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TERÇA-FEIRA – 2/FEVEREIRO/2016

a_ApresentacaoDeJesusAPRESENTAÇÃO DO SENHOR NO TEMPLO. Cristo é a Luz, evocada hoje na Igreja pela chama das velas da procissão da Candelária, por ser a luz que veio iluminar o nosso caminho diário.

Malaquias 3, 1-4 ; Sal 23, 7-10 ; Hebreus 2, 14-18 ; Lucas 2, 22-40

ELES VÊEM O INVISíVEL (Lucas 2,22-40). Jesus é apresentado no Templo pelos pais, Maria e José, que cumprem os ritos da Lei. É só isto o que vêem os olhos da carne dos dois anciãos, Simeão e Ana, e de todos os que – na manhã deste dia – estão nO Templo. Todavia, O Espírito de Deus ilumina o olhar interior de Simeão e o desta mulher da Antiga Aliança, fazendo-os descobrir neste menino “O Senhor que chega ao Seu Templo”: a salvação anunciada! Eles vêem nesta criança, apresentada por Maria e José, a “dádiva” de Deus ao Seu povo e a toda a humanidade : o dom de Deus escondido no instante presente. Eles conseguem ver o invisível, ver a realidade escondida nos acontecimentos banais e é isso que os faz profetas: ser capazes de desvendar O Mistério escondido nos acontecimentos aparentemente banais e decifrar “os sinais dos tempos”. A Igreja também é profética porque revela o dom de Deus, Mistério da Salvação, nos acontecimentos do nosso tempo. Saberei eu ler a face escondida da minha vida descobrindo nela o dom de Deus, dom dO Seu Amor que me salva ? Para isso, tenho de ir ao Templo – participar na Eucaristia – e aprender a permanecer n’Ela ao longo do dia.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

SEGUNDA-FEIRA – 1/FEVEREIRO/2016

a_SantaBrigidaDaIrlandaSTA BRíGIDA DA IRLANDA(452-525). Filha duma escrava da corte do pai Dubtbach, rei irlandês de Leinster, foi baptizada por S. Patrício, o Apóstolo da Irlanda. Recusou muitos pedidos de casamento, tornando-se monja, no convento de Ciull-Dara que se tornou centro de religiosidade e aprendizagem. Fundou vários mosteiros, entre eles, o de Kildare, um mosteiro duplo: para homens e para mulheres. A sua grande caridade fez a lenda contar que “as vacas do seu mosteiro eram ordenhadas três vezes ao dia para prover o leite para os pobres”. STA. Brígida fundou também uma escola de artes presidida por S. Conleth, em que se executavam trabalhos em metal e iluminuras. Razão porque Kildare foi o berço do magnífico “Livro dos Evangelhos”, ou “Livro de Kildare”, com preciosas iluminuras, infelizmente perdido durante a Reforma Protestante. Portugal tem uma relíquia do crânio de STA. Brígida, na igreja de S. João Baptista do Lumiar, em Lisboa.

2 Samuel 15, 13-14;16, 5-13a ; Sal 3, 2-7; Lucas 5,1-20

COMBATE CONTRA A DÚVIDA (2 Samuel 15,13-14; Sal.3,2-7). “Salmo de David quando fugia do filho Absalão”, diz o versículo 1 (não citado na liturgia). Traição familiar e questões sociais podem juntar-se, total ou parcialmente, e sabemos por experiência como podem ser destabilizadoras. A dúvida insinua-se, o horizonte parece fechado: “Nem Deus o pode salvar !” É então que se trava o combate espiritual pela confiança e contra a desesperança. Combate no qual não estamos sós, porque Deus está connosco revelando-Se “escudo”, “sustentáculo”.

“ELE É DOS NOSSOS…” (Luc.5,1-20). Que estarão aqui a fazer estes porcos, vara de animais impuros que albergam uma “legião” de demónios, nesta história de um exorcismo. Fala-se muito de lenda popular… Mas o texto resiste. A violência terrível e mortal à volta do possesso, excluído da cidade, a automutilar-se errante entre os túmulos, aponta outras formas de violência ; a legião, evocativa do ocupante romano e o poder económico, representado pelos porcos, são outras realidades violentas que temos que aceitar perder para reencontrar a forma de vida salva.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

Intenções do Santo Padre – Fevereiro de 2016

LaudatoSiiTextos: Apostolado da Oração
Intenções de cada dia: Calendário de Fevereiro 2016

Universal: Cuidar da casa comum
Para que cuidemos da criação, recebida como dom gratuito, a cultivar e proteger para as gerações futuras.
Pela Evangelização: Povos da Ásia
Para que cresçam as oportunidades de diálogo e de encontro entre a fé cristã e os povos da Ásia.

Em união com o Santo Padre

Oferecimento do dia: Ofereço-Vos, ó meu Deus, em união com o Santíssimo Coração de Jesus e por meio do Coração Imaculado de Maria, as orações, os trabalhos, as alegrias e os sofrimentos deste dia, em reparação de todas as ofensas e por todas as intenções pelas quais o mesmo Divino Coração está continuamente intercedendo e sacrificando-se nos nossos altares. Eu Vo-los ofereço de modo particular pelas intenções do Santo Padre para este mês:

Intenção Universal: Para que cuidemos da criação recebida como dom gratuito, a cultivar e proteger para as gerações futuras.

Intenção pela Evangelização: Para que cresçam as oportunidades de diálogo e de encontro entre a fé cristã e os povos da Ásia.

Eucaristia: Em reparação por todos os atentados cometidos contra a criação, destruindo de modo irresponsável a obra de Deus. E pelos cristãos da Ásia,  para que possam anunciar com liberdade o Evangelho.

Proteger a criação

Na Carta Encíclica Laudato Si’, diz-nos o Papa Francisco: «O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar. O Criador não nos abandona, nunca recua no seu prjecto de amor, nem se arrepende de nos ter criado. A humanidade possui ainda a capacidade de colaborar na construção da nossa casa comum. […] Precisamos de um debate que nos una a todos, porque o desafio ambiental, que vivemos, e as suas raízes humanas dizem respeito e têm impacto sobre todos nós».

IV DOMINGO DO TEMPO COMUM – 31/JANEIRO/2016

aS_ImagemPeregrinaS. JOÃO BOSCO (1815-88). Dotado de memória prodigiosa, inclinado à música e à arte, Dom Bosco tinha uma linguagem fácil, espírito de liderança e foi um grande educador e escritor. Em 1848 fundou o Oratório de S.Francisco de Sales. A seguir ao Oratório surgiu uma escola profissional, depois uma escola básica, um internato, etc. Em 1855 deu o nome de Salesianos aos seus colaboradores. Com a ajuda de STA Maria Domingas Mazzarello, fundou (1872) o “Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora” para a educação da juventude feminina. O papa Pio XI, que o conheceu e gozou da sua amizade, canonizou-o na Páscoa de 1934.

STA MARCELA (410). Nobre romana, discípula de S.Jerónimo. Dedicou-se à oração, à caridade e ao estudo da Bíblia. Morreu com idade avançada, vítima dos visigodos de Alarico, durante o saque de Roma.

Jer.1, 4-5.17-19 ; Sal 70,1-4a. 3-6ab.15ab.17 ; 1Cor.12, 31–13,13 ; Luc. 4, 21-30

“CUMPRIU-SE HOJE ESTA PASSAGEM DA ESCRITURA QUE ACABASTES DE OUVIR” (Lucas 4,21-30). Quem não terá sonhado escutar palavras semelhantes ? Assim, é compreensível a reacção dos ouvintes de Jesus: tudo é possível, Ele é do nosso meio, Ele é nosso e vai realizar para nós o que fez fora daqui conforme a Sua fama apregoa. Mas Jesus suscita interrogações, ligadas à profundidade da Sua palavra e à banalidade da origem. Conhecemos-lhE os parentes, então vamos aproveitá-lO, segurando-O para nos fazer beneficiar dos Seus Dons, sobretudo se vierem de Deus ! Terrível testemunho de uma comunidade que pretende “possuir” o Seu profeta, capturando-O para si mesma! Jesus compreende perfeitamente estas intenções mas recusa deixar-Se capturar. A palavra de Jesus é de abertura e de liberdade. Ele veio proclamar palavras que apontam outro caminho aos grupos que aguardam a libertação. E Ele diz palavras insuportáveis, pois toma o exmpl.de Elias e da viúva, estrangeira de Sarepta, ou ainda o de Eliseu que curou a lepra ao excluído sírio Naaman. Jesus é talvez um provocador, mas Jesus é sobretudo coerente das palavras com os actos. O que Ele vê esboçar-se no coração dos Seus compatriotas – até antes que disso tivessem consciência – sabe que não pode aceitá-lo e que terá – por sua causa – muito que sofrer. Ora, como reage Ele a esta evidência? Com calma soberana: nem com condenação nem com indulgência, aceita-o simplesmente como um facto. Parece quase dizer: “É normal”. Jesus não Se admira ou escandaliza ao ver que o 1º contacto das pessoas consigo não causa um relâmpago de empatia e, ao contrário, desperta sentimentos contraditórios, hesitantes. Jesus aceita tudo isso sem pestanejar: “certamente ides dizer…” Não tenhamos, pois, medo ou vergonha das dúvidas; elas não são recusas. Com simplicidade,  apresentemo-las a Jesus. Tentemos imaginá-lO tão concretamente quanto possível a responder-nos : “Sim, Eu sei, certamente tu vais dizer…” Talvez nos surpreenda o tom estranhamente vivo da Sua resposta : grave, se for de gravidade que nesse momento necessitamos, severa, se a necessidade for de admoestação ou, sorridente, se se for de um sorriso…, a Sua locução é susceptível de assumir todas as nuances…
Acaba amanhã 2/Fev./2016 o “Ano da Vida Consagrada”. Será que essas vidas nos interrogam e provocam? Será que nos deixamos sensibilizar com o apelo da Palavra que nos impele para irmos mais além ?

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.