SEGUNDA-FEIRA – 6/ABRIL/2015 2ºDIA DA OITAVA DA PÁSCOA

Actos 2, 14. 22-33 ; Sal 15, 5. 8-11 ; Mateus 28, 8-15

NÃO ERA POSSíVEL QUE A MORTE O RETIVESSE (Act.2,14.22-33). Cristo sai deste mundo como “vencedor”. Esta palavra utiliza-se com frequência na linguagem dos homens mas na terra nunca há verdadeiras vitórias pois uma vitória implica sempre haver vencidos. Por isso, quando um homem vence outro homem sofre uma derrota maior que a sua vitória – o amor é nele ferido ou quiçá morto. Jesus é O único verdadeiro vencedor, porque a Sua vitória sobre a morte é também a vitória de todos nós. Para Pedro e para os outros Apóstolos, para Maria Madalena e para a outra Maria, que compreenderam isto, não foi possível deixarem de proclamar por toda a parte o “aleluia” vitorioso. E como não pensar numa terceira Maria, a mãe de Jesus, que fica na sombra, mas cuja vida e oração – eles formam um todo único – irão fecundar a missão da Igreja? Todos esses testemunhos fazem saber ao mundo que as palavras “vitória” e “vencedor” estão finalmente livres das suas ambiguidades, das reduções caricaturais e dos seus limites. A morte que para realizar a sua obra se cobria como com um manto, ficou desmascarada e confundida. Ela continua a actuar, é verdade, mas está finalmente destruída nas suas raízes ; é isso o que a fé nos diz. A vitória dO Ressuscitado na manhã da Páscoa está desde então escondida, mas, como uma semente, continua viva por toda a parte, até mesmo nos nossos defeitos: naqueles que sofremos e naqueles com que fazemos sofrer os outros.

“Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

DOMINGO DE PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO – 5/ABRIL/2015

a_RessurreicaoDeCristoActos 10, 34a. 37-43 ; Sal 117 ; Colossenses 3, 1-4 (ou 1 Col.5, 6b-8) ; João 20, 1-9

“VÓS SABElS O QUE SE PASSOU…” (Actos 10,34a.37-43 ; Col.3,1-4). Cristo ressuscitou, aleluia! Pedro ao dirigir-se ao centurião do exército romano recorda em primeiro lugar o que toda a gente podia saber: a história de Jesus da Nazaré desde os seus começos na Galileia até à deposição no túmulo. A seguir anuncia o que só ele e alguns outros tinham testemunhado : esse homem, Jesus, tinha sido ressuscitado por Deus que O fizera Senhor e Juiz dos vivos e mortos. Eis o que sucedeu noutro tempo e noutro lugar. Porém, se o grito Pascal “Cristo ressuscitou! Sim, Ele ressuscitou na verdade !” pode sair ainda hoje dos nossos lábios e encher-nos o coração, é porque este acontecimento permanece vivo, semelhante a uma semente que deseja frutificar na nossa vida. “Vós ressuscitastes com Cristo” escreve S.Paulo. Tudo o que diz pode resumir-se assim : “Continuai a ressuscitar com Ele, aqui, agora e sempre”, “Vós sabeis o que se passou : Cristo Ressuscitou !”. Sim, nós sabemo-lo, mas tão pouco e tão superficialmente! Trata-se dum mistério insondável porque é também o mistério dO Amor de Deus. Há dois patamares de conhecimento que teremos sempre que tentar ultrapassar e quem pretender saber tudo bloqueará o germinar da semente pascal na própria vida e será causa de sofrimento para toda a Igreja. Cristo está ressuscitado ; Ele ressuscitou na verdade! Não sabemos ainda o significado completo deste acontecimento e uma das lições das leituras da liturgia da Palavra será esta: Ficai abertos e sensíveis à aprendizagem ; deixai que O Espírito Santo vos ensine, até ao conhecimento perfeito, até ao cântico de aleluia que cantareis eternamente no céu.

CORRER… CORRER… CORRER… (Jo.20,1-9). Maria Madalena corre. Pedro corre. O outro discípulo corre. A pedra rolada e o túmulo vazio fazem mexer e correr. “Nós não sabemos onde O depositaram !”. Os evangelhos nunca falam do momento da Ressurreição. Apenas a experiência dos homens e mulhelheres, que tinham seguido Jesus e descobrem que nada acabou na Cruz e no túmulo, nos é narrada ao longo dos evangelhos. Por isso não é possível passar ao lado das Escrituras. Toda a nossa vida encontra ali sentido. Toda a história da humanidade, que lêmos na noite da Vigília pascal, está ali escrita. Toda a fidelidade de Deus, que nunca cessa de renovar a aliança com o Seu povo, está ali narrada. Pedro corre ao túmulo. Mas ele não está só. São dois. Como se Pedro nos conduzisse nesta corrida louca da manhã de Páscoa. O outro discípulo vê e acredita. Felizes os que crêem sem terem visto!

O RESSUSClTADO REVELA-SE POUCO A POUCO . “Terminaram os dias da Paixão, segui agora os passos dO Ressuscitado ; segui-O a partir de agora até ao Seu Reino onde finalmente possuireis a alegria perfeita”. Com estas palavras, o celebrante conclui a benção solene da missa do domingo de Páscoa. Este envio significa que o tempo da Ressurreição se prolonga durante todo o tempo pascal, nos 50 dias, nas sete semanas que conduzem até aO Pentecostes, e bem mais adiante, de domingo em domingo, durante todo o ano. Os evangelhos deste mês de Abril revelam-nos a presença de Cristo que se manifesta nos Seus discípulos. Ele apresenta-Se igualmente como O verdadeiro pastor que dá a própria vida pelas Suas ovelhas. Vejamos com atenção as passagens dO Evangelho que a Igreja nos propõe. Hoje a nova tradução, mais correcta, relata-nos a vinda de Maria Madalena ao túmulo quando “ainda eram trevas”. Sabemos o significado que o evangelista João dá à palavra, “trevas”… Utiliza-a desde o prólogo do seu evangelho para designar a não-fé, a recusa de acreditar ou as forças do mal. Nesta manhã de Páscoa, O Vivente ainda não está reconhecido, a noite da ignorância e do pecado ainda não está dissipada. A noite em que Judas saiu da Ceia não terminou mas as trevas não poderão reter Aquele que está Vivo e que é O vencedor da morte. O dia vai despontar, a luz vai expulsar as trevas, O Vivente vai ser reconhecido como tal. Lucas, no evangelho do 3º domingo de Páscoa (Lucas 24,35-48), narra o regresso dos discípulos de Emaús e o relato que fizeram aos onze Apóstolos do seu encontro com Cristo e “como Jesus Se lhes dera a conhecer, ao partir do pão”. Jesus está na fonte do reconhecimento, Ele é o sinal que voluntariamente Se mostra. “Eu, Eu sou O bom pastor”, recordamos no 4º domingo. Este “Eu, Eu sou” é mais forte do que apenas “Eu sou”, porque se faz eco da revelação de Deus a Moisés : “Eu, Eu sou Aquele que É” ; “Eu sou Aquele que irei…” Jesus sugere assim a Sua identidade profunda.

“Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

As famílias no próprio dia da primeira Comunhão

Acolhimento

A fim de proporcionar o acolhimento das crianças, de realizar uma breve preparação espiritual, de organizar a procissão de entrada, as crianças encontrem-se na Igreja paroquial meia hora antes das celebrações (às 10h30), sendo recebidas pelos seus catequistas.

Lugares e celebração da Santíssima Eucaristia

Depois da procissão de entrada, as crianças ficam junto dos seus pais, que, por isso, ficam dispostos nos bancos da Igreja segundo as indicações de lugar antecipadamente preparadas.

O vestir

O vestir da criança, que recebe o Corpo do Senhor pela primeira vez, seja digno, festivo e exprima o sentido cristão daquele momento.

A Comunhão

Neste dia, a Comunhão do Santíssimo Corpo de Cristo dá-Se directamente na boca, para exprimir a maior reverência à Sua Presença Real, sendo um modo apropriado à preparação requerida para receber o Corpo do Senhor da maneira mais frutuosa possível. Os pais e mães acompanham os seus filhos(as) no momento da primeira Comunhão deles e, estando espiritualmente dispostos e devidamente preparados, comungam.

O modo de estar

É de evitar o que, na prática, distrai durante a celebração apesar de parecer adequado, seja nas vestes (luvas), seja nas recordações religiosas (livros de primeira comunhão, terço). Recorde-se, por outro lado, que é nos dias da Profissão de Fé e do Sacramento da Confirmação, não na primeira Comunhão, que se traz a vela de Baptismo para a renovação das promessas baptismais. A vela é um símbolo (da fé); o Corpo do Senhor é a Sua própria divina Presença Real.

Recordação fotográfica

Em anos anteriores, com o fim exclusivo de salvaguardar a dignidade da celebração litúrgica e sem nenhuma contrapartida financeira, a Paróquia contactava um fotógrafo para a recolha de uma recordação fotográfica.
Tal prática deixou de ser viável devido à falta de procura mínima. Para os que participam na acção litúrgica não está prevista a utilização de máquinas fotográficas, smartphones, tablets, iPads ou outros meios que perturbam a celebração da fé. Cada família poderá, no entanto, indicar uma só pessoa para, assim desejando, recolher alguma recordação fotográfica. Qualquer movimentação será coordenada por uma equipa designada pelo pároco para o efeito, de modo a evitar a distracção das crianças neste dia que é dos mais belos e importantes da vida.

«A minha casa é casa de oração» (Lc 19,46)

A todos se requer o sentido do sagrado. A igreja é lugar de oração e de recolhimento para a escuta de Deus na sua Palavra e para a celebração dos Sacramentos.

Durante a celebração as crianças ficam junto dos seus pais em lugares da Igreja previamente distribuídos e guardados.

Saudações, novidades, conversas (coisas aceitáveis noutros lugares) na Igreja são inoportunas. Respeita-se a Presença Eucarística e o recolhimento dos outros, com o próprio recolhimento. Entrando na Casa do Senhor, faz-se a genuflexão, adorando-O, e no próprio banco ou outro lugar, faz-se o sinal da cruz, ficando de joelhos, em oração, preparando-se, com a virtude da fé, para a celebração da Santa Missa.

Respeitam-se também os lugares que estejam reservados para as crianças que fazem a primeira Comunhão e para os seus pais.

Durante a celebração da Eucaristia, além do sentido próprio do lugar sagrado, os baptizados rezam com o seu próprio corpo, templo do Espírito Santo e, na assembleia da comunidade crente, louvam a Deus em tudo, respeitando também as posturas corporais litúrgicas.

O apelo torna-se igualmente forte no que respeita aos momentos a seguir à celebração dentro da Igreja uma vez que se mantém tudo o que foi referido em relação às recordações fotográficas e a este espaço sagrado.

Com a colaboração de todos, com a graça de Deus e a intercessão de Nossa Senhora, primeiro Sacrário na terra, que estas breves indicações, todas importantes, cada uma no seu âmbito, possam contribuir para a alegria da melhor oferta dada às crianças no dia mais belo das suas vidas: a Comunhão do Corpo de Jesus.

Os sacramentos da Iniciação Cristã

Intimamente interligados

«Os sacramentos do baptismo, da confirmação e da santíssima Eucaristia encontram-se tão intimamente interligados, que se requerem para a plena iniciação cristã» (c. 482 § 2).

A idade de catequese

Em geral considera-se como idade de catequese o intervalo entre os sete anos (idade da razão e da discrição) e os catorze anos incompletos.

Obrigações dos pais

«Primeiramente os pais, ou quem fizer as suas vezes, e ainda o pároco têm o dever de procurar que as crianças, ao atingirem o uso da razão, se preparem convenientemente e recebam quanto antes este divino alimento, feita previamente a confissão sacramental; compete também ao pároco vigiar por que não se aproximem da sagrada comunhão as crianças que não tenham atingido o uso da razão ou aquelas que julgue não estarem suficientemente preparadas» (c. 914).
Os pais são aqueles que pedem à Igreja os sacramentos da Iniciação Cristã para os seus filhos com idade inferior a 14 anos completos.

Obrigações das crianças

«Estão obrigados às leis meramente eclesiásticas os baptizados na Igreja católica ou nela recebidos, que gozem de suficiente uso da razão, e, a não ser que outra coisa expressamente se estabeleça no direito, tenham completado sete anos de idade» (c. 11).

Condições

As condições para a comunhão das crianças são o uso da razão e a preparação devida. A preparação inclui o testemunho de fé dos pais (oração familiar; participação dominical no Sacramento da Eucaristia; frequência do Sacramento da Reconciliação), a vivência de fé das crianças e a sua formação catequética em grau suficiente.

Critério principal de discernimento é o de que a criança esteja em grau de distinguir entre o pão comum e o Pão Eucarístico (conhecimento suficiente e preparação cuidadosa, de forma que possam aperceber-se, segundo a sua capacidade, do mistério de Cristo e receber o Corpo do Senhor com fé e devoção; c. 913).

Forma prática de agir

A forma prática de ajuda a este discernimento é a verificação de que a criança «participa na missa do Domingo e Dias Santos de Guarda» (pr. 1). «A Eucaristia dominical fundamenta e sanciona toda a prática cristã» (CIC § 2181). Para isso o catequista regista semanalmente as presenças da criança na Eucaristia, incluindo os Domingos e os dias Santos de Guarda (c. 1246). O catequista deve cuidar e conservar estes registos para se manter objectivo e justo face às diferentes situações. Presume-se que a criança que «participa na missa do Domingo e Dias Santos de Guarda» o faz em liberdade, por razões de fé e de piedade, excepto alguma evidência contrária. Também se presume a declaração de verdade por parte da criança. Caso a participação na missa do Domingo esteja associada a algum grupo ou movimento social, a participação nos Dias Santos de Guarda torna-se particularmente significativa para aferir das razões de fé e de liberdade.

Pedido dos pais

Os pais, tornados participantes das suas obrigações e verificando-se nos seus filhos as condições para a recepção do Sacramento da Eucaristia apresentam o seu pedido à Igreja, na pessoa do pároco.

«Os ministros sagrados não podem negar os sacramentos àqueles que oportunamente os pedirem, se estiverem devidamente dispostos e pelo direito não se encontrarem impedidos de os receber» (c. 843 § 1).