1ª SEXTA-FEIRA – 5/FEVEREIRO/2016

STA. ÁGUEDA (251). Jovem siciliana, martirizada em Catânia, que por ter recusado o assédio de um poderoso e permanecido fiel a Cristo foi atrozmente mutilada dos seios, arrancados com tenazes. Protectora dos sismos.

Ben-Sirá 47,2-13; Sal 17,31.47.49.50.51; Mateus 6,14-29

ACOLHER A GRATUITIDADE DO DOM DE DEUS (Salmo 17). Este salmo evoca a nossa participação, pessoal e eclesial, na vitória de Deus sobre as forças do mal. Convida-nos a contemplar Cristo pascal em que já somos vencedores (Apoc.2-3). Uma realidade que depressa esquecemos, seja porque não fazemos a ligação entre a Ressurreição e as nossas vidas concretas, seja por acreditarmos convictamente ser capazes de vencer as forças do mal por nós mesmos. Então, peçamos a Deus a graça de experimentar os frutos da Páscoa, os frutos do espírito da vida. Cabe a cada um acolher a gratuitidade e a superabundância deste dom que Deus lhe dá.

“HERODES DEU UM BANQUETE AOS DIGNATÁRIOS.” (Marc.6,14-19). Quantas violências nascem de uma rivalidade amorosa ou do alcóol bebido durante uma refeição, ou ainda de palavras que nos escapam. O episódio do Rei Herodes coagido a mandar decapitar João, o primo de Jesus, por causa duma promessa insensata tem todos estes ingredientes que levam à morte. Hoje, somos chamados a testemunhar Cristo no contexto das violências contra os cristãos no Iraque, Síria, Nigéria, Eritreia e muitas outras regiões. Como os monges de Tibhirine e muitos outros, o cristão é mandado a amar até os inimigos. Pagar o bem com o bem ou o mal com o mal, é a lei comum. Vencer o mal com o bem (Rom.12,21) é seguir Cristo que, no último momento, orou ao Pai pelos seus carrascos.

“Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.