lV DOMINGO DE PÁSCOA – 26/ABRIL/2015 DOMINGO DO BOM PASTOR

a_OBomPastorS. RAFAEL ARNÁIZ BARON (1911-1938). Este jovem espanhol, que vibrava com um amor intenso por Cristo, interrompeu os estudos para se tornar oblata nos Trapistas. Morreu de diabetes 4 anos mais tarde. Deixou escritos espirituais belíssimos. Canonizado em 2009.

STO. ANACLETO (séc. l). 3º Papa que sucedeu a Lino, num pontificado que durou doze anos, segundo a lista que nos deixou STO. lreneu. Foi martirizado na perseguição de Diocleciano.

Actos 4, 8-12 ; Sal 117,1. 8-9. 21-23. 26. 28cd-29 ; 1 João 3, 1-2 ; João 10,11-18 Continue a ler lV DOMINGO DE PÁSCOA – 26/ABRIL/2015 DOMINGO DO BOM PASTOR

SÁBADO – 25/ABRIL/2015 S. MARCOS, EVANGELlSTA

1 Pedro 5, 5b-14 ; Sal 88, 2-3. 6-7. 16-17 ; Marcos 16,15-20

“ELES FORAM PREGAR POR TODA A PARTE…” (Mar.16,15-20). S. Marcos, companheiro de Pedro e de Paulo, autor do mais antigo dos evangelhos, diz a tradição ter anunciado a Boa-Nova até ao Egipto. Ele é representado com um leão, como se vê em Veneza. O leão é um animal do deserto. Ora, o evangelho de Marcos começa com a pregação de João Baptista no deserto e daí o símbolo leonino. De Chipre à Ásia Menor, de Roma à Líbia, de Alexandria a Veneza, a presença de S. Marcos reencontra-se nos vastos horizontes onde a tradição se reclama sua posteridade. É que ele cumpriu o que escreveu: proclamar “por toda a parte” O Evangelho “a toda a gente”. A oferta da salvação de Deus em Jesus-Cristo é universal. Deixemo-nos agarrar pelo seu dinamismo!

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

Somos todos pessoas

Esta iniciativa está relacionada com as vítimas dos naufrágios no Mediterrâneo e propõe algumas iniciativas para o próximo Domingo, 26 de abril.

Explicação

Oração para a refeição

Senhor, nosso Deus,
nós vos damos graças pelo alimento que partilhamos.
Nos vos pedimos por todos os que,
sem terem o necessário para viver,
buscam na Europa um futuro melhor.
E, em especial, por aqueles que,
em tão grande número,
morrem no Mediterrâneo.
Nós vos pedimos sabedoria
para os responsáveis dos governos e para cada um nós,
que nos leve a encontrar soluções justas e solidárias,
capazes de pôr termo à fome.
Que, quando nos apresentarmos diante de Vós,
possamos reconhecer-nos como membros
de uma só família humana com alimento para todos.
Por Cristo, nosso Senhor.

Amen.

SEXTA-FEIRA – 24/ABRIL/2015

S. FIEL DE SIGMARINGA (1578-1623). Renunciou à sua profissão de advogado para entrar nos Capuchinhos. Enviado em missão para a Suiça, obteve a conversão de muitos chefes calvinistas antes de ser assassinado: “Meu Jesus, tende piedade de mim. Santa Maria, Mãe de Deus, assisti-me!”, disse pouco antes de morrer.

Actos 9,1-20 ; Sal 116, 1-2 ; João 6, 52-59

“ENTÃO OS OLHOS ABRlRAM-SE…” (Act.9,1-20). O que significa a cegueira de Saulo após o encontro com Cristo? Qual é o sentido do seu jejum durante esse tempo? Não ver e não tomar alimento simboliza a morte, e os 3 dias aqui referidos recordam-nos o artigo do Credo: “Ele ressuscitou ao 3º dia”. Durante esta espécie de morte, Saulo conheceu uma transformação semelhante à de Cristo: Jesus histórico, identificado com o homem pecador, que na noite do túmulo Se transforma nO Ressuscitado da manhã da Páscoa. De facto, é outro homem, que a mudança de nome – Saulo, em vez de Paulo – simboliza, e que veremos na continuação dos Actos. Temos aqui um esquema da vida cristã que pode experimentar, e experimenta várias vezes, o “caminho de Damasco”.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

QUINTA-FEIRA – 23/ABRIL/2015

S. JORGE (303). O culto de S.Jorge (é um dos 14 S.TOS Auxiliares) funda-se no martírio de um soldado romano, sob o imperador Diocleciano, em Lida, na Palestina). A tradição popular atribui-lhe o título de matador do dragão que tudo destruia com o seu vómito de fogo e vivia num lago perto de Silena, Líbia. É padroeiro de Inglaterra. Na luta contra Castela, o auxílio do Duque de Lencastre a D. Fernando, trouxe a devoção para Portugal. Em 1388, no lugar onde fora hasteada a bandeira portuguesa na batalha de Aljubarrota, fundou-se uma ermida de S.Jorge.

S.TO ADALBERTO (956-997). Bispo de Praga, baptisou o futuro S.TO Estêvão da Hungria e fundou a abadia beneditina de Brevnov na Boémia. Morreu mártir na Prússia pagã com 41 anos.

Actos 8, 26-40 ; Sal 65, 8-9.16-17. 20 ; João 6, 44-51

UM EUNUCO (Act.8,26-40). O 1º pagão que o diácono Filipe baptiza na fé em Jesus-Cristo é um eunuco. Uma realidade carregada de sentido para os leitores da Escritura. O Livro de Isaías diz que o exílio na Babilónia porá fim à descendência de David : “os filhos do rei serão os eunucos do palácio” (Is. 39,7). Mas os primeiros pagãos acolhidos no templo de Deus no regresso do exílio serão os “eunucos (…) que escolheram o que Me é agradável e se afeiçoaram à Minha aliança” (Isaías 56,4). A fidelidade a Deus e à Sua aliança vem substituir a genealogia como critério de pertença. Aqui, o eunuco vindo da Etiópia para adorar a Deus reconhece em Jesus O Servo anunciado: aquele a quem “a vida foi cortada” é O Filho de Deus glorificado que atrai os homens a Si. “A MINHA CARNE, DADA PELA VlDA DO MUNDO…” (João 6,44-51). “Pão e jogos” era uma expressão usada na Roma antiga para troçar dos imperadores demagogos que procuravam assim adular o povo e tornarem-se bem-queridos. Jesus porém não promete mundos e fundos, nem propõe diversões fáceis e efémeras. Quando Ele diz ser O Pão da vida, não se trata de um slogan ou de uma frase feita, sem ligação verdadeira com o quotidiano das pessoas. Jesus dá efectivamente a Sua vida. “O pão que Eu hei-de dar pela vida do mundo é a Minha carne”. Por Jesus ser O filho de Deus, a Sua morte na carne pode dar a vida ao mundo. Deus não Se fica nas palavras, mas a Sua Palavra produz o que ela nos diz.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.