S. SIMÃO e S. JUDAS(séc. I). Simão, chamado Zelote, e Judas, de apelido Tadeu (qualificado por Lucas como “filho de Tiago” e portanto primo de Jesus; foi ele que na Última Ceia perguntou a Jesus: “Senhor, porque Te hás-de manifestar a nós e não Te manifestarás ao mundo ?), são dois dos Doze Apóstolos. Serão mortos na Pérsia. Celebrados no Oriente desde o século VI, e , em Roma, desde o século IX.
Efésios 2, 19-22 ; Sal 18, 2-5 ; Lucas 6, 12-19
“CIDADÃOS DE UM POVO ESCOLHIDO…” (Ef.2,19-22). Os sofrimentos que encontramos nesta vida já não são, para Paulo, motivo de desesperança. Ele compreende-os à luz das promessas de Cristo, e da sua própria experiência dO Espírito, que dá a vida. Eles assumem então um sentido: dores de parto. Nos profetas e literatura apocalíptica, a imagem é tradicional para referir a aproximação dos tempos messiânicos. Procuremos interiorizar estes versículos, fazendo-os entrar em diálogo com as nossas vidas. E não nos admiremos se eles suscitarem dúvidas e resistências. Não está aí o nosso combate da fé e da esperança? “Senhor, já não somos estrangeiros nem gente de passagem mas cidadãos de um povo santo, membros da família de Deus. Mas, Senhor, a terra onde Tu incarnaste é hoje uma terra de violência, de ódio e de divisões. Perdoa a nossa indiferença. Ajuda-nos a mudar o olhar. Inspira-nos gestos de solidariedade a favor dos que sofrem. Escuta as orações dos crentes do mundo inteiro para que sejam ouvidos aqueles que trabalham pela Paz.” Oração dos cristãos da Palestina.
“JESUS PASSOU A NOITE A ORAR A DEUS…” (Luc.6,12-19). Os 12 foram enviados, mas antes tinham sido escolhidos. Esta escolha dos Doze é fruto da oração de Cristo. Estamos perante a escolha de Deus e não podemos ser juízes, indo contra a eleição divina. É tranquilizador pensar que o discípulo não atribui a si próprio a missão, ela não provém dele, mas da Igreja e da oração dO Senhor. “Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi para irdes e dar muito fruto, e fruto que permaneça” (João 15,16). Cada um é escolhido particularmente pelO Senhor, tal como é: com a sua história, a sua pobreza, mas também a sua generosidade. Misteriosamente, O Senhor serve-Se de nós para ser as Suas mãos, os Seus olhos, o Seu coração…
Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.
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