XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM – 11/OUTUBRO/2015

OJOvemRicoS. JOÃO XXIII (1881-1963). “Obediência e paz”, era a devisa de Angelo Roncalli, eleito papa em 1958, sob o nome de João XXlll. O instigador do Concílio Vaticano ll, foi canonizado pelo papa Francisco.

Sabedoria 7, 7-11 ; Sal 89, 12-17 ; Hebreus 4, 12-13 ; Marcos 10, 17-30

“JESUS PÔS-SE A CAMINHO…” (Marcos 10,17-30). Enquanto caminhamos como discípulos, situamo-nos no centro da pergunta que todos eles fazem : aquilo que é bom para o homem será bom aos olhos de Deus ? Alguém colocou esta questão a Jesus, começando por lhE chamar “bom Mestre”. Mas Jesus criticou esta introdução respondendo que “bom, só é Deus”, porque Ele é a única fonte que nada pode ocultar. Recordemos que, logo no primeiro capítulo do Génesis, Deus utilisa a palavra “bom” – cujas ressonâncias são infinitas – num hino à beleza e à bondade da Criação. Assim, o adjectivo “bom” constituiu-se ponte entre Deus e a Sua Criação, entre Deus e os homens. É a essa bondade que Jesus deseja reconduzir-nos. Foi assim que nos revelou O Pai : Aquele a quem, Jesus e nós, podemos chamar carinhosamente “Abba”. Continue a ler XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM – 11/OUTUBRO/2015

A entrega de si a Deus – colocação no tempo

O caminho para esta resolução («compromisso») pode ocupar vários dias, conforme os casos, para ser purificado, libertado, fundado em Cristo, pedra angular. O acto de entrega, em Outubro, (mês do Rosário, da última aparição de Nossa Senhora em Fátima, das Missões, de S. Teresa do Menino Jesus, de S. Francisco de Assis, de S. Teresa de Jesus, de S. Margarida Maria Alacoque, de S. Inácio de Antioquia, de S. Lucas) relaciona-se com a urgência da entrega. Aqueles que adiam a sua entrega ao Senhor correm o risco de que lhes falte o tempo, a graça ou a vontade. O compromisso é no princípio da catequese, mas para guiar o ano inteiro e consolidar a amizade com Cristo. Assim também em Fátima, Nossa Senhora colocou a pergunta aos pastorinhos não na última aparição, em Outubro, mas na primeira, em Maio. A perfeição da entrega é uma realidade dinâmica. O que se requere no princípio é a intenção pura. Todo o ano será
oportuno para alcançar a força da Fé. Por outro lado, todos os sinais que este mês de Outubro nos oferece, mostram que «a Deus tudo é possível».

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Introdução

A etapa do compromisso exprime e realiza no jovem crente a fidelidade do amor de Cristo pelos seus irmãos. É contrária à cultura do descartável segundo a qual o outro se utiliza à medida do próprio interesse e a pessoa humana parece ser mais uma coisa entre as coisas. O compromisso exprime também a fé, como diz o Evangelho: «Em verdade vos digo, sempre que fizestes isto a um destes irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25,40). Exprime também a esperança, como vemos pelas palavras do Santo Padre (Rio de Janeiro, 25.7.2013):

Jovens! Vocês, queridos jovens, possuem uma sensibilidade especial frente às injustiças, mas
muitas vezes se desiludem com notícias que falam de corrupção, com pessoas que, em vez de
buscar o bem comum, procuram o seu próprio benefício. Também para vocês e para todas as
pessoas repito: nunca desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a
esperança. A realidade pode mudar, o homem pode mudar. Procurem ser vocês os primeiros
a praticar o bem, a não se acostumarem ao mal, mas a vencê-lo com o bem. A Igreja está ao
lado de vocês, trazendo-lhes o bem precioso da fé, de Jesus Cristo, que veio «para que todos
tenham vida, e vida em abundância» (Jo 10,10).

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A entrega de si a Deus – iniciativas

Apresentamos aqui apenas algumas linhas gerais. Pelo que se disse acima, os adolescentes participam activamente com os seus ideais e acções.

I. Um primeiro grupo de iniciativas concretiza-se no cuidado para com as crianças que começam a frequentar a catequese no primeiro volume: preparação do acolhimento, preparação da recepção da Avé-Maria, testemunho de fé e acompanhamento do seu crescer ao longo do ano.

a) Acolhimento das crianças que pela primeira vez frequentam a catequese Embora possa ser o caso de crianças que passam a frequentar outros volumes, a generalidade das crianças nesta situação foi inscrita no primeiro volume (algumas no despertar da fé), portanto, à volta de seis anos de idade. É bom que estas crianças e as suas famílias sejam acolhidas com simplicidade e verdade e encontrem uma Igreja próxima de si. Assim também é importante que a transmissão da fé, que começou com os pais e será mais intensa com o grupo de catequese, passe também por jovens que fizeram, com fidelidade, um caminho semelhante ao que as crianças estão a começar.

Para os próprios jovens, vale o que afirmava o Beato João Paulo II: «É dando a fé que ela se fortalece» (Redemptoris Missio, 2). O momento principal do acolhimento é na Eucaristia (6 de Outubro de 2013), mas outros momentos podem ser valorizados: por exemplo, um postal de boas vindas, feito pelos jovens, um acolhimento feito às crianças, antes da Eucaristia, aos pais, nas entradas da Igreja, etc.
Com os pais, noutra altura, poderão apresentar-se alguns testemunhos de pais e de catequistas que já percorreram, com a ajuda de Deus, o caminho de fé ao longo destes anos e assim ajudar a preparar as várias etapas futuras do itinerário de catequese com os filhos, em família e na paróquia.

b) Entrega da Ave Maria (8 de Dezembro)

Será preparada com um momento de oração do terço, rezado pelas próprias crianças, no di 7 de Dezembro, vigília da Solenidade da Imaculada Conceição.

Também aqui a presença dos jovens do compromisso, por exemplo, preparando o ambiente celebrativo, os cânticos, as meditações, a oração e o significado da devoção e amor a Nossa Senhora na vida de fé, pode ser um facto muito belo.

II. Um segundo grupo de respeita ao conhecimento dos caminhos da santidade, à oração e à Fé actuante pelas obras. Cada encontro de catequese ao longo do mês de Outubro, mais intenso, poderá ser dedicado à escuta de testemunhos missionários (por exemplo, de voluntários que estiveram nas missões: consagrados e consagradas, casais, outros leigos, adultos e jovens); ao contacto com a vida de santos (por exemplo, o filme «Bakhita», os santos do próprio mês, indicados acima); à oração profunda e partilhada, pedindo a Jesus a luz interior sobre a vocação da própria vida). O mês será também dedicado à preparação do compromisso diante de Deus, a realizar no Dia das Missões: uma decisão autêntica, relacionada com a oração, com a relação com os pais, etc., segundo as disposições de cada para o próprio 9.º volume de catequese, tendo presente que alguns dos jovens já receberam o Sacramento da Confirmação.

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Indicações para os catequistas – a adolescência

A passagem da infância para a maioridade faz-se também através da adolescência. Apesar de ser passageiro – não é desejável um adulto ter carácter adolescencial – aquele período exige dos educadores um saber pedagógico adequado às mudanças interiores que atravessam a pessoa naquela idade, nas suas várias dimensões: a relação com Deus, a relação com os pais e com a família, a relação consigo próprio, a relação com o dever, a formação moral e da força da vontade, a distinção entre o bem e o mal, a consciência do
pecado, a amizade, o contexto comunicacional e os universos virtuais.

Em concreto, deve o catequista evitar que a forma de comunicação com os jovens e com o grupo de catequese, na escuta da Palavra, na vivência da fé, no testemunho, na mudança de vida, seja uma repetição ou um prolongamento do que se fez até aos 11 ou 12 anos, em geral, a idade da profissão de Fé. Com essa idade, as pessoas alcançam novos patamares de pensamento crítico próprio.

Em âmbito moral (decisão pessoal e social pelo bem autêntico), é necessária uma presença educativa segura e alegre (não relativista, certa, constante, atraente e não rígida) capaz de ajudar a fortalecer interiormente a escolha do que é bom aos olhos de Deus. Actualiza-se também por este meio a profissão de fé recebida no Baptismo e a renúncia ao mal. No respeitante ao conhecimento, requere-se a sabedoria de antecipar respostas indicativas, que pacifiquem a inquietude da procura, partilhando critérios de
discernimento, segundo a vida e a amizade de Cristo (cf. Jo 15), e não soluções abstractas e acabadas, que não passem pelo trabalho interior dos adolescentes. É na amizade com Jesus, vivida na plenitude sacramental, se alimenta a liberdade e a confiança para escutar, para falar, para O conhecer, para O seguir.

Tudo isto requere um método (caminho) próprio, activo, não dependente dos impulsos do momento e da inconstância dos ânimos, mas não indiferente à vida real, significativo para a experiência de cada um, capaz de iluminar com a luz de Deus a realidade do crescimento que a pessoa enfrenta todos os dias, de forma bastante acelerada no período da adolescência. A idade dos 14 anos, depois da fase anterior, marca a vida da pessoa com opções fundamentais sobre a descoberta de Deus que se revela pessoalmente, a vida moral, a síntese intelectual, a resposta vocacional. Nem sempre a pessoa se dá conta da importância do que está a acontecer naquele momento para a vida futura

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