S. FRANCISCO DE SALES (1567-1622). No final do séc.XVI, marcado pela extrema violência das guerras religiosas, o insulto e a espada substituiam os argumentos. Por isso, quando Francisco de Sales, em 1593, chegou à Província de Chablais, no norte da Saboia, só com as “armas” da sua fé, mansidão e urbanidade, esta forma de agir teve tanta repercussão e saldou-se por tão brilhante sucesso. Imediatamente, a fama do jovem sacerdote se propagou, no Ducado de Saboia e por toda a França. O jovem pregador espantava os ouvintes indicando-lhes – três séculos e meio antes do Vaticano II! – que “a aspiração à vida perfeita”, a chamada à santidade, era para todos: sacerdotes, monges e religiosos, mas também para leigos, fossem eles príncipes, comerciantes, soldados, casados ou solteiros. Nomeado bispo de Genebra e d’Annecy, em 1602, Francisco de Sales teve muitas ocasiões para insistir nesta convicção inovadora. Na linha do Concílio de Trento procurou melhorar a formação do clero, reformar algumas comunidades religiosas, sem cessar de percorrer incansavelmente a sua diocese para ir falar de Deus – com simplicidade – aos aldeões e camponeses. Em 1604, em Dijon, encontrou providencialmente a futura santa Joana-Francisca de Chantal : juntos, fundaram, 6 anos mais tarde em Annecy, a “Ordem da Visitação” cuja particularidade – rara na época – era estar aberta às mulheres de saúde frágil. De facto, o autor da célebre “Introdução à vida devota” considerava que, sendo todos chamados à perfeição da vida cristã, cada um devia responder a esse apelo em função das suas capacidades físicas e das respectivas obrigações sociais. A influência do santo, já muito forte durante a vida, não diminuiu após a sua morte. Doutor da Igreja , em 1877, patrono dos jornalistas e dos escritores, guia de numerosas congregações religosas colocadas sob a sua protecção (como por exemplo, os Salesianos de Dom Bosco), ele continua a tocar os corações devido à sua espiritualidade terna, generosa e equilibrada.
Neemias 8,2-4a.5-6.8-10; Sal 18,8-10.15 ; 1 Coríntios 12,12-30; Lucas 1,1-4; 4,14-21 Continue a ler III DOMINGO DO TEMPO COMUM – 24/JANEIRO/2016 →
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