beleza, uma vez que temos o mesmo pai; mas ela não tem autoridade sobre nós; temos que a admirar, mas não que a imitar. Isto dá ao prazer tipicamente cristão nesta terra um estranho toque de leveza que é quase frivolidade. A Natureza era uma mãe solene para os adoradores de Isis e Cibeles. A Natureza era uma mãe solene para Woodsworth ou para Emerson. Mas a Natureza não é solene para Francisco de Assis ou para George Herbert. Para S. Francisco, A Natureza é irmã, e mesmo uma irmã mais nova: uma pequena, irmã bailarina, para nos rirmos dela e para a amarmos”

G. K. Chesterton

SEXTA-FEIRA – 22/ABRlL/2016

Actos 13, 26-33 ; Sal 2, 6-11 ; João 14, 1-6

ACTORES DA HISTÓRIA DA SALVAÇÃO ( Actos 13,26-33) . Poderíamos ficar chocados com a cegueira dos habitantes de Jerusalém e dos seus chefes, mas isso seria esquecer a nossa história cristã marcada, também ela, por incompreensões e afastamentos, tantas vezes em contradição flagrante com O Evangelho. O “grande escritor” escreve a bela história da Boa-Nova com lápis frágeis e pouco eficazes. Paulo dirige-se aos irmãos de raça esquecendo-se, por causa deles, de tal modo de si, que chega a dizer : “Eu desejaria (para a sua salvação) ser eu próprio anátema, separado de Cristo” (Rom.9.3). É uma força de expressão, mas revela-nos um homem devorado por um desejo imenso de anunciar Jesus Cristo. Ele irá percorrer a terra e sofrer o martírio por essa única razão. A promessa feita a nossos pais cumpre-se contra tudo e contra todos, com a nossa pobre colaboração. Esta permanente maravilha enche-nos de humildade. Que felicidade ser os autores da história da salvação.

“ PARA IRDES AONDE EU VOU VÓS SABEIS O CAMINHO… ” ( João 14,1-6) . Não se trata aqui de colocar a questão das moradas, do seu número, ou de como elas são. É certo que é uma pergunta para preparar um “lugar”. Mas a interpelação de Tomé: “Senhor, nós não sabemos para onde Tu vais, como poderemos conhecer o caminho ?”, ajuda-nos à reflexão. Ele que não tinha estados de alma para o lugar, acaba por os ter para o caminho a seguir. A resposta de Cristo trás a novidade de não falar diretamente de Si, mas do caminho que nós mesmos temos de trilhar. Porque a angústia dos discípulos ao verem partir o Mestre – “que fazer?” – pede uma resposta. Cristo é O caminho e a verdade, no sentido de que Ele é O lugar da vida em plenitude.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

QUINTA-FEIRA – 21/ABRIL/2016

a_SaoConradoDeParzhamS. CONRADO DE PARZHAM (1818-94) . Durante 40 anos foi porteiro no convento de NaSa de Altoting (na Baviera). “Acolhia todos como se eles fossem Cristo”. Foi canonizado pelo papa Pio XI em 1934.

Actos 13,13-25; Sal 88,2-3.21-22.25.27; João 13,16-20

A CAMINHO DA LUZ ( Actos 13,13-25) . Que bom reler com Paulo a história de Israel! História santa, não porque todos os membros tenham sido modelo de virtudes, mas por Deus ter acompanhado este povo. Com mais ou menos sucesso eles aceitaram corajosamente penetrar na pedagogia divina. Aceitaram incitamentos e repreensões, e libertos do jugo dos egípcios, alcançaram uma liberdade interior mais profunda: a capacidade de amar ao arrepio de tudo e contra todos. A história santa faz-se eco das nossas próprias trajectórias, onde a fidelidade de Deus vai até ao limite das resistências humanas. A luz divina liberta-nos e guia-nos para a vida, para o amor.

“SEREIS FELIZES SE O FIZERDES… ” ( Jo. 13,16-20) . Nós acreditamos muitas vezes, mas erradamente, Continue a ler QUINTA-FEIRA – 21/ABRIL/2016

QUARTA-FEIRA – 20/ABRlL/2016

a_BarnabeEPauloDiscutemActos 12,24–13, 5; Sal 66, 2-3.6.8; João 12, 44-50

“ A PALAVRA DE DEUS CRESCIA… ” (Act. 12,24–13,5) . Comparando os textos que falam do discípulo João (de sobrenome Marcos), pode concluir-se que ele estava bem mais próximo de Barnabé que de Paulo; não há dúvida que subiu a Jerusalém na companhia de Barnabé, homem de coração grande que descobrira o carisma de Paulo, que o fizera entrar na Igreja e a seguir o levara para Antioquia. Mas não ficou muito tempo com Paulo… certos homens entendem-se facilmente, têm afinidades e interesses comuns, talvez uma pátria comum; outros não conseguem entender -se e, quando assim é, há que ter coragem para a separação. Pode mesmo ser necessária até maior coragem, para permanecer juntos na mesma missão e honrar os compromissos assumidos. Nas relações humanas, quer na época dos Actos quer na nossa, é difícil viver em conjunto ; têm que ser feitas escolhas e as divisões surgem. Por 2 vezes, João (de sobrenome Marcos) foi com Barnabé a Chipre, que era natural dessa ilha. O testemunho da Escritura relativamente aos tempos privilegiados da Igreja primitiva, ajuda-nos a discernir qual o melhor caminho a seguir nas situações Continue a ler QUARTA-FEIRA – 20/ABRlL/2016