Palavra do Papa Francisco, Meditações, notícias, leituras da semana, oração, vida paroquial.
- Domingo, 04 — FI_242_UnidadePastoral — FI_242_Alges
Palavra do Papa Francisco, Meditações, notícias, leituras da semana, oração, vida paroquial.
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Cardeal Orani Tempesta in Zenit
A Festa da Misericórdia é celebrada no domingo seguinte à Solenidade de Páscoa em todas as Igrejas do mundo. A data foi instituída pelo, na época, Papa João Paulo II, em 30 de abril do ano de 2000. O Domingo da Misericórdia é dedicado, especialmente, para o grande anúncio do amor misericordioso de Deus, que vem até nós em Jesus Cristo, Nosso Senhor. Para isso, além das indulgências do Ano Santo, também neste Segundo Domingo da Páscoa concede-se indulgência plenária aos que participam da Eucaristia e procuram se configurar sob as condições pré-estabelecidas: Confissão Sacramental, Comunhão Eucarística e orações segundo a intenção estabelecida pelo Sumo Pontífice.
Apesar de esta Festa ter sido instituída como festa universal somente no ano de 2000, ela já era realizada pela Irmã Faustina Kowalska desde a década de 30, na Polônia. Segundo os escritos, Santa Faustina foi inspirada para que fosse realizada a Festa da Misericórdia em toda a Igreja; pedido apontado pelo menos em 15 momentos nas anotações, como cita um trecho retirado do diário da religiosa. “Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Nesse dia estão abertas as entranhas da minha Misericórdia. Derramo todo o mar de graças nas almas que se aproximarem da fonte da minha Misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e castigos. Nesse dia estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças… Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa. A humanidade não terá paz enquanto não se voltar à fonte da minha Misericórdia”. (Diário nº. 699).
A Imagem da Misericórdia é um quadro de Jesus, pintado à mão por um pintor renomado naquele tempo, a partir das descrições feitas pela Irmã. A obra traz a seguinte inscrição: “Jesus, eu confio em vós”! (Jezu, ufam Tobie!). Após uma acurada análise dos escritos e da vida da santa, a Santa Sé autorizou, em 1978, a Devoção da Divina Misericórdia. Em 1994, Irmã Faustina foi beatificada e em 2000 foi canonizada com o título: Santa Maria Faustina do Santíssimo Sacramento.
São João Paulo II instituiu, no ano 2000, a Festa da Misericórdia no 2º Domingo da Páscoa. O Pontífice faleceu no dia 02 de abril de 2005, que na época coincidiu com a véspera desta festividade. João Paulo II e João XXIII foram canonizados em 27 de abril de 2014, durante o Domingo da Misericórdia.
Neste ano, temos a graça especial de celebrarmos o Ano Santo da Misericórdia. O lema escolhido para esse jubileu extraordinário é um chamado à vivência concreta da fé e a misericórdia: “Misericordiosos como o Pai” (Lc 6,36). O Papa estabelece que em todas as Dioceses, Santuários, Paróquias, Comunidades cristãs aconteça a celebração deste ano santo como um acontecimento de graça e renovação espiritual. Além disso, o Santo Padre recomenda a revitalização das obras de misericórdia corporal e espiritual fixadas pela Igreja, para entrarmos no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina. Obras de misericórdia corporal: “dar comida aos famintos, bebida aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, visitar os doentes e enterrar os mortos”. Muitas dessas obras podem ser incrementadas participando de algumas pastorais e movimentos. Obras de misericórdia espiritual: “aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as pessoas inconvenientes, rezar pelos vivos e defuntos”. (MV n.15). Aprendamos, portanto, no Ano Santo da Misericórdia, a ser misericordiosos uns com os outros para merecermos a misericórdia de Deus.
Neste Domingo da Misericórdia somos chamados a participar da Celebração Eucarística e, se possível, dos encontros realizados em nossas paróquias espalhadas por vários lugares em nossa Arquidiocese. Merece especial destaque o Santuário Arquidiocesano da Divina Misericórdia em Vila Valqueire. Mas teremos o grande evento, solene, na nossa Catedral Metropolitana de São Sebastião, na Avenida Chile, a partir das 14 horas, e encerrando com a missa às 16hs, em que toda a Igreja Arquidiocesana é convidada a participar.
Devemos neste dia acolher a misericórdia em nossas paróquias, famílias e, sobretudo, em nosso coração. Que Jesus misericordioso, o Senhor Ressuscitado, seja a luz em nosso caminho e faça com que sejamos luz para toda a humanidade que tanto necessita do amor, da paz, da união e, sobretudo, da misericórdia.
Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
Actos 4,13-21; Sal 117, 1. 14-21; Marcos 16, 9-15
NÃO QUISERAM CRER (Marc. 1,9-15) . Os discípulos não acreditaram em Maria Madalena nem nos dois a quem, no caminho de Emaüs, Jesus aparecera diferente. Como os compreendemos! Jesus fora morto sob os seus olhos e colocado no sepulcro havia já três dias. E eis que vêm dizer-lhes que Ele está vivo! É absolutamente inacreditável. Não estaremos nós demasiado habituados a este mistério da nossa fé, ao ponto de nem reconhecer já o que ela tem de inverosímil, de inacreditável? Mas a dúvida dos discípulos é salutar, porque ela os repõe – e a nós também – perante a extraordinária situação da Ressurreição. Tal como os discípulos, somos obrigados a deixar subverter os nossos hábitos e maneiras de pensar para começar a apreender a vida de forma diferente. Sim, a Ressurreição de Jesus abre-nos o futuro e dá às nossas vidas um sentido novo ; vem transformá-las. Assim, também nós podemos anunciar O Evangelho e tornar-nos testemunhas credíveis da magnífica esperança que nos habita.
Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.
Actos 4,1-12 ; Sal 117, 1-2. 4. 22-27a ; João 21,1-14
REGRESSO AO PONTO DE PARTIDA? ( Jo. 21,1-14) . O relato – do Evangelho de Lucas – dá a impressão de algo “já visto” . De facto, voltamos a encontrar os primeiros apóstolos exactamente nos seus locais de origem ! Tudo tido começado à beira do lago. Entretanto Jesus fora morto, crucificado. Instalara-se a crise : os discípulos ficaram desnorteados e sem esperança. Voltaram para suas casas tentando compreender e ganhar perspectiva, retomando a anterior actividade de pescadores. O insucesso da pesca, no evangelho de hoje, é o simbolo da desilusão, da infecundidade da sua acção na ausência de Jesus. Da praia, Ele interpela-os chamando-lhes “rapazes”. Convida-os em seguida a lançarem as redes, e, tal como três anos atrás – quando tudo começara – eles obedecem e a pesca é abundantíssima. Nem a Sua presença fisica nem a Sua palavra lhes permite identificá-lO ; será a pesca pesca abundante – o sinal – que abrirá os olhos ao discípulo que Jesus amava. Sob a palavra de Cristo, Simão-Pedro retoma as “redes”, exercendo a sua função de pastor. A plenitude da pesca antecipa o programa missionário: “De todas as nações fazei discípulos”. O pão e o peixe são um sinal eucarístico. “O peixe assado simboliza aquilo que Cristo sofreu, Ele que é O pão descido do céu” (STO. Agostinho).
Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.
Actos 3, 11-26 ; Sal 8, 2a. 5-9 ; Lucas 24, 35-48
ESCUTAR E ACOLHER ( Act. 3,11-26) . Face a Jesus ressuscitado exprimem-se todas as “nuances” da fé dos discípulos. Como é possivel crer que Ele está diante deles? Uns querem que Ele Se sente com eles, a comer uma posta de peixe grelhado, como sempre fizera. Outros necessitam ver as Suas chagas, para confirmar que se trata realmente do Seu amigo e Mestre Jesus, morto à sua vista poucos dias antes. Por fim, outros, lembram o Antigo Testamento e relêem os últimos acontecimentos à luz da Escritura. De facto, se os apóstolos conhecessem melhor as Escrituras com certeza não se teriam deixado surpreender tão facilmente pelos acontecimentos. “Tudo se baseia na fé em Jesus-Cristo”, como nos diz Pedro na 1a leitura dos Actos, e esta fé repousa na amizade com Cristo, na escuta da palavra de Deus e em saber dar acolhimento aos sinais que recebemos.
“VÓS SOIS TESTEMUNHAS DESTAS COISAS… ” (Lucas 24,35-48) . Para convencer os discípulos da Sua identidade, Jesus oferece-lhes primeiro uma palavra e, a seguir, um gesto: O Ressuscitado é Ele, O Jesus-Cristo, que foi crucificado. Mas isso não chega, eles Continue a ler QUINTA-FEIRA DA OITAVA DA PÁSCOA – 31/MARÇO/2016
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