QUINTA-FEIRA – 26/JUNHO/2014

SaoJoseMariaEscrivaS. JOSE MARIA (1902-75). Fundador dO “Opus Dei”, obra apostada na recristianização do mundo do trabalho, e da “Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz”, com esse mesmo espírito de contínua presença de Deus. Nesta semana do Corpo de Deus recordemos um conselho de S. Josemaria: “Vai perseverante ao Sacrário, fisicamente ou com o coração, para te sentires seguro, para te sentires sereno : mas também para te sentires amado… e para amares!”

2 Reis 24, 8-17 ; Sal 78, 1-2. 3-5. 8-9 ; Mateus 7, 21-29

NÃO ANDAR À BUSCA DE RECONHECIMENTO (Mat.7,21- 29).   “Senhor, não foi em Teu Nome que…” Aqui está algo que pode desorientar-nos se esquecermos como todas as acções são ambíguas. Será que são motivadas pelo duplo mandamento do amor ou pela busca de nós mesmos?  Talvez, aproximando-nos da reacção dos“benditos dO Pai” (Mat.25,34-40) nos quais “a mão esquerda ignora o que faz a  mão direita”   (Mat.25,34-40), possamos entrever o critério para se reconhecer um agir conforme à vontade Deus. De facto, não juga ser o centro de tudo e ter liberdade interior para não andar à procura de reconhecimento, podem ser os sinais duma autêntica encarnação da Palavra pelo amor de Deus e dos nossos semelhantes.

“Meditações Bíblicas”, tradução das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl.Panorama,  Ed.Bayard, Paris). Recolha e síntese: Jorge Perloiro.

QUARTA-FEIRA – 25/JUNHO/2014

BeatoJoaoDeEspanhaBTO. JOÃO DE ESPANHA (1123-1160). Com dezasseis anos entrou no mosteiro cartuxo de Montrieux, onde   após ser monge foi ordenado sacerdote. Graças à maturidade precoce das suas virtudes cristãs, foi eleito Prior com vinte e poucos anos.  Foi no seu governo que se criou o ramo feminino do Carmelo.

SaoProsperoS. PRÓSPERO DA AQUITÂNIA (depois de 455). Nascido na Aquitânia, região da Gália antiga, recebeu educação literária e filosófica. Secretário do papa S. Leão Magno contribuiu para propagar as ideias de STO. Agostinho contra o pelagianismo que exagerava a força do livre arbítrio, chegando a negar a necessidade da graça, a transmissão do pecado original e a distinção entre natural e sobrenatural.

2 Reis 22, 8-13; 23,1-3 ; Sal 118, 33-37. 40 ; Mateus 7,15-20

AcautelaiVosDosFalsosProfetas“PELOS FRUTOS OS RECONHECEREIS…” (Mat.7,15-20). Eis uma lição sobre jardinagem cheia de bom senso. E sobretudo uma boa lição de discernimento espiritual dada por Jesus aos discípulos: avaliar os frutos para considerar a sanidade da árvore. Não é no inverno nem mesmo na germinação primaveril que se pode verificar a qualidade duma árvore. É necessário tempo para discernir e é necessário ter tempo para se verem amadurecer os frutos da graça de Deus. Jesus chama-nos a uma vigilância que consegue ver para além das aparências enganosas. Mas onde está O Espírito de Deus aí germinam e amadurecem os frutos da alegria, da unidade, e da paz. “O Espírito Santo é como um jardineiro”, dizia o santo Cura d’Ars. Espinhos e cardos, uvas e figos representam dois mundos: o mundo da natureza entregue a si própria, que pode ferir-nos, e o mundo da natureza cultivada, que nos alimenta. Assim também os verdadeiros profetas, que transmitem a palavra de Cristo sem adoçarem ou negarem o carácter incontornável da porta estreita, convidando os homens a trabalhar sobre si mesmos e sobre as suas paixões (cólera, inveja, avareza…), para não permanecerem no estado da natureza selvagem. Então, as sementes do amor que Deus deposita no nosso coração, podem crescer como frutos de escuta, de benevolência e de paciência para com os outros.

“Meditações Bíblicas”, tradução das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl.Panorama,  Ed.Bayard, Paris). Recolha e síntese: Jorge Perloiro.

TERÇA-FEIRA – 24/JUNHO/2014

NASCIMENTO DE S. JOÃO BAPTISTA. A Igreja celebra, na alegria, o nascimento de João Baptista, que veio dar testemunho da Luz no limiar dos novos tempos.

Isaías 49,1-6; Sal 138, 1-3.13-15; Actos13, 22-26; Lucas 1, 57-66.80

“FEZ DA MINHA PALAVRA UMA ESPADA AFIADA…”(Is.49,1-6). São de guerra as imagens da vocação do profeta.   O Livro da sabedoria fará da Palavra personificada um combatente com uma espada afiada. A Epístola aos Hebreus dirá ser ela mais cortante que uma espada de dois gumes (He. 4,12). Em todos os textos a Palavra surge como um instrumento de julgamento: se Deus é bondade e misericórdia, a Sua Palavra, que penetra no fundo dos corações, põe a nu, ilumina e faz surgir a verdade. Ela faz aparecer o que, em cada um, é recusa e violência. Ela força-nos a uma escolha. Trazida pelo profeta ou por Jesus, a Palavra exige a renúncia aos ídolos e pede empenhamento.

ZacariasEscreveONomeDeJoao“NINGUÉM NA TUA FAMíLIA TEM ESSE NOME…” (Lucas 1,57-66.80). Dar à criança que ia nascer um nome diferente do de seu pai, não era habitual naquela época! A mãe Isabel atirara uma autêntica pedrada no charco. As tradições e costumes eram abalados. Mas O Espírito desdenha os nossos hábitos e tem o “feliz prazer” de gerar vida e bênção, desconcertando, ao fazê-lo, muitas das nossas certezas. Quando Zacarias confirma por escrito que o filho se chamará João, ei-lo liberto do seu mutismo. A Palavra nova e inesperada restitui-lhe a palavra. De algum modo, Deus tem sentido de humor! Confiemos nO Espírito que, mais uma vez, mostra ter novidades felizes.

“Meditações Bíblicas”, tradução das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl.Panorama,  Ed.Bayard, Paris). Recolha e síntese: Jorge Perloiro.

SEGUNDA-FEIRA – 23/JUNHO/2014

SaoJoseCafassoS. JOSÉ CAFASSO (1811-1860).  Sacerdote e professor de teologia moral em Turim.  Foi director espiritual de S. João Bosco, cuja obra encorajou. Canonizado em 1947. Antes de morrer escreveu esta estrofe : “Não será morte mas doce sono para ti alma minha, se ao morrer te asssitir Jesus e te receber a Virgem Maria”.

2 Reis17, 5-8.13-15a.18 ; Sal 59, 3-5.12-13 ; Mateus 7,1-5

RetiraPrimeiroATraveDaTuaVistaRENUNCIAR A JULGAR (Mateus 7,1-5). Para os Pais eremitas do deserto não existia crescimento na caridade e na oração sem renunciar ao julgamento e à crítica dos outros.  Escutemos Doroteu de Gaza: “Imaginai o mundo como um círculo traçado na terra (linha redonda feita com compasso e um centro). Imaginai que o centro é Deus e os raios são os diferentes caminhos ou formas de viver dos homens. Quando os santos, desejosos de se aproximar de Deus caminham para o centro, à medida que entram no interior aproximam-se uns dos outros, e quanto mais se aproximam uns dos outros mais se aproximam de Deus.   Compreende-se que suceda o mesmo no sentido inverso : quanto mais afastados uns dos outros, mais os homens se afastam de Deus”. Doroteu de Gaza, o eremita (séc.VI) dizia também: “Se tivermos caridade, a própria caridade cobrirá todas as faltas”.  E que dizer dos santos que embora sem consentir no pecado, não julgam o pecador, nem “o abandonam”. Ao contrário, compadecem-se, exortam-no, consolam-no e tratam-no como membro doente. Um horizonte que podemos interiorizar, na plena consciência da nossa própria fragilidade.

“Meditações Bíblicas”, tradução das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl.Panorama,  Ed.Bayard, Paris). Recolha e síntese: Jorge Perloiro.