Palavra do Papa Francisco, Meditações, notícias, leituras da semana, oração, vida paroquial.
Domingo, 07 — FI_234_UnidadePastoral — FI_234_Alges
Palavra do Papa Francisco, Meditações, notícias, leituras da semana, oração, vida paroquial.
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S. PAULO MIKI e COMPANHEIROS Em 1957, ergueram-se 26 cruzes – numa colina perto da cidade de Nagasaki – para crucificar Paulo Miki, jesuíta japonês, e os companheiros. Eram ainda mais 2 jesuítas, 6 franciscanos e 17 leigos, (entre eles 3 jovens com menos de 14 anos), todos crucificados por causa da sua fé e amor a Cristo. A humanidade necessita de homens e mulheres como S.Paulo Miki, que vivam da Palavra de Jesus : “Que o vosso sim seja, Sim, e o vosso não seja, Não; tudo o resto vem do Maligno”.
1 Reis 3,4-13; Sal 118,9-14; Marcos 6,30-34
REENCONTRAR O SEU SENHOR(1 Reis 3,4-13 ; Sal.3,4-13). Escutar a voz de Deus, pôr em prática as Suas palavras é fonte de alegria para o salmista e lugar de encontro com O Seu Senhor. Não foi isto que Maria viveu? Não guardou ela “todas as coisas no coração”, fazendo a escolha de Deus numa intimidade de todos os instantes ? Quanto à questão relacionada com a sua juventude ela pode evocar o jovem Salomão que não pediu riquezas a Deus mas apenas a sabedoria identificada com a Palavra para discernir o desígnio divino e aceitá-lo por amor. Maria, e sómente Maria, pode “dirigir os nossos passos com segurança” (Jeremias 10,23).
“Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.
STA. ÁGUEDA (251). Jovem siciliana, martirizada em Catânia, que por ter recusado o assédio de um poderoso e permanecido fiel a Cristo foi atrozmente mutilada dos seios, arrancados com tenazes. Protectora dos sismos.
Ben-Sirá 47,2-13; Sal 17,31.47.49.50.51; Mateus 6,14-29
ACOLHER A GRATUITIDADE DO DOM DE DEUS (Salmo 17). Este salmo evoca a nossa participação, pessoal e eclesial, na vitória de Deus sobre as forças do mal. Convida-nos a contemplar Cristo pascal em que já somos vencedores (Apoc.2-3). Uma realidade que depressa esquecemos, seja porque não fazemos a ligação entre a Ressurreição e as nossas vidas concretas, seja por acreditarmos convictamente ser capazes de vencer as forças do mal por nós mesmos. Então, peçamos a Deus a graça de experimentar os frutos da Páscoa, os frutos do espírito da vida. Cabe a cada um acolher a gratuitidade e a superabundância deste dom que Deus lhe dá.
“HERODES DEU UM BANQUETE AOS DIGNATÁRIOS.” (Marc.6,14-19). Quantas violências nascem de uma rivalidade amorosa ou do alcóol bebido durante uma refeição, ou ainda de palavras que nos escapam. O episódio do Rei Herodes coagido a mandar decapitar João, o primo de Jesus, por causa duma promessa insensata tem todos estes ingredientes que levam à morte. Hoje, somos chamados a testemunhar Cristo no contexto das violências contra os cristãos no Iraque, Síria, Nigéria, Eritreia e muitas outras regiões. Como os monges de Tibhirine e muitos outros, o cristão é mandado a amar até os inimigos. Pagar o bem com o bem ou o mal com o mal, é a lei comum. Vencer o mal com o bem (Rom.12,21) é seguir Cristo que, no último momento, orou ao Pai pelos seus carrascos.
“Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.
S. JOÃO DE BRITO (1647-1693). Em 1673, João de Brito embarcou para Goa, Índia. Os primeiros tempos foram de preparação para a vida missionária: dormia no chão, não comia carne nem peixe, sómente vegetais, fruta, arroz e leite, com nenhumas condições materiais à disposição. Ali terminou os seus estudos de Teologia. Em 1674 parte para Madurai, onde a sua ajuda social e fé converte milhares de indus. Em 1686 vai para o reino de Maravá com 5 catequistas e cruza-se com o chefe do exército que os prende e tortura, procurando levá-los a invocar o Deus Shiva, o que recusam. Poupado à pena capital, regressa a Portugal, mas volta à India em 1690, onde em 1693, por fim sofreu o martírio à mãos de um rajá, pai da concubina de sangue real repudiada pelo príncipe polígamo convertido por João de Brito. Foi canonizado (1947) pelo papa BTO. Pio XII.
1 Reis 2,1-4.10-12 ; 1 Crónicas 29, 10-12; Marcos 6,7-13
NA MÃO DE DEUS (Crónicas 29,10-12). “Na Tua Mão, força e poder; tudo n’Ela, cresce e se solidifica.” Vemos como a Escritura não receia utilizar as imagens para falar de Deus. Recordemos que STO lreneu “identificou” as duas mãos de Deus, que criam e recriam, com O Filho e com O Espírito . Mas como permanecer nessas mãos de Deus ? Deixando-nos trabalhar por elas. Isso, tem de passar por uma disponibilidade interior, na oração e na contemplação de Cristo, tal como é revelado no Evangelho, ou seja, por pôr em prática o duplo mandamento do amor, não de maneira legalista mas com o impulso do desejo.
“CHAMOU OS DOZE E COMEÇOU A ENVIÁ-LOS EM MISSÃO” (Marc.6,7-13). Doze é o número rico em referências bíblicas. Tal como Jacob e os seus 12 filhos de onde sairam as 12 tribos de Israel, Jesus terá um colégio de 12 apóstolos. A Jerusalém celeste tem 12 portas e assenta em 12 bases, tendo cada uma o nome de um dos 12 apóstolos dO Cordeiro. Este número simboliza a continuidade do Novo Testamento sobre o Antigo, mas a partir de Cristo, pedra angular, e dos apóstolos, as fundações. Deve admirar-nos que os apóstolos partilhem o poder e a autoridade de Deus de curar e pratiquem exorcismos retirando os pecados. E também que este poder esteja agora entregue aos sacerdotes.
“Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.
STA. CLAUDINE THÉVENET (1774-1837). “Ver Deus em todas as coisas e todas as coisas em Deus !”, foi a oração constante desta mulher que com 12 anos viu fuzilar 2 irmãos na Revolução Francesa, e nunca mais esqueceu as últimas palavras dum deles : “Glady, perdoa como nós perdoamos!” E ela decidiu perdoar. Fez da sua religião e vida apostólica um acto de louvor à glóia de Deus, até exclamar ao morrer : “Deus é bom!” A congregação que fundou de “Religiosas de Jesus-Maria” está profundamente infuenciada pela sua forte personalidade de fortaleza, inteligência, capacidade de organização e amor pelas crianças que cuidava. Não tolerava preferências nem parcialidades : “A única preferência que permitirei é pelos mais pobres e pelos mais deficientes…” Hoje há mais de 1800 religiosas de Jesus-Maia em mais de 180 comunidades nos 5 continentes. A mulher que queria “ser mãe de todas as crianças” foi canonizada por S. João-Paulo II (1993).
2 Samuel 24, 2. 8b-17 ; Sal 31,1-2. 5-7 ; Marcos 6, 1-6
O AMOR DO PAl REVELADO AO PECADOR(Sal.31,1-2.5-7). O Salm. 31 declara feliz não o justo mas o pecador a quem o pecado é perdoado. Ele remete-nos para as parábolas da misericórdia, em que Cristo assegura aos que O ouvem que : “há mais alegria no céu por um só pecador que se arrepende do que pelos noventa e nove justos que não têm necessidade de conversão” (Lucas 15,7). A alegria do céu e a alegria da terra correspondem-se. O Salmo fala-nos também da solidez de quem se situa na verdade e confessa o seu pecado a Deus, como o publicano do Evangelho (Luc.18,13-14). Esta solidez compara-se à de Cristo, “rocha” na qual se deve construir a casa, revelação do amor dO Pai (Mat.7,24-27).
“ELE É DOS NOSSOS…” (Marcos 6,1-6). Triste sorte, a reservada ao profeta : desprezado na sua pátria, na sua família e na sua casa. Esta série de três palavras está aqui para nos lembrar o versículo – dos mais célebres – em que Deus manda Abraão deixar “a sua pátria, a sua família e a casa de seu pai.” (Génesis 12,1). Por contraste, Gad – o vidente de David, na primeira leitura – é enviado ao rei para o obrigar a fazer uma escolha dolorosa. David foi, porém, menos refractário ao Seu Deus do que os Nazarenos serão a Jesus. Assim, há aqueles que Deus convida – como Abraão – a expatriarem-se, mas há também os que Ele envia – como Gad – ao Seu povo. Podemos meditar na coragem de Jesus, mas é mais útil aproveitar estes textos para fazer a nós próprios algumas interrogações. Qual será, hoje, o equivalente à “pátria” de Jesus ? Em que situações somos tentados a apropriar-nos d’Ele; a considerá-lO como um “dos nossos” e, por isso, a pretender saber o que Ele deve dizer, valorizando apenas as Suas palavras não perturbadoras dos hábitos do nosso pensamento, local e preconceituoso?
“Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.
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