SÁBADO – 18/OUTUBRO/2014

SaoLucasPintandoORetratoDeNossaSenhoraS. LUCAS (séc. I). Tendo-se convertido ao Cristianismo depois de ter encontrado S.Paulo, este médico de profissão seguiu-o nas suas viagens missionárias. É o autor do “terceiro Evangelho”, que tem o seu nome (é o “evangelho da infância de Jesus”, pois Lucas ouviu Maria nos três anos que viveu junto dela), bem como do “Livro dos Actos dos Apóstolos”.

2 Timóteo 4,10-17b ; Sal 114, 10-13. 17-18 ; Luc.10,1-9

CristoEnviaOsApostolosDoisADoisACOLHAMOS A PAZ QUE VEM DE DEUS (Luc.10,1-9). No começo do Evangelho de Lucas, o côro dos anjos canta : “ Glória a Deus nas alturas e paz aos homens que Ele ama” (Luc. 2,14).    Ao vir à Terra, Cristo trouxe uma mensagem de paz. Ao entrarem nas casas, os discípulos, enviados em missão dois a dois, são convidados a transmitirem essa paz que vem de Deus.  Mas eles só o poderão fazer se a tiverem acolhido na sua vida, sinal tangível que a Boa-Nova já está em vias de os transformar. Essa paz fará deles testemunhas autênticas dO Reino. Sê-lo-emos nós?    Despertemos o trabalhador que está adormecido em cada um de nós e deixemo-nos guiar pelO Espírito Santo para participarmos na missão de Cristo.   N’Ele, nós recebemos tudo. É nossa responsabilidade cristã testemunhá-lO também. Neste dia em que festejamos São Lucas peçamos-lhe que interceda por nós, para nos tornarmos amantes do Evangelho, desejosos de O anunciarmos pela palavra e pela vida.

“Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

SEXTA-FEIRA – 17/OUTUBRO/2014

SantoInacioDeAntioquiaAtacadoPelosLeoesSTO. INÁCIO DE ANTIOQUIA (107). Bispo de Antioquia durante 40 anos (foi o sucessor de S. Pedro), foi preso na perseguição de Trajano e levado para Roma para ser lançado às feras. Autor de sete cartas de um grande valor histórico e doutrinal.  “Sou trigo de Cristo, moído nos dentes das feras”.

Efésios1,11-14 ; Sal 32, 1-5. 12-13 ; Lucas 12, 1-7 

DIÁLOGO COM DEUS (Luc. 12,1-7). Que haverá de mais banal que os pardais ?   Eles não chamam a atenção nem pela plumagem nem pelo seu canto e todavia Deus dá importância a cada um deles, pois nada existe que não tenha sido desejado por Ele. Sim, Deus ama-nos e valoriza cada um de nós em particular. Nós não somos confundidos numa massa global e indistinta pois “até os cabelos da nossa cabeça estão contados” diz-nos o Evangelho. É certo que as penas e as dificuldades continuam presentes, mas é bom saber que, em tudo isso, Deus toma partido por nós, com a Sua ternura de mãe. Sim, cada um de nós é precioso por aquilo que ele é !  E Deus, nO Seu filho Jesus Cristo, resgatou-nos por um alto preço. O Evangelho de hoje convida-nos a relativizarmos os nossos temores e, sobretudo, a reforçarmos a nossa confiança em Cristo. Serão os nossos temores desajustados? Jesus diz: vós temeis pelo vosso corpo mas receai antes “o que, depois da morte, tem o poder de vos enviar para a Geena”. Deixado a si mesmo, este justo temor pode semear o pânico. Mas Jesus não quer assustar-nos. Ao chamar-nos à vigilância, Ele apela à nossa confiança porque valemos muito a Seus olhos : “Não temais: vós valeis mais que todos os pardais do mundo”.

“Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

QUINTA-FEIRA – 16/OUTUBRO/2014

SantaMargarida-MariaAlacoqueSTA. MARGARIDA – MARIA ALACOQUE (1647-1690). Visitandina no Convento Paray-le-Monial. Apesar dos muitos obstáculos, ela respondeu ao pedido de Jesus para estabelecer e difundir a devoção ao Seu Sagrado Coração.

SantaHedvigesSTA. HEDVIGES  (1243). Esposa, muito jovem, de Henrique duque da Polónia e da Silésia, foi mãe de 6 filhos que educou no temor de Deus. Viúva, perdeu também o filho mais velho na guerra contra os Tártaros.  Retirou-se para o convento, onde viveu como a última das monjas, numa grande devoção à Paixão de Cristo.   Taumaturga, é a Padroeira da Polónia.

Efésios 1,1-10 ; Sal 97,1-6 ; Lucas 11, 47-54

ESCUTEMOS OS PROFETAS (Mat.11,47-54).  Quando Deus quer falar ao Seu povo e recordar-lhes as exigências do Seu amor, envia-lhes um profeta. Este encarrega-se de exortar, de apelar à conversão e de denunciar o pecado. O profeta não prevê o futuro, fala do presente, embora sabendo que raramente será bem acolhido. Assim foi também com Jesus. Assim será também connosco. De facto, pelo nosso baptismo somos “sacerdotes, profetas e reis”. Amigos de Cristo, temos a missão de anunciar o Evangelho da vida e da verdade. Os que não quiserem escutar a nossa voz, e através de nós a de Cristo, “constróiem túmulos” tapando os ouvidos. Isto é uma grande infelicidade perante a qual não nos devemos resignar. Sejamos profetas corajosos. É mais fácil ocupar-nos dos profetas mortos que dos vivos. De facto, se estão mortos bastará recordar a sua memória pois eles não virão mais surpreender-nos. Mesmo que… através dos seus escritos, os “mortos” ainda tenham mais uma oportunidade ! Mas, nós não gostamos das interpelações que questionam o nosso conforto e auto-suficiência. Portanto, ao estimular-nos, ao, até por vezes, abalar-nos, os profetas têm a virtude de enraízar as nossas vidas numa paz profunda e alegria duradoura.  Ao mostrar-nos o caminho da Sabedoria, eles dão-nos acesso à nossa autêntica humanidade.

“Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

QUARTA-FEIRA – 15/OUTUBRO/2014

SantaTeresaDAvilaSTA. TERESA DE JESUS (1515-82). No dia 15 de Março do próximo ano será o 500º aniversário do nascimento, em Ávila, desta extraordinária mulher de acção e contemplação que, juntamente com S.João da Cruz, refor-mou o Carmelo que se afastara da regra primitiva. Autora de obras-primas da literatura mística (“O caminho da perfeição”, “O castelo interior”, etc.) cuja leitura continua a orientar a oração dos cristãos e a suscitar conversões, como sucedeu a Edith Stein. Foi proclamada em 1970, pelo Papa Paulo VI, Doutora da Igreja.

Gálatas 5, 18-25 ; Sal 1,1-4. 6 ; Mateus 11, 42-46

“EIS O QUE É  NECESSÁRIO PRATICAR…” (Mateus 11,42-46).  Somos rápidos a opôr uma moral de observância, encarnada pelos Fariseus, a uma moral do coração, que despreza os preceitos. Jesus quer englobar toda a prática da Lei. Ele só denuncia o esquecimento do essencial: a justiça e o amor. Porque ao negligenciar-se o mandamento do amor tudo o resto ainda que escrupulosamente praticado pare-ce perder todo o valor.  Se o amor e a justiça estiverem à frente, elas dão sentido a todas as outras prescrições que existem apenas para servir a caridade. Jesus insiste severamente em não prometer a felicidade aos que esquecem esta verdade, para os devolver à sua responsabilidade pessoal. É entrando neste movimento do amor de Jesus que a felicidade nos está prometida. Mas Cristo não Se contentou com fazer belos discursos sobre o amor, o serviço e a humildade ; a Sua vida estava de acordo perfeito com as Suas palavras.  Ele não procurava os primeiros lugares nas sinagogas e prégava ao ar livre, nos montes e à beira do lago. As Suas palavras não soavam a vazio pois eram acompanhadas por uma compaixão sem limites pelos pobres, doentes e pecadores. Aquilo que Ele nos pede para viver, viveu-o!

“Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.