QUINTA-FEIRA – 21JANEIRO/2016

a_MartirioDeSantaInesSTA. INÊS (séc. III). Ofereceu-se ao martírio com 12 anos, venerada com ternura pelo povo de Roma.

1 Samuel 18,6-9;19,1-7; Sal 55,2-3.9-13; Marcos 3,7-12

“DAVID MATOU DEZ MIL… ” (1 Sam. 19,1-7). Vemos aqui o carácter destruidor da inveja, como na história de Caím e Abel (Gén.4) ou na de José e seus irmãos (Gén.37). O texto relata uma dupla violência : dos combates de um povo contra os seus invasores e a rivalidade entre os chefes de guerra. Uma concepção demasiado grosseira do desígnio de Deus, vendo nos êxitos militares de David a manifestação de uma eleição: Deus quer fazê-lo rei ! Todavia o relato aponta outra possibilidade: David deve a sua salvação à intervenção de Jónatas, o qual, pela sua amizade por ele, afronta seu pai Saul. Ele tem com o rei um discurso de sabedoria, apoiado na justiça e na verdade, e obtém do pai o respeito pela vida de David. Assim, o desígnio de Deus abre um caminho através da complexidade dos corações humanos, sempre inclinados à violência, mas também capazes de um amor corajoso e inteligente.

“TU ÉS O FILHO DE DEUS!… ” (Marcos 3,7-12) . Pressionado por todos os lados, Jesus retira-Se, afasta-Se, mas não desiste nem do ensino das multidões, nem da cura dos doentes, vindos de toda a parte. Mas este entusiasmo popular não será superficial? Não verão apenas neste Mestre um belo orador capaz de galvanizar as multidões, ou então um mero curandeiro, muito eficaz? E mesmo que um ou outro diga, justamente, que Ele é O Filho de Deus, Jesus não descobre aí uma verdadeira confissão de fé capaz de resistir à Sua Paixão e Crucifixão. Por isso, ordena que parem de O designar assim. A verdadeira identidade dO Filho do homem, dO Filho de Deus, só se tornará patente na comunhão com O Espírito Santo, ulterior à Sua Paixão e à Sua Ressurreição.

4.º DIA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE: “UM POVO DE SACERDOTES CHAMADO A PROCLAMAR O EVANGELHO”. Senhor Jesus, Tu disseste que é no amor que tivermos uns pelos outros que nos reconhecerão como Teus discípulos. Faz que, fortificados pela Tua graça trabalhemos sem cessar pela unidade visível da Tua igreja, afim de que a Boa-Nova que nos chamas a proclamar possa escutar-se em todas as nossas palavras e actos. Leituras: Deuteronómio 6, 3-9 ; Sal 33 ; Actos 4, 32-35 ; Luc.24,17-21.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.