SEXTA-FEIRA – 13/JUNHO/2014

SantoAntonioAPregarAosPeixesSTO. ANTÓNIO. Natural de Lisboa (1195) é conhecido como STO. António de Lisboa ou de Pádua, Itália onde pregou. Irmão na Ordem Franciscana, ficou célebre como pregador exímio e grande conhecedor da Sagrada Escritura. Morreu perto de Pádua (1231), e era tal a sua fama de santidade que foi canonizado menos de um ano depois. A sua figura continua viva na memória do povo como alguém que nos ajuda a procurar as coisas perdidas, a cuidar dos que buscam um santo casamento e, principalmente, como intercessor dos pobres e necessitados.

Ben-Sirá 39, 8-14 ; Sal 18B, 8-11 ; Mateus 5,13-19

SAL DESNATURADO, LUZ ARTIFICIAL (Mat.5,13-19). Caminhar segundo o espírito das bem-aventuranças permitir-nos-á progredir como seres bem “salgados”, cujas vidas têm gosto e iluminam os outros, tal como STOAntónio.  E não iluminaremos artificialmente o nosso caminho, mas sim com a luz de Cristo, que Ele partilha connosco para que, além da nossa, sejamos luminosos também com a Sua luz. A chave do nosso acerto está na luz dO Filho.   Nada mostra essa realidade de forma mais límpida do que as frases proferidas por Jesus imediatamente depois das bem-aventuranças do Sermão da Montanha: “Vós sois o sal da terra”, “Vós sois a luz do mundo”.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris). Recolha e síntese: Jorge Perloiro.

QUINTA-FEIRA – 12/JUNHO/2014

BeatoGuyVignotelliBTO. GUY VIGNOTELLI (1185-1245). O encontro com S. Francisco de Assis mudou a vida deste senhor de Cortona, na Itália: deu todos os seus bens aos pobres, ingressou na Ordem dos Franciscanos e fez-se eremita na gruta de uma ponte.

1 Reis18, 41-46 ; Sal 64,10-13 ; Mateus 5, 20-26

SermaoDaMontanha_ConterAIra“VAI PRIMEIRO RECONCILIAR-TE …” (Mateus 5,20-26). Decididamente, amar não é nada fácil !   Jesus di-lo hoje no Sermão da Montanha de três maneiras.  Primeiro ao frisar que o amor não tem limites : “a justiça” não pode limitar-se à observância de preceitos. O amor tem de ser amplo e verdadeiro. Depois diz-nos que o amor é sempre prioritário e dá O Pai como exemplo.  Deus que escolhe ficar em segundo lugar, prefere que, antes de O honrarmos na oração, nos reconciliemos com os irmãos. O Pai – que nos amou primeiro – escolhe, no ensino de Jesus, apagar-Se diante dos irmãos. Deus assumiu um rosto de homem e, por isso, é junto dos homens que deve ser procurado e, qu-ando quisermos apresentar-nos a Ele, a melhor forma será, em conjunto, como irmãos. Por fim, Jesus recorda que o amor é vital: só o amor impede sermos “lançados na prisão”. Quer dizer, o “não-amor” ou a “recusa da reconciliação” introduzem-nos inevitavelmente numa espiral da discórdia que leva à rotura e à morte. E, inversamente, com a reconciliação será possivel avançar no “caminho”, até aO Pai, fonte de amor. A palavra de Deus é como o bisturi do cirurgão que serve para remover as nossas chagas e sará-las.  Aqui Jesus fala da ferida causada pela cólera contra o irmão.  A cura é mais necessária para o homem que se encoleriza do que para o insultado. É uma evidência evangélica : as palavras que eu pronuncio e ferem os meus irmãos atingem-me também, ainda mais profundamente. Por isso devo pedir perdão quando não for justo com o outro. Então sim, posso apresentar-me diante de Deus e oferecer-lhE a vida.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris). Recolha e síntese: Jorge Perloiro.

QUARTA-FEIRA – 11/JUNHO/2014

SaoBarnabeApostoloS. BARNABÉ, Apóstolo. Barnabé não era um dos Doze mas, logo no início da Igreja, foi considerado apóstolo. Lucas diz-nos que “era um homem bom, cheio dO Espírito Santo e de fé”. Natural de Chipre, Barnabé é contado entre os primeiros fiéis de Jerusalém. Foi ele que apresentou Paulo aos restantes apóstolos e com quem posteriormente viajou por Antioquia, Chipre, Icónio e Listra.  Nesta cidade foram ambos confundidos com os deuses : Paulo com Hermes, e Barnabé com Zeus (podemos deduzir, devido à sua estatura elevada e porte majestoso).  No concílio de Jerusalém discutiu com Paulo sobre a observância pelos gentios dos ritos da lei de Moisés que Paulo considerava ser desnecessários.  Era parente de Marcos, sobre o qual exerceu uma influência decisiva.  Tendo voltado à sua pátria, evangelizou-a e morreu apedrejado por volta do ano 63.

Actos 11, 21b-26 ; 13,1-3 ; Sal 97,1-6 ; Mateus 10, 7-13

“PROCLAMAI O RElNO DOS CÉUS…” (Mateus 10,7-13). Com Barnabé “destacado para O Senhor, com vista à obra a que foi chamado”, tocamos com o dedo no como e no porquê do apelo à evangelização, na qual todo o cristão é convidado a trabalhar. “Recebestes de graça, dai de graça”. De facto, de tudo o que temos, que haverá que não nos tenha sido dado gratuitamente?Deus cumulou-nos e continuar a cumular-nos de dons. E, todavia, que fazemos nós de todos esses talentos postos graciosamente à nossa disposição? Não nos foram eles concedidos para que os partilhemos e façamos frutificar nos outros? “Ide e proclamai que O Reino dos Céus está próximo”. Não é necessário rasgar os caminhos da terra para se anunciar a Boa Nova. As multidões, esfomeadas da Palavra de vida e sedentas da água viva, andam por aí. Todos os dias nos cruzamos com elas e, até nós mesmos, fazemos parte delas. Quais serão os continentes a evangelizar ? : o nosso próprio coração e os lugares da nossa vida! Com um simples sorriso, uma palavra, um olhar ou até no silêncio do coração, podemos dar, dizer, e testemunhar muito. De facto, posso – sem dificuldade – tornar-me o mensageiro da Paz a que O Senhor me convida!

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris). Recolha e síntese: Jorge Perloiro.

TERÇA-FEIRA – 10/JUNHO/2014 ANJO CUSTÓDlO DE PORTUGAL

Daniel 10, 2a. 5-6. 12-14ab ; Sal 90, 1.3.5b-6.10.11.14-15 ; Lucas 2, 8-14

AnjoCustodioDePortugalHÁ VÁRIAS FORMAS DE VER OS ANJOS.  Deve haver uma maneira simples e correcta para se escutar Deus a falar-nos. Uma maneira que simplifique o coração, que o abra ao silêncio da “lectio divina” vivida por milhares de cristãos que nos precederam. Uma maneira de deslizar entre eles e de sintonizar o posto da nossa alma no comprimento de onda das grandes liturgias milenárias, preenchidas com o cânticos de serafins e os murmúrios de asas revestidas com a fulgurante luz da divindade. A razão sabe que nesses momentos se deve “desistir”, pois a escada que sobe ao alto é demasiado íngreme e também ela necessita de asas: das asas dos Anjos. Há um tempo para se ser sábio e um tempo para“ser como as crianças”. Tempo para analisar e tempo para tudo celebrar na unidade. Um tempo para abrir os olhos e um tempo para os fechar, antes de os poder reabrir ao mundo invisível. Este é o 1º degrau da regra de S. Bento, o degrau que instala o cenário e os personagens: O Deus invisível, mas que vê tudo “do alto dos céus” ; o homem consciente a quem “o olhar de Deus penetra em cada uma das suas acções”, que “os anjos continuamente lhE reportam”. Não se trata de espionagem, mas apenas e unicamente da presença dO Pai que ama os Seus filhos e da forma que escolhe para lhes falar. Com os olhos fechados sinto esta presença intensa a envolver-me.  E um grito brota dos meus lábios: “Deus, meu Deus, cantar-Te-ei na presença dos Anjos !”: do meu Anjo da Guarda e do Anjo Custódio de Portugal.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris). Recolha e síntese: Jorge Perloiro.

SEGUNDA-FEIRA – 9/JUNHO/2014

SantoEfremSTO. EFRÉM (373). Os hinos e tratados teológicos deste diácono sírio que refutavam as heresias cristológicas fazem dele um dos escritores mais fecundos do século IV. S.Jerónimo refere que a sua exposição era tão clara que em algumas igrejas liam as suas obras depois da Sagrada Escritura. Em 1920 foi proclamado Doutor da Igreja.

S. JOSÉ DE ANCHIETA (1534-97). Natural de Tenerife (Canárias), foi com 14 anos para o colégio jesuíta de Coimbra e aí descobriu a sua vocação missionária. Com 19 anos foi enviado para o Brasil (1553) onde se ordenou sacerdote e permaneceu 43 anos até à sua morte. Participou na fundação do Colégio jesuíta de S.Paulo de Piratininga (1554), origem da cidade de S.Paulo. Beatificado por João-Paulo II em 1980, e canonizado pelo papa Francisco em Abril de 2014.

1 Reis17,1-6 ; Sal 120,1-8 ; Mateus 5, 1-12

“FELIZES SEREIS!” Ao ver as multidões perdidas como ovelhas sem pastor, Jesus sobe a montanha e anuncia as Bem-aventuranças. Ainda hoje, O Filho de Deus continua a olhar para os filhos de Adão. O Evangelho (Mat.5,1-12), não volta nossos olhos para os céus e felicidade prometidos, mas para as realidades terrestres, para os infelizes deste mundo. A mensagem das Bem-aventuranças repete aos pobres, aos aflitos e oprimidos – aos homens do mundo a que pertencemos – que, a partir de agora, todos os pecadores, quaisquer que eles sejam, são filhos muito amados dO Pai. Se O Verbo Se fez carne não foi apenas para nos desvendar a realidade celeste, mas também para nos mostrar o caminho que conduz aO Pai. As Bem-aventuranças são esse caminho, esse percurso espiritual para o alto. Jesus não se contentou em proclamar esta mensagem: viveu-a, tornando-Se Ele próprio a Verdade, o Caminho e a Vida. De facto, a Sua vida é uma contínua exortação a que vivamos em comunhão com um pouco mais de felicidade, com um pouco mais de partilha, de carinho, de justiça, de misericórdia, de paz, de justiça e pureza. Será que tento proceder assim no quotidiano da minha vida?

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris). Recolha e síntese: Jorge Perloiro.